quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Escola do Soldado da A.N.E. (Arapiles - Salamanca) - dias 19 a 20 de julho de 2014


Caríssimos(as)

Graças à colaboração da nossa amiga Lourdes Perez, venho trazer-vos mais algumas imagens relativas à participação que tivemos na Escola do Soldado, organizada pelos nossos amigos da Associação Napoleónica Espanhola junto aos Arapiles, no passado mês de julho.


Talvez o nome mais apropriado para este evento devesse ter sido "escola da marcha forçada", pois os soldados tiveram que se esforçar bastante durante os treinos, para coordenar as linhas e as colunas de marcha. Na imagem acima podemos ver o contingente português à direita da linha de infantaria.



Os treinos de marcha nunca são demais, até porque há sempre um problema recorrente nos soldados do séc. XIX: a dificuldade em distinguir a esquerda/volver da direita/volver e vice-versa...



Aqui temos um exemplo de uma coluna de marcha por companhias.


E no intervalo das marchas, nada como uma boa sessão de "shit list", para animar as tropas...


Os artilheiros nunca aparecem, quando é a altura de marchar e depois queixam-se que não conseguem "marcar o passo".


Os nossos amigos da marinha trouxeram um "canhãozinho" para este evento, para mostrar às nossas tropas, mas acabaram por preferir trabalhar com um canhão a sério...


Na primeira oportunidade, os soldados reúnem-se para se queixarem do rancho, da humidade e qualquer outra coisa que venha a calhar...


Enquanto outros só querem mesmo é boa vida.


Esta foto foi tirada na sessão de dança, que teve lugar no sábado ao final da tarde.

Aqui podemos ver os soldados que ficaram "pendurados", à espera que alguma senhora os viesse convidar para dançar.
Já não se fazem soldados como antigamente...


A marinha também compareceu na sessão de dança, mas também não teve grande sorte durante o baile de época...


Aqui podemos ver dois soldados ingleses de Arroyomolinos, que se aproximaram do nosso soldado Coelho, depois de saberem que ele tinha caçado uma lebre.


O nosso amigo Carlos, na sua qualidade de Presidente da Associação Napoleónica Espanhola, fez uma alocução muito interessante, durante a cerimónia evocativa realizada no monumento à Batalha de Salamanca.


Depois da festa é necessário desmontar as tendas e arrumar as armas e o todo o equipamento.


Este processo acaba por ser facilitado pelo facto de todos os nossos elementos colaborarem ativamente em todas as tarefas necessárias, num espírito de verdadeira camaradagem.




Pedro Casimiro




quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Bicentenário da Batalha de Waterloo - dias 17 a 21 de junho de 2015


Caríssimos(as)

Como penso já todos devem saber, demos início à preparação para participação do GRHMA/ANP neste fantástico evento (Bicentenário da Batalha de Waterloo), previsto para o mês de junho de 2015,

Temos já mais de uma dezena de elementos nossos pré-registados e temos prevista a realização de uma assembleia geral do GRHMA para o próximo dia 13 de dezembro, em Almeida, com vista a discutir e analisar um conjunto de matérias, entre as quais se incluem algumas questões logísticas relacionadas com a participação neste evento.

Não esqueçam de tratar da v/ inscrição!

A questão nem é tão complicada como isso, até porque sou eu que estou a tratar de todo o processo, sendo apenas necessário que me comuniquem a v/ intenção de participar via email.

Todavia, é preciso deixar bem claro que os retardatários serão os únicos responsáveis pelas consequências de um eventual atraso, a não ser, claro está, que tratem pessoalmente de todo o vosso processo de inscrição.

E dúvidas não podem haver, no sentido de que este vai ser o MAIOR evento de reconstituição histórica jamais realizado na Europa e arredores! A organização tem prevista a participação de cerca de 5.000 recriadores históricos, entre os quais se incluem 300 cavaleiros e 500 auxiliares.

Se tudo correr conforme previsto, nós também lá estaremos!


Pedro Casimiro







segunda-feira, 29 de setembro de 2014

204.º Aniversário da Batalha do Bussaco - Reportagem Fotográfica


Caríssimos(as),

Tivemos, uma vez mais, o grato prazer de participar nas comemorações de mais um aniversário da Batalha do Bussaco, organizadas pelo Exército Português, entidade que, todos os anos, organiza esta cerimónia evocativa da maior batalha alguma vez realizada em território nacional (ocorrida no dia 27 de setembro de 1801), e que se saldou por uma vitória do exército anglo-luso, comandado pelo general Arthur Wellesley, mais tarde nomeado Duque de Wellington (em 3 de maio de 1814).


A cerimónia iniciou-se com um cortejo militar e religioso, que partiu do Museu Militar do Bussaco até ao terreiro onde se encontra o monumento à batalha, em que participaram as mais diversas autoridades militares, civis e religiosas.




Aqui podemos ver o destacamento do Regimento de Infantaria nº 14, integralmente composto por soldados do Exército Português.


Nesta imagem podemos visualizar a coluna composta por elementos do GRHMA e da ANP, liderada pela bandeira nacional (séc. XIX) e pela bandeira regimental do Regimento de Infantaria nº 23.


As tropas do GRHMA e da ANP em descanso, antes do início do desfile militar e religioso.


Este garboso soldado estava a comandar um dos destacamentos presentes neste evento.


Aqui temos o destacamento de cavalaria, representativo de um Regimento de Dragões, integralmente composto por soldados da Guarda Nacional Republicana.



Está disponível no Museu Militar do Bussaco uma reedição de um livro muito interessante sobre esta batalha e todo o enquadramento histórico a ela associada, que recomendo vivamente a todos os amantes da história nacional.

Um dos factos interessantes retratados nesse livro está associado às grandiosas comemorações que foram feitas no Bussaco, por altura da comemoração do centenário desta batalha, que se realizaram no dia 27 de setembro de 1910, com inclusão de diversas fotografias de época. 

Esse evento contou com a assistência de mais de cem mil pessoas, bem como com a presença do Rei D. Manuel II e das mais altas entidades militares, civis e religiosas no país.

Todavia, decorridos cerca de oito dias desse evento, deu-se a instauração da Primeira República (5 de outubro de 1910) em Portugal, e a deposição do Rei D. Manuel II. 

Ironias do destino...

Agradeço a JP o especial favor de ter enviado estas excelentes fotos.


Pedro Casimiro




quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A viagem inaugural da Fragata Hermione - dias 6 e 7 de setembro de 2014


Caríssimos(as)

Venho dar-vos nota de um fantástico evento, que nos foi dado a conhecer pelos nossos camaradas da Garde Chauvin, relacionado com a saída ao mar da recentemente construída réplica da Fragata Hermione.

Existe uma considerável tradição histórica associada a este navio, que esteve originariamente ao serviço da marinha de guerra francesa entre os anos de 1779 e 1793. No ano de 1780 foi a (versão original) da Fragata Hermione que transportou Gilbert de Motier, Marquês de La Fayette para os Estados Unidos da América, para se juntar à rebelião (guerra da independência americana) que nessa altura estava a decorrer contra o domínio britânico, onde este bravo francês desempenhou um papel muito relevante, representativo da solidariedade entre os homens.

Por outro lado, esta Fragata é representativa de um ponto alto da marinha francesa, em termos da qualidade de construção de navios e de património marítimo, em particular proveniente do arsenal de Rochefort.

É, por isso, considerável a bagagem histórico-cultural associada a este evento.



Aqui podemos ver os membros da tripulação deste navio.


No dia 6 de setembro realizou-se o transporte deste navio através de comportas, do local de construção até ao rio Charente, situado na região onde está sediada a Garde Chavin.



O tabuleiro de uma das pontes do rio Charente teve de ser elevado, para permitir a passagem deste navio.


Aqui podemos ver um tiro de canhão feito por esta fantástica Fragata, no percurso que decorreu no rio.


A entrada triunfal no mar!



Através destas imagens é possível visualizar o considerável interesse que este evento despertou entre os amantes do mar!


A construção deste navio teve o seu início no ano de 1997 e a sua viagem inaugural apenas ocorreu este ano. Como devem imaginar, tratou-se de um trabalho que envolveu, além do mais, um esforço financeiro considerável, foi uma aventura (que certamente começou como um sonho...) inspirada pela Associação Hermione-La Fayette, sediada em Rochefort, na França e que, depois de cerca de 17 anos, viram o seu projeto concretizado.

Parabéns a todos estes sonhadores!


Pedro Casimiro





segunda-feira, 22 de setembro de 2014

204.º Aniversário da Batalha do Buçaco


Caríssimos,

Venho dar-vos nota da realização da comemoração do 204.º aniversário da batalha do Buçaco (originariamente travada no dia 27 de setembro de 1810), organizada sob a égide do Exército Português, que irá realizar no próximo dia 27 de setembro de 2014, junto ao monumento (obelisco) comemorativo da batalha, situado no cimo da serra do Buçaco.



A Associação Napoleónica Portuguesa e o Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida aceitaram, com prazer, o honroso convite que foi dirigido por aquela entidade, no sentido de uma participação ativa na comemoração deste acontecimento, que possui uma importância considerável, em termos histórico-culturais, para o nosso país.

Está previsto o início do desfile histórico-militar por volta das 10.00 horas da manhã, a partir do Museu Militar do Buçaco, a que se seguirá a uma missa campal e a cerimónia evocativa.


Pedro Casimiro



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

X Reconstituição Histórica do Cerco de Almeida - O Acampamento Histórico



Caríssimos,

Agora vou mostrar-vos o que fazem as tropas nos intervalos das cerimónias e dos combates (para além das normais visitas à tasquinha da Amelinha....).

Começamos por visualizar o parque de artilharia do GRHMA, composto por três fantásticas peças de artilharia, que são réplicas fieis de uma peça de artilharia de 3 libras, modelo D. José I, do ano de 1773.

Trata-se de peças de campanha, destinadas ao acompanhamento da infantaria no campo de batalha, sendo por isso dotadas de elevada mobilidade. 

Aliás, os artilheiros do nosso Regimento de Artilharia nº 4 já demonstraram que não existe obstáculo insuperável ou local inacessível, para as nossas peças de artilharia!



Aqui temos a esquadra de artilheiros de marinha, que estão a fazer o "estágio" junto do R.A. nº 4.


Uma das principais atividades dos soldados em acampamento histórico passa pela limpeza e manutenção das armas e equipamento.




Havendo também sempre tempo para um ou dois joguitos de dados ou de cartas...

Aqui podemos ver um destacamento da Garde Chauvin a executar tarefas de confeção de cartuchos.


Aqui podemos ver um soldado francês que ficou gravemente ferido, mas que depois de beber um "fortificante" ficou de novo pronto para o combate!
(nota: os ferimentos são apenas pinturas artisticas....)



Outras atividades importantes no acampamento histórico: coser rasgões na farda e dormir uma sesta.


Esta atividade chama-se "duas de letra".


E aqui temos um dos passatempos preferidos dos soldados: dar umas voltinhas no carrossel manual!


Aqui temos uma reconstituição histórica de alguns ovideos...


As armas ficam ensarilhadas e prontas para "trabalhar" ao primeiro sinal de alarme!


E aqui temos os nossos amigos do Magote de Santo Antão, que são já de uma presença imprescindível no evento de Almeida.


Pedro Casimiro