quarta-feira, 17 de setembro de 2014

X Reconstituição Histórica do Cerco de Almeida - Os Combates


Caríssimos,

Para continuar esta série de "posts" relacionados com o evento de Almeida, venho deixar-vos algumas imagens relativas aos violentos e encarniçados combates, que marcaram o final do mês de agosto, mas dos quais, felizmente, não resultaram ferimentos graves para nenhum dos participantes...


Aqui temos a marcha da coluna portuguesa, para o campo de batalha, encabeçada pela bandeira nacional (à direita) e pela bandeira regimental do Regimento de Infantaria nº 23 (à esquerda)



Seguida de uma unidade de infantaria inglesa, que, por mero acaso, era integralmente constituída por amigos espanhóis...


Aqui podemos ver os nossos camaradas espanhóis do 34.º Régiment de Ligne, que, vindos de Burgos, participaram pela primeira vez neste evento. Esta unidade mostrou estar muito bem organizada e disciplinada.



Fogo à peça!




Esta peça de artilharia francesa, manobrada pelos nossos amigos de Bailen, não perdia uma oportunidade para tentar abalar as muralhas da fortaleza com os seus potentes tiros!


Aqui podemos ver uma unidade francesa de infantaria de linha, da Garde Chauvin.



A certa altura o número de franceses era de tal modo elevado que parecia impossível resistir ao assalto!


Mas, claro está, que quando as tropas portuguesas se apresentaram no campo de batalha, tudo mudou!
Aqui podemos ver a nossa unidade de infantaria de linha.


Que esteve sempre acompanhada pelas nossas peças de artilharia, que, com o seu fogo nutrido e certeiro, provocaram pesadas baixas no exército adversário!


Este ano, o combate noturno correu particularmente bem, e foi coroado, no final, por um verdadeiramente espetacular show de fogo de artifício!




Aqui temos um exemplo do efeito do fogo de uma peça de artilharia, à noite.


Pedro Casimiro





terça-feira, 16 de setembro de 2014

X Reconstituição Histórica do Cerco de Almeida - A Homenagem ao Dr. Paulo Amorim


Caríssimos,

O evento de Almeida deste ano serviu também para marcar um momento muito particular e especial para todos nós e a que se associaram muitos companheiros, camaradas e amigos: a cerimónia evocativa da partida do Dr Paulo Amorim.

Esta cerimónia serviu para demonstrar, uma vez mais, o apreço e consideração de que o Dr. Paulo Amorim era detentor, perante inúmeras pessoas e entidades, públicas e privadas, que conjugaram vontades com vista à realização desta cerimónia, que se traduziu no descerrar de uma placa evocativa, à entrada da ponte sobre o rio Côa, em Almeida.

Este local é particularmente adequado para este efeito, tendo em conta não só a tradição histórica que lhe está associada, pois foi aqui que, no dia 24 de julho de 1810, se deu o célebre Combate do Côa, como também por ser um local onde, ao longo destes anos, periodicamente vimos fazendo diversas atividades de reconstituição histórica.

Foi pois, o local ideal para a colocação da referida placa.


Aspeto geral da disposição das unidades presentes.



Aqui temos o nosso amigo Carlos, Presidente da Associação Napoleónica Espanhola, no processo de colocação de uma coroa de flores junto à placa evocativa, em representação desta associação.


Aqui temos o nosso amigo Esteban, de Ferrol, a colocar uma outra coroa de flores.


Em representação do Município de Almeida e do GRHMA, foi colocada uma coroa de flores por mim próprio, pelo Exmo. Sr. Diretor da Direção de História e Cultura Militar do Exército Português e pelo Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Almeida.



No final da cerimónia, diversos participantes tomaram a palavra, a fim de fazerem uma alocução relacionada com a vida e o trabalho do nosso companheiro, designadamente em prol da Vila de Almeida e em prol da reconstituição histórica.


No final da cerimónia, as unidades presentes fizeram três tiros de salva.



Tratou-se de uma singela e muito sentida cerimónia, que reuniu alguns dos amigos do nosso companheiro, pois muitos houve que, por diversos motivos, não puderam estar presentes.

O nosso amigo Paulo deixa muitas saudades, e nunca por nós será esquecido.


Pedro Casimiro







segunda-feira, 15 de setembro de 2014

X Reconstituição Histórica do Cerco de Almeida - Os Soldados



Caríssimos,

Agora é a vez dos soldados!

Como irão constatar, muitas das imagens aqui colocadas transmitem uma nota de autenticidade histórica muito forte.

Todavia, este resultado não se trata de um mero acaso!

É o resultado da conjugação de vários fatores, tais como a vontade dos participantes em vivenciar e tornar atual este patrimonio histórico-cultural, o que só se consegue, designadamente, após aturadas investigações em arquivos históricos e múltiplas visitas a diversos museus.

De seguida é preciso passar à fase da confeção e/ou aquisição das fardas e das mais variadas peças de equipamento, pois não estão em causa artefactos que estejam à venda na loja de esquina mais próxima, e que normalmente envolvem um investimento considerável, em termos de tempo e de dinheiro.


Aqui temos o Estado-Maior do exército aliado, a conferenciar à sombra...



Aqui temos um dos marinheiros de Lisboa, que se apresentou ao serviço para guarnecer uma das peças de artilharia do GRHMA.


Este nosso camarada francês do 1er. Régiment Étranger faz justiça aos legionários desta unidade!



Aqui podemos ver o nosso camarada e amigo Carlos, que é o Presidente da Associação Napoleónica Espanhola






Nada como uma boa parede de pedra para descansar...


Estes nossos amigos fazem parte de uma unidade de cavalaria vinda de A Coruña


O nosso amigo Demétrio é um mestre de equitação.


Este cavaleiro utiliza um Tarleton na cabeça




Este marinheiro francês está com um ar de poucos amigos...


Um bom chapéu de palha tem uma utilidade extraordinária, no intervalo dos combates...


Os recriadores históricos de Arroyomolinos estão cada vez mais proeficientes


Se em 1810 existissem fotografias a cores, a imagem supra poderia ter sido tirada nessa altura...



Este voltigeur francês aproveita a cobertura das rochas, para proteção contra o fogo inimigo


E aqui podemos ver o soldado mais forte e temível que participou neste evento!

Só posso congratular-me pelo facto de ele ter combatido do nosso lado...




Pedro Casimiro






X Reconstituição Histórica do Cerco de Almeida - A Geminação



Da esquerda para a direita: Faria e Silva (Presidente da Associação Napoleónica Portuguesa), Daniel Dieu (Chef de Bataillon du Garde Chauvin), Pedro Casimiro (Comandante do Grupo de Reconstituição Histórica do Municipio de Almeida).

Caríssimos,

Venho agora dar-vos nota de um dos momentos altos desta última reconstituição histórica, que se traduziu na celebração de um protocolo de geminação, celebrado entre a Associação Histórico-Cultural Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida e a Associação Histórico-Cultural Garde Chauvin, de França.

Este ato simbólico, que foi proposto pelos nossos camaradas e amigos franceses, teve, além do mais, por objetivo selar uma amizade que dura há já vários anos, que nasceu associada a esta atividade de reconstituição histórica, no âmbito da qual estes nossos amigos se dispõe anualmente a fazer uma viagem de milhares de quilómetros, a fim de participarem e de contribuírem para dar um brilho especial ao evento de Almeida, em representação do exército imperial francês.

Através deste protocolo, ambas as associações histórico-culturais assumiram um compromisso solene de amizade e de apoio recíproco, que revela muito acerca do sentido e dos objetivos subjacentes à atividade de reconstituição histórica. 

Na verdade, é um facto que no início do séc. XIX, entre os nossos povos e países existiu um estado de guerra. Todavia, atualmente o que existe, através desta atividade, é um propósito de promover a amizade e a compreensão entre os povos, que na altura se encontravam desavindos, por via da celebração de cerimónias evocativas como a realizada anualmente em Almeida, com vista a contribuir para preservação de um importante património de natureza histórico-cultural, como também, e porventura principalmente, para contribuir para afastar a possibilidade da existência de qualquer tipo de hostilidade futura entre estas nações.


Aqui podemos ver o nosso amigo Daniel Dieu, a ler os artigos do protocolo


Assinatura do protoloco foi feita por mim, na qualidade de comandante do GRHMA, de conformidade com o disposto no artigo 24.º, dos nosso Estatutos e de acordo com as disposições constantes do nosso Regulamento Interno.


Um aperto de mão sela um compromisso entre camaradas.


A Garde Chauvin também nomeou diversos elementos do GRHMA e da ANP como seus membros honorários vitalícios, como mais uma demonstração de amizade e de consideração, que muito nos honrou e sensibilizou.

Na imagem acima podemos ver o nosso sargento Augusto, do GRHMA, a receber essa distinção.


O nosso alferes Patena, da ANP, a receber a mesma distinção. Para além do Patena, também o Faria e Silva e o Pedro Henriques, receberam a mesma distinção.


Agora foi a vez do nosso sargento Alves.


As tropas portuguesas perfiladas, no decurso da cerimónia.



Pedro Casimiro