sexta-feira, 17 de julho de 2015

Fouras-les-Bains (dias 10, 11 e 12 de julho de 2015) Bicentenário do Exílio de Napoleão para a Ilha de Santa Helena (15 de julho de 1815) - 2


Caríssimos(as),

Conforme prometido, aqui fica mais uma fecunda reportagem, relacionada com a recente deslocação do GRHMA por terras de França, passando por Espanha, porque desta vez não tivemos o privilégio (e o prazer...) de fazer a viagem de avião.


E, como é evidente, aquilo que estava na mente de todos à chegada eram as iguarias que estariam à nossa espera, tendo em conta a fama de que beneficia a cuisine française!

E, à chegada ao acampamento, a coisa prometia!

Mal chegamos, a nossa atenção dirigiu-se inevitavelmente para as fogueiras e as para as iguarias que lá podiam estar a ser cozinhadas, em adequado enquadramento de época.




Com o estômago na mente (esta malta só pensa em comer...), toda a gente se apressou a arranjar uma mesa e esperar aquilo que esperavamos ser um inigualável banquete, reminiscente daqueles que todos estamos habituados a ler na literatura francesa (do tipo Astérix). 



Ora bem, como podem constatar através da imagem supra, não é que o resultado final não fosse satisfatório, mas não era bem aquilo que estávamos à espera...

Ainda não foi desta vez que comêmos à grande, e à francesa...


Aqui podemos ver o nosso oficial de marinha, Eng Faria e Silva, que esteve a comandar o nosso numeroso destacamento de marinheiros.



Aqui podemos ver o comandante do GRHMA a tentar convencer um francês a vir ao evento de Almeida, que se irá realizar este ano. E não foi preciso muito esforço, para o conseguir...


O nosso amigo Carlos Alves foi um dos primeiros que, em busca da "boa vida" que foi prometida, se voluntariou para o destacamento de marinha. No entanto, parece que afinal foram mais as vozes, do que as nozes, no que respeita à tal "boa vida"...


O nosso amigo Fernando Fonseca é que não foi em promessas, e manteve-se fiel ao Regimento de Artilharia nº 4.


E aqui podemos ver as duas senhoras mais elegantes e simpáticas que estiveram presentes neste evento e que, só por mera coincidência, são também membros do nosso grupo.


Como sempre, depois dos "combates", foi preciso fazer as malas e carregar o equipamento, para a (longa...) viagem de regresso. Aqui podemos ver os nossos elementos a executar várias tarefas nesse sentido.


E aqui podemos ver o comandante do GRHMA, já uniformizado à civil, a fazer de conta que também ajudou a carregar as viaturas de transporte...


Bem haja, uma vez mais, à Paulinha pelo envio destas excelentes imagens!


Pedro Casimiro





quarta-feira, 15 de julho de 2015

Fouras-les-Bains (dias 10, 11 e 12 de julho de 2015) Bicentenário do Exílio de Napoleão para a Ilha de Santa Helena (15 de julho de 1815)


Caríssimos(as),

Este ano continua a prometer ser um dos mais trabalhosos de sempre, para o nosso grupo de recriação histórica!

Desta vez coube-nos fazer uma deslocação à simpática localidade de Fouras-les-Bains, localizada perto de La Rochelle, na região Noroeste da França, para participar num evento organizado pelos nossos bons amigos franceses da Guarde Chauvin. 

E que deslocação!

Em pouco mais de três dias fizemos cerca de 2.500 km (ida e volta), se contarmos as deslocações feitas pelos elementos provenientes do Porto, Lisboa e Almeida. No entanto, a viagem valeu desde logo a pena, porquanto quando chegamos ao acampamento histórico, em Fouras, a primeira coisa que vimos foi a bandeira portuguesa a drapejar ao vento, colocada pelos nossos amigos franceses e que constitui um reflexo da estima que nos dispensam.

Bem haja!


Aqui podemos ver Sua Magestade Imperial, o Imperador Napoleão I, a fazer uma revista às tropas!

Durante esta revista e quando chegou perto das tropas portuguesas, o Inperador Napoleão deve ter achado que eu tinha pinta de soldado bravo e valente, e ofereceu-me uma valiosa moeda de prata como recompensa de serviços prestados! 

Historicamente, este gesto era muito utilizado pelos oficiais superiores, para recompensar os seus soldados, e era também muito apreciado pelos soldados, quer pelo contexto de reconhecimento público em que era normalmente feito, quer pelo facto de representar um acréscimo sempre bem-vindo ao (parco...) soldo militar.

No entanto, uma inspeção mais aprofundada revelou que a moeda entregue era apenas uma réplica, e não um original. Ficaram, deste modo, por terra as minhas ilusões de fazer umas férias prolongadas à custa da moeda do Imperador Napoleão...


Na imagem supra podemos ver o nosso estimado amigo Daniel Dieu a fazer a revista às tropas. O Daniel há várias décadas que dedica muito tempo e um considerável esforço à recriação histórica e teve, uma vez mais, uma contribuição muito relevante para o sucesso deste evento.


Aqui temos o nosso estimado amigo Eng. Faria e Silva, que para este evento utilizou um uniforme de oficial superior da Marinha Britânica. 

E como não pode deixar de ser, noblesse oblige! Como oficial superior, o Faria e Silva não podia fazer as refeição utilizando pratos de metal ou de madeira, como um reles soldado. 

Nada disso! Um oficial que se preza usa copo de cristal, talheres de prata e um prato de porcelana!

Isto é o que se chama dar o exemplo, no que toca à recriação histórica, pois encarnar devidamente personagens históricos envolve sempre um esforço considerável (em termos de tempo e dinheiro...).


E aqui podemos ver a transformação em que incorreram os soldados de infantaria do GRHMA!

Pois é, a nossa infantaria sofreu uma transformação profunda e converteu-se à Marinha. Isto só foi possível graças à cedência de uma quantidade considerável de peças e de equipamento por parte de vários camaradas e amigos de Lisboa. Bem haja pela vossa colaboração!

Por outro lado, até eu fiquei surpreendido com a total adesão dos nossos soldados, quando foi feita uma chamada para voluntários para a Marinha. Claro que nada disso teve a ver com o facto de terem sido feitas abundantes promessas de muitos copos e de boa vida, para todos os voluntários que se apresentassem ao serviço...


Isto é que é vida de marinheiro!


Aqui podemos ver o Tó a demonstrar as técnicas de assalto e de abordagem, que lhe ficaram do tempo em que era marinheiro na Armada portuguesa.


As nossas tropas aproveitaram o tempo disponível de sábado para conhecer a vila de Fouras-les-Bains e fazer algum turismo histórico-cultural.

Brevemente haverá mais...

Pedro Casimiro




quinta-feira, 2 de julho de 2015

Feriado Municipal de Almeida - 2 de julho de 2015


Caríssimos(as),

Graças à colaboração da nossa excelente fotógrafa Paula Ferrreira, venho trazer-vos algumas imagens relacionadas com as comemorações do feriado municipal, que hoje se celebra na Vila de Almeida.

Também este feriado municipal sublinha a interligação, diria quase umbilical, entre a Vila de Almeida e a história de Portugal, em geral, e o património histórico-cultural do concelho de Almeida, em particular, associado às chamadas Invasões Francesas. Este dia de feriado evoca o importante Combate do Rio Côa, ocorrido no dia 24 de julho de 1810, no início da chamada Terceira Invasão Francesa, de que o nosso país foi alvo no início do séc. XIX.



A cerimónia do içar das bandeiras contou com a presença de autoridades locais, bem como com a participação, designadamente, de um destacamento do nosso Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida e dos Bombeiros Voluntários de Almeida.




Na cerimónia solene evocativa, realizada nos Paços do Concelho, foi feita, além do mais, uma referência e um reconhecimento público do trabalho que vem sendo desenvolvido pelos diversos elementos nosso grupo, em regime de voluntariado, em prol da promoção e divulgação do concelho de Almeida.


Aqui temos a Paulinha e o Armindo em passeio pelas tipicas ruas de Almeida, que neste dia ficaram adornadas e em clima de festa!


Aqui temos nossa fotógrafa "oficial", cuja mestria técnica me tem permitido trazer-vos estas imagens com uma coloração especial e muito atraente. 


Aqui temos dois dos nossos soldados (do R.A. nº 4 e do Batalhão de Caçadores nº 6) em serviço de guarda e sentinela a uma das tabernas típicas de Almeida (embora não tenha a certeza se objetivo era impedir a entrada, ou obstar à saída de alguém, em especial...).



Alguns copos da típica ginjinha de Almeida sempre ajudam a aliviar o calor...


Bem haja aos nossos elementos que, uma vez mais, se disponibilizaram para colaborar em mais esta iniciativa.


Pedro Casimiro



quarta-feira, 1 de julho de 2015

A Epopeia do Bicentenário da Batalha de Waterloo! - 2


Caríssimos(as),

Venho deixar-vos mais um "post", relativo à participação do GRHMA neste grandiosa recriação histórica, desta vez individualizando alguns dos nossos elementos mais fotogénicos, que sem dúvida irão contribuir para um incremento significativo de adesões ao nosso grupo. 



Aqui podemos ver o Francisco Ferrer e a Paulinha. O Francisco está com uma caneca na mão, mas garanto-vos que a mesma possui um líquido totalmente inofensivo, certamente com uma graduação inferior a 19º... 


Nesta foto o Tó está a exemplificar uma técnica de culinária muito famosa, também conhecida como "francês no espeto". Apesar das dores e incómodos que sofreu (ai as ostras!!!), o Tó conseguiu participar nas duas batalhas neste evento.


O nosso Sargento Alves é dos poucos elementos que é substancialmente mais alto do que os nossos mosquetes Brown Bess. 


Por outro lado, através da foto do nosso Cabo Rui Nabais podemos ver como são efetivamente grandes (e pesados) as nossas réplicas da Brown Bess.

Nunca mais chegam as novas armas!


Aqui, o nosso soldado Coelho exibe com orgulho os seus novos óculos de época!

É de louvar o esforço feitos pelos nossos elementos, no sentido da aquisição daqueles pequenos objetos necessários a um adequado enquadramento histórico do nosso grupo, embora ainda exista algum trabalho a fazer nesse sentido. 


Vemos aqui o nosso amigo Palanca a fazer um esforço para colocar mais munições na sua patrona, pois uma coisa que não pode acontecer é um soldado ficar sem possibilidade de disparar o seu mosquete, no meio da batalha!


 Aqui vemos o nosso amigo Armindo, com o seu cachimbo de época, no decurso de mais um jogo de bisca. 

Eu sei que para o Armindo é dificil admitir que perdeu praticamente todos os jogos que fez contra mim, mas no próximo evento irá ter uma oportunidade para a desforra...


O Rui Silva aproveitou o tempo disponível para experimentar uma moda que estava muito em voga em Waterloo, este ano: chapéuzinho folhado, à moda do séc. XIX...



E aqui ficam mais duas fotos do vosso Comandante, onde se pode constatar que até de perfil ele fica fotogénico...

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O nosso amigo Zumeta (à direita na imagem acima) fez um trabalho excelente, como Sargento da 2ª Secção, do nosso 3º Pelotão.


Na imagem acima podemos também ver o nosso amigo Angel, da Associação Napoleónica Espanhola. 

O nosso pelotão que combateu em Waterloo, foi integralmente composto por elementos espanhóis e portugueses. Nunca, até esta data, existiu uma colaboração tão próxima e tão proveitosa, entre elementos de diversos grupos destas duas nacionalidades, num evento de recriação histórica.

Gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer a presença e a colaboração de todos estes nossos amigos espanhóis, que tiveram um desempenho fantástico, que foi inclusive elogiado pelo oficial que comandou a nossa brigada. 

Enhorabuena!


Pedro Casimiro


terça-feira, 23 de junho de 2015

A Epopeia do Bicentenário da Batalha de Waterloo!


Caríssimos(as),

Como já devem ter percebido, chegou ao fim a expedição do GRHMA por terras da Bélgica!

A partida da maioria dos nossos elementos deu-se no dia 17 e o retorno a Portugal no passado dia 21 de junho, sem que tenham ocorrido percalços sérios ou acidentes graves, envolvendo os nossos elementos participantes.

Todavia, ainda neste momento existem elementos nossos na estrada! Trata-se do Tó e do Rui, que estão a fazer a viagem de regresso por estrada e ao longo de alguns milhares de quilómetros, nas viaturas que carregam todo o nosso material de acampamento, incluindo tendas, potes, panelas, cestos e mais um sem número de peças de equipamento indispensáveis.

Graças à capacidade técnica e artística da Paulinha, venho trazer-vos um conjunto de imagens relativas a alguns dos momentos passados pelo contingente português, no decurso deste evento, começando, como não podia deixar de ser, com uma imagem do vosso estimado Comandante, que é muito apreciado pelas suas tropas graças à generosa quantidade de prémios que distribuí, de forma amiúde... 


Aqui podemos ver a "fita do tempo", que optamos por instalar no nosso acampamento, com indicação dos horários e locais associados às várias tarefas diárias que foi sucessivamente necessário executar, durante o período de duração do evento.

Ficou deste modo limitada a possibilidade de os soldados usarem o argumento do "ninguém me disse nada", para escaparem às suas tarefas...



Em acampamento histórico existe a execução de uma tarefa que suplanta todas as outras: a confeção das refeições!

Pois é, como nestas alturas não é possível ir ao frigorífico de vez em quando, para repor os níveis de conforto estomacal, estamos todos dependentes das capacidades e dos conhecimentos culinários dos nossos companheiros que possuem alguma queda para a cozinha.

E aqui podemos ver dois dos mais dotados, como sejam o João Pina e a Paulinha, que conjugaram esforços para fazer uma excelente feijoada de atum, que ficou uma delícia! Claro que muitos outros camaradas contribuiram para esta tarefa com mestria e dedicação, tais como o Guto e o Palanca, entre outros. Bem haja a todos (senão, a fome seria muita...)!



O local do acampamento onde se encontravam a fogueira e as mesas, converteu-se o local preferido para convivio das nossas tropas, servindo tanto para partilhar as refeições, como para dar "duas de letra", no intervalo entre as constantes tarefas e treinos, no decurso do evento.

Foi também neste local que os soldados aprenderam que existe um risco associado a convidar o seu Comandante para jogar à bisca, que é o de levarem um enxerto de porrada a jogar às cartas...


Como podemos ver, nem todos os soldados ficam com um aspeto fotogénico sentados à mesa, num acampamento histórico, principalmente aqueles que se sentam em banquinhos à Noddy...

 Isto foi só para abrir o apetite.

Amanhã (se calhar bem...) mando vir mais.


Pedro Casimiro




domingo, 31 de maio de 2015

Render da Guarda - dia 30 de maio de 2015


Caríssimos(as),

No passado sábado, o último do mês, realizou-se uma vez mais a atividade do Render da Guardar, em Almeida, com a generosa participação dos nossos elementos. 



Uma vez mais, as muralhas e as portas de Almeida ganharam vida e animação, com a presença dos nossos valentes soldados.



Uma patrulha por artilheiros, nas Portas de S. Francisco



Segundo me comunicou a Paulinha, estavam de visita a Almeida, neste dia, alguns estrangeiros (ingleses e americanos) que entraram em contato com as nossas tropas e entre os quais se incluíam elementos que também tinham prevista uma participação no evento de Waterloo, para os dias 17-21 de junho próximo. 

Mais uma vez ficou provada a pertinência desta atividade do Render da Guarda, pois de outro modo não teria sido possível trocar contatos e marcar um encontro em Waterloo, com estes visitantes!


Aqui temos uma situação em que os nossos soldados tiveram de se impor e impedir a entrada em Almeida desta moto com side-car, de molde a evitar o perigo de um anacronismo histórico...


E depois do trabalho é preciso recuperar as forças!

Desta vez coube ao afamado Chef João Pina confecionar o almoço e brindar as tropas presentes com a sua já famosa feijoada de atum, enquanto a Paulinha brindou os nossos soldados com mais uma das suas especialidades de doçaria: baba de camelo.
 

A sede do GRHMA, situada no Quartel das Esquadras, continua a revelar-se um equipamento muito relevante para a atividade da nossa associação e serviu, mais uma vez, de local de encontro e de partilha de uma refeição, entre os nossos elementos.

Para além de servir de armazém para os mais diversos equipamentos relacionados com a atividade de recriação histórica, a nossa sede possui uma relevância assinalável como ponto de encontro e local de reunião, principalmente no decurso das recriações históricas realizadas em Almeida, mas não só, como temos vindo a constatar.

A criação e instalação desta sede (que foi inaugurada no dia 29 de julho de 2013) ficou a dever-se ao esforço, interesse e dedicação do Executivo do Município de Almeida, com a colaboração de alguns elementos do GRHMA, a quem é sempre devido o necessário reconhecimento e agradecimento.


Aqui podemos ver o Palanca, o Armindo e o Mário, a partilhar algumas munições de boca...


E, claro está, depois da festa temos o after-party, que consiste na limpeza do espaço e lavagem da loiça. 

 Desta vez, parece que a tarefa sobrou para o Palanca...

Alma até Almeida!


Pedro Casimiro