sexta-feira, 6 de abril de 2018

Escola do Soldado (Edição 2018) - Reportagem fotográfica (5)

 

Caríssimos(as),

Retomando o tema da edição de 2018, da nossa fantástica Escola do Soldado, venho trazer-vos algumas imagens relativas à vertente do evento que foi realizada na simpática aldeia raiana de Freineda, onde somos sempre recebidos com a habitual simpatia e amizade!


Uma das residentes da aldeia que parece já estar habituada à nossa presença é esta simpática cegonha, residente na torre da Igreja, que nunca estranha minimamente o reboliço destes dias e que nem sequer estranha o estrondo e o troar das peças de artilharia.

Sem dúvida que está em causa uma família de cegonhas que, de geração em geração, transmite à sua descendência indicações no sentido da probabilidade do aparecimento, de tempos a tempos, de numerosos visitantes usando roupas estranhas, que se dedicam a dar tiros pelas ruas da aldeia...


E aqui está um dos valentes soldados de infantaria do RI nº 23, que é o nosso camarada Carlos Soares, a desempenhar a sua missão de reconhecimento do inimigo, pelas ruas da aldeia.


As peças de artilharia, por outro lado, já tinham sido colocadas em locais estratégicos e estavam prontas e entrar em ação.



E ação de facto houve, e muita!

E como sempre, os soldados de infantaria do GRHMA (Regimento de Infantaria nº 23) estiveram sempre na linha da frente, totalmente indiferentes aos perigos e aos assaltos dos seus adversários!

É um facto que também tivemos neste evento soldados do Batalhão de Caçadores nº 6, do Batalhão Académico e da Leal Legião Lusitana. No entanto, como eles "optaram" por combater ao lado dos franceses, ninguém lhes tirou fotografias...são os ossos do ofício.



Os nossos artilheiros (do Regimento de Artilharia nº 4 e do Batalhão de Artilharia do Sobral), que uma vez mais puseram à prova a resistência e a solidez das habitações de Freineda!


Os combates em Freineda serviram de batismo de fogo para muitos dos recrutas que iniciaram a sua atividade nesta edição da Escola do Soldado.


Os nossos amigos de Arroyomolinos, representando unidades de infantaria inglesas, também deram um contributo importante no sentido da vitória final do destacamento aliado, nestes combates de rua.



Mas não se pense que esta vitória foi fácil!

Na verdade, o destacamento francês presente em Freineda vendeu cara a derrota, isto apesar de a maioria dos seus membros ser composta pelos nossos amigos do Vimeiro. No entanto, ninguém gosta de perder, nem que seja a "jogar a feijões"!


Sendo que, o facto de termos do nosso lado um destacamento de valentes soldados do Regimento de Infantaria nº 19, também do Vimeiro, ajudou, e muito, à vitória final!



Mas que não se pense que os elementos populares andavam distraídos!

Muito pelo contrário, os elementos civis e populares deram um contributo muito importante à vitória do destacamento luso-inglês, através do fornecimento de preciosas informações acerca da localização e composição do dispositivo histórico-militar adversário.



Assim sendo, o resultado final só podia ser um: a Vitória!
 (ou não estivéssemos a jogar em casa...)

Na verdade, o destacamento francês não conseguiu resistir ao fogo concentrado e bem dirigido dos soldados luso-ingleses, acabando por se render às evidências.


Autoria das imagens: Armando Rui, Carlos Marques, AMBV, BAS, Paulinha.



Pedro Casimiro




terça-feira, 3 de abril de 2018

O "Render da Guarda" nas Portas de Almeida


Caríssimos(as),

No passado fim de semana realizou-se em Almeida mais uma edição do chamado 
"Render da Guarda"!

Trata-se de um evento com periodicidade mensal, no âmbito do qual quer os nossos soldados, quer os nossos elementos civis, se disponibilizam para colaborar na recriação de quadros históricos na vila de Almeida, associados designadamente à colocação de guardas e sentinelas nas portas principais da fortaleza, sendo usualmente utilizadas para este efeito as chamadas Portas de S. Francisco.




E aqui estão alguns dos nossos valentes soldados, de guarda às Portas!

Como se costuma dizer, as imagens não enganam e estas imagens ilustram claramente que estamos perante soldados histórico-militares experientes e operacionais, como se pode deduzir das respetivas posturas e atitude marcial.



O que também não pode faltar são os desfiles histórico-militares!

E desfiles houve e muitos, pois se há uma coisa que os soldados histórico-militares gostam de fazer é, precisamente, marchar...


E aqui temos mais um quadro de época típico, que é uma moçoila a meter conversa com um soldado, enquanto este está de serviço de sentinela.
(ainda bem que o Tózinho estava fora, em serviço...)



Está em causa, de facto, mais uma atividade e um contributo importante do GRHMA, em estreita colaboração, com é habitual, com o Município de Almeida, associado à animação e ao enquadramento histórico-militar da fortificação abaluartada, única e singular, existente no concelho de Almeida, que é sempre do agrado dos turistas e dos visitantes da fortaleza.

Este tipo de atividades, promovidas de uma forma regular e distribuídas ao longo do ano, é também importante numa dupla dimensão: contribui para uma promoção sustentada do chamado Turismo Cultural, na vertente do Turismo Histórico-militar, ao promover a animação de um espaço físico e permitir uma melhor interpretação e compreensão do mesmo, em termos do respetivo enquadramento histórico, como também por via da promoção das vertentes lúdica e pedagógica, de uma forma mais assídua e regular.

Bem haja a todos os elementos do GRHMA que estiveram disponíveis para colaborar em mais esta importante iniciativa!


Autoria das imagens: Armando Rui e Carlos Marques.



Pedro Casimiro





sábado, 31 de março de 2018

Almeida e o GRHMA no programa "IR é o Melhor Remédio (Alentejo e Beira Alta)", da SIC, dia 30-3-2018


Caríssimos(as),

Existe uma oportunidade para visualizar novamente na TV os recriadores históricos mais operacionais e com maior impacto, em Portugal e arredores!


Na verdade, estiveram presentes na nossa Escola do Soldado repórteres da SIC, do programa temático denominado "IR é o melhor remédio", que tiveram o privilégio de recolher algumas imagens quer dos excitantes combates de rua, quer dos valentes soldados, quer das elegantes elementos civis presentes neste evento.

A parte deste programa relativa às filmagens realizadas em Freineda podem ser visualizadas ao MINUTO 13.48, do referido programa.

O interesse que vem despertando o evento anualmente realizado em Freineda nesta data, refletido na presença de um crescente número de público nesta pequena aldeia, é mais um reflexo da importância e do contributo que as recriações históricas promovidas pelo Município de Almeida continuam dar, ao nível da promoção e da divulgação histórico-cultural e turística do interior de Portugal, em especial no concelho de Almeida.


Pedro Casimiro




quinta-feira, 29 de março de 2018

Escola do Soldado (Edição 2018) - Reportagem fotográfica (4)

 

Caríssimos(as),

Bem sabendo que os numerosos seguidores deste fantástico blog têm andado "em pulgas", à espera de mais imagens relativas à singular edição de 2018 da nossa maravilhosa Escola do Soldado, venho satisfazer a vossa curiosidade e trazer-vos mais um conjunto de excelentes imagens deste evento, tiradas pelos nossos credenciados fotógrafos.



No sábado de tarde, depois do almoço, foi organizado o habitual desfile histórico-militar até ao cemitério de Almeida, destinado a evocar a memória dos nossos camaradas já falecidos: o Paulo, o Hugo e o Orlando.


No regresso à vila de Almeida, os nossos soldados e em especial os recrutas presentes, voltaram ao trabalho!



Claro está que, se o período da manhã se destinou em grande parte a dar trabalho aos músculos e ao cérebro, o período da tarde de sábado destinou-se dar aquecimento as armas e às peças de artilharia!


Como é habitual e natural, os soldados para além de levarem instrução também tiveram, algumas vezes, de "levar nas orelhas".

Fez tudo parte de um normal dia de trabalho...


E aqui podemos ver os valentes e experientes soldados do RI nº 23, a carregar as suas armas e a prepararem mais um movimento tático surpreendente e inovador, ao nível da infantaria.


Os nossos camaradas do RI nº 19, do Vimeiro, também não deixaram os seus créditos por mãos alheias e mostraram os resultados qualitativos positivos, nos seus treinos operacionais, desta vez sob as ordens dos seu novíssimo (ou melhor, do seu bem conservado...) oficial (alferes) de infantaria, que é o nosso camarada Vasco Belchior.


O destacamento francês presente neste evento, composto por elementos da AMBV e de Arroyomolinos, também deu boa conta de si próprio e deu mostras de qualidade operacional!

 


Os (numerosos...) destacamentos de artilharia presentes no evento (Regimento de Artilharia nº 4, Brigada de Artilharia Naval e Guerra e Batalhão de Artilharia do Sobral) ocuparam e aproveitaram as cotas mais elevadas do terreno, para dar "voz" às suas peças de artilharia!


Como é do conhecimento geral, no GRHMA a formação de todos os nossos recrutas é sempre iniciada por uma passagem pelo nosso Regimento de Artilharia nº 4. Daqui se poderá tirar uma conclusão acerca do grau de competência, qualidade e segurança que é reconhecida aos nossos artilheiros veteranos!


O final da tarde de sábado ficou marcado por mais dois momentos altos deste evento: o lanche partilhado em ambiente de época e pela excelente tertúlia "A música no dealbar do século XIX: o (des)encontro entre duas estéticas", com a presença e participação do nosso amigo Professor Doutor Rui Bessa, da Escola Superior de Educação do Porto.



Tratou-se de mais um momento cultural muito interessante, que mereceu a atenção e foi do agrado de todos os presentes.

Fica aqui um especial agradecimento ao Prof. Rui Bessa, pelo relevante contributo e momento cultural, que proporcionou aos participantes neste evento.


Isto não obstante os nossos soldados Zé-Tó e Zé-Maria terem aproveitado as distrações momentâneas dos seus oficiais, para se dedicarem a sessões de conversa fiada, tanto do agrado dos nossos "Zé-Soldados"...



No entanto, o dia de sábado, apesar de pleno de árduas e de sucessivas tarefas, não terminou cedo!

Depois do jantar todos participantes neste evento tiveram a oportunidade de dar o já habitual "passinho de dança" à moda de oitocentos, o que permitiu reunir a maioria dos elementos civis e militares presentes neste evento em  momentos de alegre convívio.


 

Como vem sendo habitual, os soldados do GRHMA mostraram que são não só especialistas no manejo das armas e das peças de artilharia, como também são especialistas no "manejo" das damas, através da pista de dança!


Aqui podemos ver o nosso amigo Pedro, que é um dos novos recrutas, que no início das danças se tentou pôr de parte, dizendo "eu não sei dançar", para no final dizer "então, já acabou? não vai haver mais danças?".

Aqui está mais uma prova de que ninguém consegue resistir a um bom baile oitocentista!


Autoria das imagens: Carlos Marques, Armando Rui.


Pedro Casimiro





sexta-feira, 23 de março de 2018

Escola do Soldado (Edição 2018) - Reportagem fotográfica (3)

 

Caríssimos(as)

Sobral de Monte Agraço já tem um destacamento histórico-militar!

Conforme já foi referido anteriormente, esta edição da Escola do Soldado coincidiu com a estreia operacional de um novo destacamento histórico-militar, que foi formado pelos nossos conhecidos(as) amigos(as) de Sobral de Monte Agraço, denominado Batalhão de Artilharia do Sobral, que está integrado na Associação de Cultura e Recreio 13 de Setembro de 1913.


Este destacamento formou-se a partir de elementos que integravam a Guerrilha de Montagraço, que foi e continua a ser um grupo que participa assiduamente em recriações históricas e que visa, entre outros objetivos, contribuir para a evocação do papel fundamental desempenhado pelo povo português, na resistência e derrota dos invasores franceses, no decurso da chamada Guerra Peninsular.



Estes nossos amigos e amigas do Sobral integraram-se perfeitamente nos treinos e na instrução histórico-militar, que foi realizada no decurso da Escola do Soldado, mostrando assinalável empenho e interesse em colaborar e em aprender.



O treino a instrução envolveram não só a realização de marchas, como também os aspetos básicos associados à nomenclatura e manuseamento dos mosquetes, entre outras e variadas questões técnicas, à semelhança do que sucedeu com os outros recrutas presentes neste evento.



Claro que está que, sem dúvida aquilo que mais interesse despertou nos recrutas do BAS foi o treino e a instrução associadas ao manuseamento das peças de artilharia!

Parabéns e as maiores felicidades ao novo Batalhão de Artilharia do Sobral!


Autoria das imagens: BAS.


Pedro Casimiro