quarta-feira, 5 de abril de 2017

Evento: "O Soldado da Paz" - Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro, dias 6 e 12 de abril de 2017


Caríssimos(as),

Impõe-se um aproveitamento do período de férias escolares, para despertar e desenvolver, designadamente nos mais jovens, o prazer de conhecer e de saber mais sobre a História de Portugal!

Terá sido este, sem dúvida, um dos motivos pelos quais o nosso já conhecido CIBV avançou com a realização desta interessante iniciativa, denominada "O Soldado da Paz", prevista para os próximos dias 6 e 12 de abril e destinada aos jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos.

Para inscrições ou obtenção de mais informações a respeito deste evento, podem ser usados os seguintes contatos: (telefone) 261988471 ou (email) cibatalhavimeiro@cm-lourinha.pt, ou aceder à pagina do facebook do CIBV.


Pedro Casimiro




Evento: "O Monstro tem Fome" - Castelo Mendo, dias 7 e 8 de abril de 2017


Caríssimos(as),

Venho deixar aqui uma nota relativa a um interessante evento histórico-cultural, que irá ter lugar na belíssima localidade de Castelo Mendo, concelho de Almeida, nos próximos dias 7 e 8 de abril.

Este evento destina-se a recriar uma das mais caraterísticas lendas e tradições da típica aldeia de Castelo Mendo (que está integrada da rede de Aldeias Históricas), a qual (lenda), segundo dizem, reza o seguinte:

"Há muitos anos, tantos que já se perdeu a memoria, o povo de Castelo de Mendo vivia aterrorizado, porque sempre que chegava a Primavera, desaparecia alguém sem deixar rasto. O primeiro a desaparecer foi o rapaz mais bonito da terra. Muito se disse, muito se pensou e especulou sobre o assunto, mas o certo é que do rapaz nem sinal. Durante todo o ano se tentou, em vão, saber do paradeiro do rapaz e para pasmo geral na Primavera seguinte o caso repetiu-se e voltou a repetir-se nas Primaveras que se lhe seguiram. Sempre que chegava a Primavera, desaparecia um rapaz. De modo que em vez de se alegrarem com a chegada do bom tempo, os habitantes da aldeia viviam em pânico. Quem seria o próximo? E apesar de todas as precauções, nada parecia conseguir evitar aqueles estranhos desaparecimentos. Já em desespero, resolveram, consultar um ermitão que vivia a muitas léguas dali. Talvez ele com toda a sua sabedoria soubesse o que fazer. Demoraram alguns dias ate o encontrarem e quando finalmente o avistaram, parecia que o homem sabia da sua vinda porque lhes dirigiu estas palavras:

Nestas terras por azar
Anda um monstro traiçoeiro
Ai de quem ele avistar
Que o engole logo inteiro

Para este mal acabar
Oiçam-me bem esta rima
Dezoito moços hão-de andar
Nus da cintura para cima

Dado o recado os três homens agradeceram e voltaram para a aldeia. Uma vez lá chegados o povo recebeu com alegria as boas noticias e alguém respondeu falando mais alto que os demais:
 
 Mandar moços seminus
À Senhora do Sacaparte
Se essa é a solução
Pois lá irão!

E foram. Nesse ano e nos que se seguiram durante séculos e séculos. Do monstro nunca mais se ouviu falar mas também nunca ninguém duvidou do ermitão. E a tradição ainda hoje se cumpriria não fosse a ordem de um bispo que não achou graça a esta pratica e a proibiu!" (texto retirado daqui).


Trata-se por isso de um evento a não perder e que ainda por cima possui uma garantia, em termos de fidelidade e de qualidade, porquanto na respetiva organização está envolvida a nossa conhecida equipa do Município de Almeida.


Pedro Casimiro




10ª Edição da Escola do Soldado: Almeida, dias 17, 18 e 19 de março de 2017 - Reportagem fotográfica (10ª Parte: Freineda-continuação)



Caríssimos(as),

Pois é, pinturas e quadros de época, alusivos ao início do séc. XIX ainda vai havendo alguns, mas como os nossos existem muito poucos!

Conforme foi referido no último post, este ano Freineda foi invadida por diversos artistas da imagem e de um tal calibre que, em poucas horas de permanência, conseguiram a proeza de produzir verdadeiras pérolas artísticas.


Temos, desde logo, o exemplo da nossa artista, por assim dizer, residente, que é a mais assídua e regular fornecedora de imagens para este vosso blogue, a Paulinha, que mostrou uma vez mais as suas qualidades artisticas, conseguindo pintar um fiel auto-retrato, em apenas alguns segundos.


Uma prova adicional da destreza manual da Paulinha está refletida na imagem supra, que se traduz numa pintura (provavelmente a óleo...) feita da Bia e do Rafael, numa altura em que cada um deles empunhava a sua arma favorita (varapau e mosquete).


Este quadro também foi pintado pela Paulinha, mas mais tarde e apenas recorrendo à memória.


Já o mesmo não sucedeu a este belíssimo quadro, que retrata os nossos amigos Mário Cardoso e Palanca, no ato de darem um abraço fraternal, que foi esboçado e pintado pela Paulinha, em brevíssimos momentos.


A abundância que se registou em Freinede de soldados formosos e bem parecidos, serviu para inspirar (repetidamente) estes nossos artistas, como foi o caso do nosso soldado de artilharia José Correia, que inspirou o nosso amigo Fernando Peneiras no sentido da execução deste belo retrato.


Esta conferência inter regimental realizada em Freineda, entre os sargentos Eduardo (do RI 19) e Augusto (do RI 23), foi também captada para a posteridade, em tela, e irá provavelmente servir para inspirar a realização de futuras e ainda mais proveitosas conferências, em outras paragens!

Continue ligado(a), pois Freineda irá brevemente voltar a uma tela perto de si...

Autoria das imagens: Paulinha e Fernando Peneiras.


Pedro Casimiro



terça-feira, 4 de abril de 2017

10ª Edição da Escola do Soldado: Almeida, dias 17, 18 e 19 de março de 2017 - Reportagem fotográfica (9ª Parte: Freineda)


Caríssimos(as),

Os combates histórico-militares voltaram uma vez mais à aldeia de Freineda!

Como vem sendo hábito, a fase final da Escola do Soldado ocorreu na aldeia raiana de Freineda, altura em que costumamos pôr em prática alguns dos ensinamentos e dos procedimentos realizados no dia precedente, designadamente em matéria de técnicas histórico-militares de combate urbano.

Porém, este ano não foram apenas os combatentes que deambularam pelas ruas e ruelas da típica e vistosa aldeia de Freineda, porquanto verificou-se desta vez uma afluência e presença significativa de público, que não quis perder os tiros de mosquetes dos soldados de infantaria e os disparos das nossas possantes peças de artilharia!


Como irão ter a oportunidade de constatar nos próximos dias, houve uma outra classe de público que também marcou uma presença significativa em Freineda: os fotógrafos!


E que fotógrafos!

É de facto um prazer poder visualizar a qualidade do trabalho desenvolvido por um conjunto cada vez mais alargado de inspirados técnicos da imagem que, com engenho e arte, retratam as deambulações histórico-culturais dos nossos(as) recriadores(as) históricos(as), pelos mais diversos cenários.
 

E um dos principais cenários que é possível visualizar em Freineda é precisamente o edifício (visível ao fundo, da imagem supra) onde esteve temporariamente instalado o quartel-general do General Wellington (designadamente em períodos dos anos de 1811 e 1812), que constitui um dos ex-libris desta simpática aldeia.


 As peças de artilharia exercem sempre uma atração irresistível para qualquer fotógrafo...


Tal como sucede com o nosso amigo Armindo, que tem um encanto natural que nenhum fotógrafo consegue resistir a retratar, repetidamente...



Encanto irresistível este que é semelhante àquele que anima as animadas e formosas senhoras do nosso Departamento Civil, que os fotógrafos também não conseguem resistir a retratar, nas mais diversas atividades.

Existem mais imagens de Freineda em linha de espera!

Autoria das imagens: Fernando Peneiras.


Pedro Casimiro



segunda-feira, 3 de abril de 2017

10ª Edição da Escola do Soldado: Almeida, dias 17, 18 e 19 de março de 2017 - Reportagem fotográfica (8ª Parte: Tertúlia "A vivência das mulheres dos finais do séc. XVIII, inícios do séc. XIX")



Caríssimos(as),

Mas será que existe alguém que tem a ilusão que um recriador histórico do início do séc. XIX só pensa em combates e em bailes (oitocentistas...)?

Duvido que assim seja, mas se por acaso for, venho agora desenganar esse eventual engano e dar nota de mais uma interessante atividade que teve lugar no decurso da nossa Escola do Soldado, que foi a Tertúlia que correu sob o título "A vivência das mulheres dos finais do séc. XVIII, inícios do séc. XIX".


Para este efeito tivemos o grato prazer de contar com a presença e com a colaboração da Professora Doutora Maria Antónia Lopes, que, para além de ser Doutora e Agregada em História Moderna e Contemporânea pela Universidade de Coimbra, possui uma extensa experiência em matéria de investigação histórica e que nos deu o prazer de partilhar os seus extensos conhecimentos com os participantes da nossa Escola do Soldado.



As apresentações iniciais estiveram a cargo da nossa amiga Paula Sousa e o evento propriamente dito teve lugar num cenário apropriado, como são quase todos os cenários existentes na formosa vila de Almeida, que foi o das Portas de Santo António.


 

Após a realização da Tertúlia e do alimento que da mesma resultou para o nosso espírito, os presentes tiveram ainda a oportunidade de partilhar um copioso e saboroso lanche de época, que serviu para retemperar as forças e fornecer o necessário alimento para o nosso corpo.

É de facto importante o equilíbrio e a interligação que o GRHMA continua a procurar e que é necessário manter, entre a recriação histórica e a investigação histórica, num esforço permanente de busca da maior fidelidade histórica possível, com vista a credibilizar e a continuar a promover o projeto histórico-cultural que tem vindo a ser desenvolvido no concelho de Almeida, que conta com a colaboração e a participação de múltiplas pessoas e entidades, públicas e privadas.


Autoria das imagens: Paulinha e Carlos Marques.

Pedro Casimiro




sexta-feira, 31 de março de 2017

10ª Edição da Escola do Soldado: Almeida, dias 17, 18 e 19 de março de 2017 - Reportagem fotográfica (7ª Parte: Oficina de baile oitocentista)

 

Caríssimos(as),

E para provar que nem só de combates vive um soldado, aqui ficam algumas imagens relativas ao baile oitocentista, que se realizou na nossa Escola do Soldado! 


Tendo em conta que a banda musical que tinha sido contratada para tocar neste nosso baile foi capturada por soldados franceses (com instrumentos e tudo...), antes de chegar à fortaleza de Almeida, tivemos de recorrer à tecnologia do séc. XXI, a fim de poder reproduzir com fidelidade as músicas de época.


Esta foi uma oportunidade para introduzir vários dos nossos elementos aos passos e volteios típicos das danças do início do séc. XIX e o Comandante do GRHMA deu o exemplo nesse sentido, mostrando a sua habilidade e agilidade, nesta difícil matéria!
 

Os nossos amigos Rui Monteiro e Paula Sousa, como dançarinos experientes que são, deslizaram com leveza e agilidade através do salão de dança.


Veja lá que até o soldado Zé Maria, do R.I  nº 19 (Vimeiro), foi convencido pelo nosso amigo Palanca a dar uns passinhos de dança!



Aliás, o nosso amigo Palanca deu "provas provadas" das suas qualidades e leveza como dançarino, tanto mais que quase nenhuma das senhoras presentes neste baile conseguiu recusar o convite para uma dança por ele formulado, como foi o caso das nossas amigas Paulinha e Bia.


E que me dizem do Coelho?

Penso que é possível afirmar que o nosso amigo Coelho ultrapassou finalmente o trauma provocado pela sua participação no último baile oitocentista, uma vez que, mal começou a música a tocar, ele de imediato avançou para o meio do salão e só parou de dançar quando a madrugada já ia alta!
 

As danças em voga no início do séc. XIX são fáceis de aprender e constituem uma oportunidade muito interessante de recriação dos momentos de convívio típicos desta época histórica.


E aqui podemos ver o nosso sargento Guto, que reforçou a sua reputação de bailarino ágil e experiente, fazendo deslizar as senhoras pelo salão de dança.


O cabo de esquadra Mário Alverca também não deixou os seus créditos por mãos alheias e, juntamente com a Sandra, mostrou que está habilitado a entrar em qualquer concurso de dança do início do séc. XIX, que venha a aparecer lá pela Beira Alta.


E para prova deste facto, o nosso amigo Mário até conseguiu convencer a Eugénia a dar uns passinhos de dança e, em pouco tempo, transformou-a também numa experiente bailarina!


O sucesso desta iniciativa foi de tal ordem que até os nossos amigos do Regimento de Infantaria nº 19, do Vimeiro, não conseguiram resistir à alegria contagiante despertada por este baile!

Esta iniciativa foi de facto um sucesso, graças uma vez mais à diligência dos elementos do nosso Departamento Civil e creio que será de ponderar a questão da realização de um baile de época em todos os eventos de recriação histórica que o GRHMA vier a participar.


Autoria das imagens: Paulinha e Carlos Marques.


Pedro Casimiro





quinta-feira, 30 de março de 2017

10ª Edição da Escola do Soldado: Almeida, dias 17, 18 e 19 de março de 2017 - Reportagem fotográfica (6ª Parte: Artilharia)



Caríssimos(as),

A artilharia do GRHMA esteve em alta, neste evento da Escola do Soldado!
 

Tal como sucedeu em relação à infantaria, os nossos artilheiros do Regimento de Artilharia nº 4 também tiveram o grato prazer e a satisfação de integrar a formatura matinal, para inspeção pelo Comandante, onde apareceram limpos e bem escovados.

Os nossos artilheiros padecem de um problema complicado, que ainda não foi possível ultrapassar: têm dificuldades em marchar com o passo certo e, por vezes, até têm dificuldades em distinguir a direita, da esquerda.

Provavelmente, este problema está relacionado com uma eventual interpretação equívoca do  regulamento de ordem unida aplicável, que se calhar está escrito em letra miudinha. Esta é, sem dúvida, uma questão que tem de ser analisada com mais profundidade pelos nossos Sargento e Cabo de artilharia, que têm andado um pouco distraídos nestas matérias...


Este evento assistiu ainda à estreia de duas novas artilheiras no GRHMA: a Fátima e a Armanda!

Veremos se estes dois novos soldados irão conseguir desenvolver, em tempo útil, a quantidade de massa muscular necessária para manobrar as nossas peças de artilharia, porquanto genica e vontade já sabemos que têm em quantidade suficiente.



O tempo que foi investido nos treinos, durante o sábado de tarde, serviu não só para introduzir os novos recrutas do GRHMA à arte de manobrar as nossas peças de artilharia de campanha, como também serviu para desenvolver e aprofundar o trabalho de coordenação tática entre a infantaria e a artilharia, a nivel operacional, de molde a criar automatismos e procedimentos uniformes em termos de movimentos e de disparos, que sem dúvida irão ser muito úteis em próximas recriações históricas.



Este ano e uma vez mais, pudemos contar com o prazer da presença e participação neste evento dos nossos(as) amigos(as) do BANG, que possuem já equipas experientes e veteranas no manejo das peças de artilharia de época.

Pelos vistos, estes nossos(as) amigos(as) também renovaram recentemente o seu stock de sapatilhas, que  aproveitaram para experimentar no decurso deste evento...


 

O nosso amigo Rui Nabais, que pediu recentemente transferência da infantaria para a artilharia, também participou ativamente nos treinos de artilharia e, pelos vistos, até chegou a comentar que a pólvora tem um perfume melhor quando é usada numa peça de artilharia, do que quando é usada num mosquete. Gostos e cores não se discutem...


Ainda há mais estórias para contar, relacionadas com a Escola do Soldado!


Autoria das imagens: Carlos Marques.


Pedro Casimiro





quarta-feira, 29 de março de 2017

10ª Edição da Escola do Soldado: Almeida, dias 17, 18 e 19 de março de 2017 - Reportagem fotográfica (5ª Parte: Civis)


Caríssimos(as),

E para provar que no decurso da Escola do Soldado os treinos marciais não incluíram apenas elementos militares, aqui ficam algumas imagens relativas aos treinos que "sofreram" os nossos elementos civis!
 

E aqui podemos ver algumas das descendentes das valentes mulheres lusitanas da Beira Alta, que há cerca de 200 anos atrás também pegaram em armas para defender a Pátria do invasor francês!



Tivemos a oportunidade de ter presente neste evento dois elementos especialistas nas técnicas do uso do varapau, que durante muitos anos foi uma das armas tradicionais dos elementos populares.


Aqui podemos ver a Paula em mangas de camisa (camisa de época, claro está...), a exercitar os músculos com o seu varapau.

Por este andar, daqui a pouco vamos ter um grupo de senhoras atléticas e musculadas, que poderá ser destacado para auxiliar no transporte das peças de artilharia do GRHMA.


A Bia, por seu lado, também aprendeu a manejar com destreza a sua nova arma de defesa (que também pode ser de ataque...).

Se eu fosse ao Rafael, começava a ter mais cuidado com aquilo que diz à Bia, pois as mulheres são conhecidas por "ferverem" em pouca água e uma mulher "a ferver", que sabe técnicas de combate com varapau, pode ser um caso sério...
 

Foi ainda possível a realização de diversos exercícios coletivos de ataque e defesa com o varapau, entre os diversos elementos civis presentes nestes treinos, dos quais, felizmente, não resultaram danos físicos (pelo menos, que se saiba...)


Este foi mais um reflexo da dinâmica que anima o nosso animado Departamento Civil!

 
Autoria das imagens: Carlos Marques.

 
Pedro Casimiro