quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Reconstituição Histórica Arroyomolinos (2)

 

Caríssimos,

Aqui fica a segunda "tranche" de imagens, relativas a este evento, onde podemos ver uma vez mais as tropas em movimentações no terreno.


Esta imagem, que mostra o "cone de fogo" da peça de artilharia, está particularmente interessante.


Aqui temos o local onde ficou a "casa" dos nossos soldados, que pelos vistos tiveram a possibilidade de tomar chuveiro à discrição.

Ah, as maravilhas da comunhão com a natureza!


Com tanta chuva, não havia fogueira que resistisse...


Aqui podemos ver ao longe a fina linha vermelha, caraterística da disposições táticas das tropas britânicas.


Como não podia deixar de ser, realizou-se o tradicional desfile das tropas pelas ruas da localidade.

Na imagem supra podemos ver o Pedro Henriques a exibir a sua nova casaca vermelha e o seu equipamento de oficial britânico - é só vaidade...


A nossa amiga Eugénia, como especialista na matéria, não deixa os seus créditos por mãos alheias, quando toca a usar roupa de época, apresentando sempre excelentes exemplares de vestuário.


Em Arroyomolinos existe uma grande recetividade em relação a este tipo de eventos por parte da população das redondezas, que participa ativamente na respetiva realização.

Para o ano há mais!

Pedro Casimiro



terça-feira, 13 de novembro de 2012

Reconstituição Histórica de Arroyomolinos - dias 2 a 4 de Novembro de 2012 (1)


Caríssimos, 
A vida continua e também continuam as expedições culturais do GRHMA e da ANP, em defesa do nosso património histórico-militar.

Desta vez venho deixar-vos algumas imagens relativa ao evento recentemente realizado na simpática localidade de Arroyomolinos, em Espanha. Estas fotos recentemente enviadas pelo nosso camarada Armindo (vide imagem supra) são na verdade muito interessantes e trazem um certo "gostinho" de época.


Aqui podemos ver, uma vez mais, uma peça de artilharia do RA nº 4 em acção!

A presença e o troar das peças de artilharia é uma garantia de sucesso em qualquer evento.


O assalto ao quadrado!

Aqui podemos ver uma unidade de infantaria em formação de quadrado, que originalmente era utilizada para resistir às investidas das formações de cavalaria adversárias.

Brevemente vou colocar aqui mais algumas fotos relativas a este evento, mas desta vez a cores.

Pedro Casimiro

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Falecimento de Hugo Ribeiro - soldado do Regimento de Infantaria nº 23



Caríssimos,

Venho transmitir-vos uma infeliz notícia, relacionada com o falecimento do nosso jovem camarada Hugo Ribeiro, que podemos visualizar à direita, na linha de infantaria ilustrada na fotografia acima colocada. 

O Hugo tinha graves problemas de saúde, que todavia não o impediram de, durante alguns anos, ser um elemento ativo no nosso grupo, partilhando as responsabilidades e os riscos inerentes a esta nossa atividade, sem pedir nem esperar nada em troca.

O nosso camarada sempre teve uma postura serena, dedicada e prestativa, sendo apreciado e respeitado por todos os elementos do grupo. 

Está a ser preparada uma deslocação de elementos do GRHMA de Almeida e de Vila Nova de Gaia, a fim de ser formada uma guarda de honra que irá marcar presença no funeral do nosso camarada, que irá ter lugar no próximo domingo.

Os elementos de Almeida interessados em participar nesta deslocação devem contatar o Dr. Paulo Amorim.

Deixo aqui uma palavra de ânimo e de coragem a todos os familiares e amigos do nosso camarada, nesta hora difícil.

Pedro Casimiro

quarta-feira, 17 de outubro de 2012



E cá está novamente o nosso amigo D. Juan - o homem que fica bem em qualquer fotografia!

Pois é caros amigos, o Juan teve a gentileza de me enviar mais algumas fotos que permitem visualizar (fotograma a fotograma), o funcionamento de um fecho de pederneira, de uma arma do séc. XIX, neste caso um rifle Baker.

Já se pode ver o que é que o Juan faz ao fim de semana: veste a sua farda e vai até ao parque natural mais próximo, praticar tipo ao alvo!

Que inveja!



A pressão sobre o gatilho faz libertar o cão (pequena peça móvel ligada ao gatilho, que prende a pederneira) da arma, onde se encontra fixada uma pederneira.

O choque da pederneira com o fuzil (que é uma peça plana em aço, localizada à frente do cão da arma)  resulta (nem sempre...) na produção de faíscas.


As faíscas produzidas provocam a ignição da pequena quantidade da pólvora existente na caçoleta (que é um pequeno depósito côncavo para colocar a pólvora) da arma , que foi  aí colocada pelo soldado aquando do processo de carregamento do mosquete/rifle.



A ignição da pólvora resulta, por sua vez, na deflagração da carga que foi colocada no interior do cano da arma, o que é feito através do ouvido (pequeno orifício que liga a caçoleta ao interior do cano da arma).


Por fim, a deflagração da pólvora  resulta na deslocação do projectil (normalmente uma esfera em chumbo) que também se encontra no interior  da arma.

E aqui fica mais uma pequena lição no manuseamento de armas de pólvora negra!


Pedro Casimiro



ADVERTÊNCIA: o manuseamento de qualquer tipo de armas, designadamente as armas de pólvora negra, requer instrução, preparação e treino adequados, para além do licenciamento previsto na lei.


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

201.º Aniversário da Surpresa de Arroyomolinos - dias 27 de Outubro a 4 de Novembro de 2012


Caríssimos,

Aqui fica uma notícia relativa a mais um evento que vai contar com a participação dos soldados do GRHMA  e da ANP.

Este evento vai ter lugar na simpática localidade espanhola de Arroyomolinos e destina-se a comemorar o combate intitulado "a surpresa de Arroyomolinos", ocorrida em 28 de Outubro de 1811, no decurso da qual um destacamento do exército luso-inglês, comandado pelo General Rowland Hill, derrotou um destacamento do exército francês, comandado pelo General Girard, através de um ataque de surpresa que colocou os franceses em fuga, e resultou na captura de inúmeros prisioneiros.


As autoridades públicas e entidades privada desta localidade espanhola vêm investindo fortamente na divulgação deste seu património histórico-militar, designadamente através da organização deste evento anual, e contam com a adesão de toda a população local, designadamente através da participação neste evento, quer como recriadores históricos, quer como meros populares, vestidos à época.

Um exemplo a seguir!

Pedro Casimiro


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

202.º Aniversário da Batalha do Buçaco (Bussaco) - Dia 27 de Setembro de 2012

(imagens retiradas daqui)

Caríssimos,
Como habitual, este ano realizou-se mais uma cerimónia evocativa da Batalha do Buçaco, ocorrida no dia 27 de Setembro de 1810.

Como sabem, esta batalha teve lugar na sequência da conquista da fortaleza de Almeida, no decurso da terceira invasão francesa de Portugal, liderada pelo Marechal Massena. Desta vez os franceses vinham apostados em terminar de uma vez com todas com a oposição que lhe vinha fazendo o exército luso-inglês e expulsar os ingleses da Peninsula Ibérica, tendo para o efeito organizado um enorme exército de cerca de 65.000 homens, acompanhado por alguns dos melhores comandantes militares franceses da época, tais como o já referido Marechal Massena, o Marechal Ney e o General Junot (que tinha liderado a primeira invasão do nosso território, ocorrida em 1807).

Todavia, as esperanças francesas sofreram um duro revés desde logo nas abruptas encostas da Serra do Buçaco, onde as linhas de infantaria do exército aliado conseguiram fazer recuar, com graves perdas, as agressivas e numerosas colunas da infantaria francesa.

Esta batalha serviu também para o comandante-geral do exército luso inglês (Wellington) testar a coragem e organização do recém reorganizado exército português. E este teste foi integralmente satisfeito pelos nossos antepassados, mostrando que continuavam a existir portugueses com fibra, dispostos a tudo para defender a sua Pátria, uma vez mais em perigo.

É esta uma das razões pelas quais o Exército Português não deixa de marcar este acontecimento todos os anos, através de uma cerimónia evocativa digna e comovente, que é sempre acompanhada pela população local.

A comemoração da Batalha do Buçaco foi também o evento que, no já longínquo ano de 2003, serviu para inaugurar a actividade pública da Associação Napoleónica Portuguesa, que marcou a presença no mesmo com cerca de 10 elementos com fardamento de Milícia, que se serviram inclusive de armas emprestadas por algumas entidades públicas.

E a presença da ANP neste evento, que tem sido sempre regular, repetiu-se uma vez mais este ano. 

Passados estes anos ainda cá estamos (poucos, mas bons...), para o que der e vier!

Bem haja a todos!


Nesta imagem podemos ver um destacamento de cavalaria portuguesa (Dragões).


A boca de um canhão serve de enquadramento a um destacamento de infantaria.


A infantaria continua a servir-se da protecção da cumeeira do Buçaco...



Os adversários de ontem são os camaradas de hoje.

Todavia, é preciso não esquecer o essencial:  o de que há conjunturas históricas em que apenas através da força das armas é possível salvaguardar quer a soberania nacional, quer a vida e os bens das populações.

Lembrem-se da  HISTÓRIA, aqueles que pugnam pela desvalorização da instituição militar!

Pedro Casimiro 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

VIII Recriação Histórica do Cerco de Almeida - Fotos & Videos (4)


Caríssimos,

Venho deixar-vos a última parte do conjunto de imagens relativo ao evento de Almeida e tentar, pelo meio, fazer-vos um relato do sucedido neste evento. Na imagem supra podemos ver as unidades militares representativas dos vários grupos presentes neste evento na cerimónia protocolar do içar das bandeiras, que teve lugar junto do edifício da Câmara Municipal de Almeida.


A que se seguiu um desfile através das pitorescas ruas da vila, até à Praça Alta e ao monumento aos caídos em combate, a fim de serem realizadas as correspondentes cerimónias evocativas.

Esta parte protocolar é sempre importante, pois serve, além do mais, para recordar a todos os presentes a razão fundamental que está subjacente a este tipo de eventos: a evocação de um tempo histórico formidável  e fértil em desastres e em feitos heroicos, que envolveu muitos os povos e nações.

E na parte que nos toca (aos portugueses), a constatação de um facto: o de que é impossível domar o espírito de um povo que não se quer deixar abater, sejam quais forem os obstáculos a transpor.


E no domingo de manhã, a "festa" começou com um duelo amigável de artilharia, pois convém sempre verificar se o material está em boas condições de funcionamento.


Neste evento, as nossas esquadras de artilharia contaram com a presença de dois aprendizes de artilheiros vindos de Lisboa (ou arredores), que muita ajuda nos prestaram e que constataram como é que os homens da Beira Alta e do Norte lidam com as peças de artilharia.


Aqui temos as duas peças de artilharia francesas.

Nesta altura o Manuel Ruibal ainda se estava a queixar da (suposta) má qualidade da pólvora que tinha usado no dia anterior...


A nossa esquadra de infantaria, composta por elementos dos RI nº 23 e RI nº 11 assumiu a sua habitual postura serena e combativa.


Não existe sítio onde os infantes não consigam chegar!

Aqui os temos "empoleirados" no cimo de uma das muralhas de Almeida.


Por falar em "empoleirar", o esquadrão de cavalaria comandado pelo nosso amigo Demetrio fez verdadeiras acrobacias, chegando a passar com os cavalos por sítios que eu tenho dúvidas de conseguir alcançar a pé...


Aqui podemos ver a esquadra de infantaria inglesa, composta por recriadores históricos vindos de Arroyomolinos.


Nesta imagem podemos visualizar o comandante geral do exército francês presente neste evento, que por acaso era um...almirante.


Aqui temos o nosso camarada Belchior, a suar as "estopinhas" com a sua farda do Batalhão de Caçadores nº 6.


E aqui temos dois camaradas da ANP, novos nestas andanças das recriações históricas, mas muito experientes em questões militares: Urze Pires e António Ferrer.


No final do evento decorreu a habitual cerimónia protocolar, com a presença em formatura de todas as unidades, no decurso da qual o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Almeida, o Professor Baptista Ribeiro, juntamente com o Sr. Presidente da Associação Napoleónica Portuguesa, o Eng. Faria e Silva,  transmitiram agradecimentos pela presença e participação no evento a todos os recriadores históricos presentes.


E aqui temos o Prof. Baptista Ribeiro em conversa com alguns elementos do R.A. nº 4.

E assim finalizou mais um excelente evento cultural na formosa vila de Almeida.

É tempo de começar a trabalhar e a preparar o próximo!

ALMA ATÉ ALMEIDA!


Pedro Casimiro

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

VIII Recriação Histórica do Cerco de Almeida - Fotos & Videos (3)


Caríssimos,

Aqui ficam algumas imagens relativas ao "prato forte" desta recriação histórica: a batalha nocturna.

Desta vez o local da batalha situou-se nos fossos das Portas de Santo António, em Almeida, que se revelou um local adequado para este efeito, com muito melhor visibilidade para o público assistente.
Por outro lado, esta escolha revelou-se também mais interessante para os próprios recriadores, com mais espaço para execução de manobras táticas, por parte da infantaria e da cavalaria.
A propósito, este foi o ano em que tivemos o maior número de soldados de cavalaria presentes, que fizeram um excelente trabalho e inesperadas acrobacias com as suas montadas!


Ao centro desta imagem é possível visualizar a esquadra de infantaria portuguesa a fazer fogo em formação linear. 

Uma vez mais, a nossa infantaria fez um excelente trabalho em campo!



Aqui podemos ver um dos muitos anéis de fumo produzidos pelo canhão do nosso amigo Manuel, da Corunha! 
Ele deixa-nos sempre ficar mal nesse aspecto, pois os nossos canhões tiram só um ou dois anéis de fumo por combate, enquanto o dele é quase um em cada tiro.

E apesar disso, ainda que queixou (durante cerca de 5 horas...) da qualidade da pólvora! 

Já sabes Manuel, para a próxima levas apenas metade da ração de pólvora!



A cavalaria fez muitas evoluções interessantes no campo de batalha, obrigando a infantaria adversária a adoptar a formação em quadrado, que historicamente constituía a forma de defesa mais eficaz da infantaria contra a cavalaria.



A linha de defesa do exército aliado (luso-inglês) está envolta em fumo, devido aos constantes disparos.


Até o povo teve acesso ao campo de batalha!

Desde que devidamente enquadrados, os elementos populares ou de guerrilha são um foco interessante nestas recriações, simbolizando o papel histórico fundamental que tiveram na Guerra Peninsular.


Pedro Casimiro

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

VIII Reconstituição Histórica do Cerco de Almeida - Fotos & Videos (2)


Caríssimos,

Graças à colaboração do nosso camarada Armindo, finalmente tive acesso a algumas imagens relativas ao evento recentemente realizado. E como tenho a certeza que os nossos amáveis seguidores andam "em pulgas" para ter acesso às mesmas, aqui ficam elas.

Na primeira imagem podemos ver a fantástica bandeira regimental do nosso Regimento de Artilharia nº 4, colocada numa das muralhas de Almeida e a balançar ao sabor da brisa. Esta bandeira constitui uma verdadeira obra de arte, sendo uma réplica fiel da existente há duzentos anos atrás e a respectiva confecção envolveu muitas horas de investigação e de trabalho, incluíndo bordados à mão.


Depois das várias cerimónias protocolares e evocativas, realizadas no sábado de manhã (das quais ainda não tenho imagens) a maioria dos soldados instalou-se no acampamento histórico a executar várias tarefas ou simplesmente a dar "duas de letra" com os camaradas presentes.

Claro está que houve muitos soldados que preferiram visitar a interessante Feira Oitocentista que decorria na mesma altura, principalmente os locais onde havia "fontes de cerveja".


Aqui temos uma mesa de "trabalho" de um grupo de amigos de Espanha, que se dedicou a fazer um excelente trabalho de demonstração e de explicação de diversos instrumentos médicos e cirúrgicos oitocentistas, aos muitos visitantes que assistiram a este fantástico evento.


Muitos participantes aproveitaram a tarde de sábado para fazer exercícios de ordem unida no acampamento, como podemos ver aqui fazer elementos de um grupo espanhol de Arroyomolinos, que, para estreantes nestas andanças, mostraram muita segurança em campo.


E, claro está, a infantaria portuguesa não podia deixar também de participar em exercícios de treino de combate.

Eu até nem queria fazê-lo, pois estava muito calor e o sistema de ar condicionado da farda por vezes avaria nestas alturas. Mas como as tropas insistiram muito, lá tive de lhes dar vários exercícios de ordem unida, durante cerca de duas horas.

O facto de toda a malta ter ficado a "suar em bica", deu-me a entender que gostaram do treininho...

Pedro Casimiro