terça-feira, 5 de agosto de 2014

Escola do Soldado da A.N.E. (Arapiles - Salamanca) - dias 19 a 20 de julho de 2014


Caríssimos,

Aqui ficam, finalmente, algumas imagens relativas ao evento em que os nossos soldados recentemente participaram, que teve como objetivo principal o de permitir o treino conjunto entre elementos de várias associações e grupos da península ibérica, ligados à reconstituição histórica, tendo aliás sido o primeiro evento do género que contou com a participação conjunta de elemento portugueses e espanhóis.

Aqui fica um agradecimento muito especial à direção da Associação Napoleónica Espanhola (ANE), pelo convite que nos foi dirigido, que se traduziu numa oportunidade muito interessante de convivio e de aprendizagem, bem como uma oportunidade para reforçar os fortes laços que nos unem.


Bem, como escola é sinónimo de aprendizagem, aqui temos um exemplo de como os nossos soldados se distraíam enquanto estavam no acampamento: a marchar.


Aqui podemos ver o soldado Hugo, recentemente transferido para a infantaria, depois de cumprido o tempo de "estágio" na artilharia.


O Francisco Ferrer, juntamente com o seu irmão António, é já uma presença assídua nos nossos eventos, diretamente saído da Academia da Universidade de Coimbra...


Mas nem só de marcha vive um soldado, pois é preciso limpar e preparar as armas e colocar o equipamento a brilhar, pois a "shit list" não perdoa...


Aqui temos o nosso sargento Guto a dar o exemplo. 

O que lhe custa mesmo é dar o exemplo quando toca a colocar o pescocinho (ele diz que lhe dá muita comichão...).


Aqui podemos ver o nosso camarada e amigo Manuel Ruibal, que tem sempre algo de muito interessante para dizer às nossas tropas!

Foi com muitíssima pena que ficamos a saber que este ano não vamos poder contar com a presença do Manuel no evento de Almeida.

Um grande abraço e até à próxima, Manuel!


Um dos pontos altos deste evento consistiu no facto de termos tido oportunidade para fazermos um treino conjunto, designadamente em formação linear, com os nossos amigos espanhóis, bem como praticar diversas formações de avanço em coluna e progressão de tiro.

Só um evento deste género é que permite aperfeiçoar este tipo de formações, para uma utilização mais prática e eficaz em qualquer recriação histórica






Todavia, este evento não teve só marchas e tiros!

Tivemos também oportunidade de participar num baile de época, cuja organização contou com a participação ativa e entusiástica de muitas senhoras residentes em Arapiles, designadamente na confeção de vestidos de época (estilo império), o que exigiu muito tempo de investigação histórico-cultural e muito trabalho de confeção (ainda não existe um pronto-a-vestir para este tipo de indumentária...).

E o resultado final mostra que todo este trabalho valeu a pena! 


E aqui podemos ver dois dos nossos melhores dançarinos (o Alves e o Coelho), a abrir o baile e a dar um ar da sua Graça... 






E depois do descanso, foi necessário voltar ao trabalho!

Os participantes neste evento tiveram ainda a possibilidade de fazer um périplo pelo local onde, no dia 22 de julho de 1812, se deu a famosa batalha de Salamanca.

Bem haja ao nosso camarada e amigo Angel, que foi o nosso guia neste trajeto, e que forneceu a todos os participantes uma explicação muito detalhada e completa deste importante acontecimento histórico.


Aqui podemos ver as nossas tropas a subirem o Grande Arapiles.

Para mim, este foi um momento marcante deste evento.

Foi precisamente neste local que, na data da referida, uma brigada portuguesa, composta pelo Regimento de Infantaria nº 1, Regimento de Infantaria nº 16 e pelo Batalhão de Caçadores nº 4 (que era uma unidade independente comandada pelo Brigadeiro Denis Pack) recebeu ordens para fazer um assalto determinado ao Grande Arapiles, numa altura em que o avanço da 4ª Divisão do exército inglês (comandada pelo General Lowry Cole) a tinha colocado em risco de ficar com o flanco esquerdo exposto às forças francesas.

Foi nessa altura que o Brigadeiro Pack deu ordens à referida brigada para fazer um ataque frontal às forças francesas que estava colocadas no cimo do monte, chamado Grande Arapiles, compostas pelo Regimento de Infantaria de Linha nº 120, e por várias baterias de artilharia.

O avanço da brigada foi liderado pelo Batalhão de Caçadores nº 4, em formação dispersa, apoiado por 4 companhias de granadeiros, provenientes dos R.I. nº 1 e nº 16. As demais companhias de fusileiros destes regimentos ficaram alinhadas à direita e à esquerda, daquela formação.

O avanço desta brigada progrediu até cerca de 4/5 do percurso total, apesar de ser continuadamente alvo de disparos da artilharia francesa e apesar da inclinação do terreno. Todavia, nessa altura deparou-se com um obstáculo no terreno, que obrigou os soldados, designadamente os Caçadores que iam na frente, a colocarem as armas a tiracolo, a fim de poderem continuar a subir, com a ajuda das mãos e a superarem esse obstáculo, a fim de atingirem a cumeeira.

Nessa altura, porém, o referido regimento francês fez uma descarga geral de mosquetes, seguida de uma carga de baioneta em sentido descendente, facto que resultou em pesadas perdas e na retirada desta brigada, que em cerca de 10 minutos, perdeu 386 portugueses, entre mortos e feridos(1).



Esta imagem permite ter uma perspectiva do quão íngreme foi esta subida...


No cimo do Grande Arapiles existe um monumento alusivo à batalha de Salamanca, onde foi realizada uma singela mas muito sentida homenagem, em memória de todos os homens que participaram naquele acontecimento histórico, independentemente da respetiva nacionalidade.



E aqui podemos ver o nosso soldado Coelho, numa altura em que estava a fazer pontaria, para ver se conseguia acertar numa lebre que ia a passar na planície...


E aqui podemos ver o nosso soldado Zé Manel, em serviço de sentinela...

Aqui ficam renovados agradecimentos à ANE e ao seu Presidente, pelo simpático convite que nos foi dirigido, e que se traduziu numa oportunidade para participarmos neste interessante evento!

Gracias também para o nosso amigo Juan Alberti, pelo envio destas imagens!


Pedro Casimiro


(1)Fonte: Sir Charles Oman, A History of the Peninsular War, vol. V, London, Greenhill Books, 1996, página 456.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

X Reconstituição Histórica do Cerco de Almeida - dias 29 a 31 de agosto de 2014


Caríssimos,

Aqui fica um exemplar do cartaz oficial relativo ao evento previsto para os dias 29 a 31, do corrente mês de agosto.

Brevemente darei indicações acerca do respetivo programa.

Pedro Casimiro



quinta-feira, 24 de julho de 2014

Namorada sofre!


Caríssimos,

Aqui fica um exemplo daquilo por que passam as companheiras de alguns recriadores históricos.

Ás vezes mais vale uma explicaçãozinha mais completa...


Pedro Casimiro




terça-feira, 8 de julho de 2014

Comemoração da Batalha de Vitória - dias 28 e 29 de junho de 2014

(foto enviada por Diego Peña) 

Caríssimos,

Há alguns dias atrás participamos em mais um fantástico evento, organizado pelos nossos camaradas e amigos espanhóis, destinado a comemorar a importante Batalha de Vitória (ocorrida no dia 21 de junho de 1813), que marcou a retirada final do exército imperial francês da Peninsula Ibérica.

Na primeira imagem podemos ver o "cone" de fogo feito pelas nossas peças de artilharia, que pode chegar a atingir a temperatura de 1.600 graus centígrados - este é um dos motivos pelos quais dedicamos um especial cuidado e atenção e todos os aspetos associados a procedimentos de segurança, no âmbito da nossa atividade de reconstituição histórica.

Deixo aqui um agradecimento especial ao nosso amigo Diego Peña e a todos os elementos da organização deste evento, pelo trabalho desenvolvido e por todo o apoio e acompanhamento que deram às tropas portuguesas!



Ficamos igualmente muito agradecidos e reconhecidos, pelo facto de a organização ter reservado um espaço para a realização de uma singela e muito sentida cerimónia evocativa, relacionada com a recente partida do nosso companheiro Paulo Amorim.


Bem haja pelo vosso gesto!


Aqui podemos ver um dos efeitos práticos dos tiros da nossa peça de artilharia, no exército francês...


A infantaria portuguesa em ação!


Havendo uma pausa nos combates, a malta aproveita logo para posar para a fotografia - é só vaidade...


Aqui temos a esquadra de artilharia que marcou presença neste evento, acompanhada do Carlos, que é o nosso recruta mais recente, e que está a fazer o seu "estágio" precisamente na artilharia, conforme manda o Regulamento.




Como é habitual, colocamos sempre um canhão carregado com metralha à entrada do nosso acampamento, para fazer face a qualquer eventualidade...


E aqui podemos ver como é que as nossas tropas passam o tempo disponível, no acampamento.

Desta vez o nosso Sargento Guedes ofereceu às tropas um baralho de cartas próprio para míopes, que eu e o Palanca utilizamos para "ensinar" o Guto e o Ferrer a jogar à bisca...


Aqui podemos ver mais algumas tropas atentas, enquanto estava a ser descrito o plano da batalha e a estratégia que veio a revelar-se vencedora.


Nesta imagem podemos visualizar os nossos soldados a prepararem o equipamento para uma saída do acampamento.




Aqui podemos ver o nosso camarada e amigo Eng. Faria e Silva (Presidente da Associação Napoleónica Portuguesa), que celebrou o seu aniversário (acho que eram 21 anitos...) com os seus soldados.


Um pão-de-ló, uma boa garrafa de vinho do Porto e um grupo de bons amigos, é quanto basta para se fazer uma grande festa!


Aqui temos a D. Eugénia a marcar o ritmo, no decurso da canção dos "Parabéns a Você"!


Uma vez mais, se não fosse a D. Eugénia (a.k.a "mãezinha do GRHMA") não seria possível organizar esta agradável cerimónia, pois a ela se deve o bolo e o vinho do Porto.


E aqui temos o nosso Presidente a fazer um discurso às tropas... mais ou menos à força....


O desfile das tropas presentes foi encabeçado pelo contingente português, facto para nós representou uma distinção assinalável.


A marcha pelas ruas da bonita cidade de Vitória


A cerimónia evocativa, realizada junto ao monumento evocativo da Batalha de Vitória


Aqui temos o comandante do GRHMA, no decurso de uma missão secreta...


As tropas à conversa, junto ao acampamento.


A seguir à conversa segue-se a inspeção aos soldados, com a anotação das "faltas", na já famosa "shit list".

Aqui ficam uma vez mais sinceros agradecimentos a todos os nossos camaradas e amigos espanhóis que se dedicaram a organizar este fantástico evento, não só pela respetiva realização, como também pelo apoio, sempre presente, que dispensaram aos nossos soldados.

Só sugeria que para a próxima fizessem o possível para cair um bocadinho menos de chuva...


Pedro Casimiro



sexta-feira, 4 de julho de 2014

Um Sonho com a História, na Vila de Almeida


Caríssimos,

Aqui fica um VIDEO com um trabalho interessante sobre o Concelho de Almeida, que contou com a colaboração dos nossos soldados.

Pedro Casimiro




terça-feira, 24 de junho de 2014

Casa do Concelho de Almeida - Convivio, dia 21 de junho de 2014


Caríssimos,

Venho deixar-vos aqui uma nota acerca do evento/convívio em que recentemente tivemos o privilégio de participar, realizado no passado dia 21 de junho e organizado sob a égide da Casa do Concelho de Almeida, situada em Lisboa, com a colaboração do Município de Almeida.

Trata-se de um evento anual que visa promover um convívio mais alargado entre os naturais do concelho de Almeida e que permite, além do mais, encurtar as distâncias e atenuar a saudade.



Como não podia deixar de ser, as nossas tropas também marcaram presença neste evento, mediante a realização de uma pequena demonstração de táticas de infantaria e de artilharia, para além de uma breve explicação que foi publicamente prestada acerca da atividade exercida pela nossa associação histórico-cultural.

Fica aqui um agradecimento à organização do evento e a todos os participantes, pelo apoio e pelo excelente acolhimento dispensado aos nossos soldados!

Pedro Casimiro


domingo, 8 de junho de 2014

X Reconstituição Histórica do Cerco de Almeida - dias 29, 30 e 31 de agosto de 2014


Caríssimos,

Aproxima-se o décimo aniversário do maior evento de reconstituição realizado anualmente em Portugal!

Continua a ser verdadeira a antiga expressão tempus fugit, pois já vai fazer uma década a esta parte em que cerca de uma dúzia de amadores, em todos os sentidos do termo, decidiu estudar e investigar a nossa História e, à sua custa, mandar fazer fardas e comprar réplicas de armas e de equipamentos, usados pelos soldados portugueses do início do século XIX, com vista a colaborar na realização de comemorações condignas do Bicentenário da Guerra Peninsular, em Portugal.

Como é habitual na "guerra", ao longo deste percurso houve algumas baixas a lamentar e muito fogo cruzado, que foi preciso evitar, mas ainda se encontram ativos e operacionais uma mão-cheia daqueles soldados originais, entre os quais se encontra um dos principais motivadores e inspiradores de todo este processo, o nosso camarada e amigo Eng. Faria e Silva, Presidente da Associação Napoleónica portuguesa.

O fantástico evento cultural promovido anualmente pelo Município de Almeida constitui um dos frutos mais duradouros deste trabalho, que conta, desde há vários, com o trabalho e colaboração da  generosa e acolhedora população do concelho de Almeida, de que o GRHMA é um dos resultados práticos, e que conta principalmente com o entusiasmo e o apoio incondicional dos vários executivos que, ao longo do anos, vêm dirigindo os destinos do Município.

Contamos, por isso, com a presença de todos os nossos camaradas e amigos neste evento, que irá ser especial também por outras razões, que de todos são conhecidas.

Alma até Almeida!

Pedro Casimiro


quinta-feira, 29 de maio de 2014

Agradecimentos (Funeral do Dr. Paulo Amorim)


Coroa de flores enviada pelos nossos camaradas franceses da Garde Chauvin


Coroa de flores enviada pelos nossos camaradas espanhóis da
Associação Napoleónica Espanhola


Caríssimos,

Venho, em representação de todos os elementos do GRHMA, pelo presente meio manifestar os mais sinceros agradecimentos a todos os nossos camaradas e amigos, de todas as nacionalidades, que, por diversas formas, manifestaram sentimentos de condolências e transmitiram mensagens de apoio e de encorajamento, dirigidas à familia do nosso camarada Dr. Paulo Amorim e aos elementos da nossa associação.

Ficam acima imagens das coroas de flores que foram enviadas pelos nossos camaradas, e que foram utilizadas nas cerimónias fúnebres, realizadas no passado dia 23 de maio, em Almeida.

Esperamos receber todos vós este ano no evento de Almeida, onde teremos oportunidade de agradecer pessoalmente o vosso apoio.

Um grande abraço e um grande bem haja para todos!

Pedro Casimiro

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Funeral do Dr. Paulo Amorim - dia 23 de maio de 2014, às 10.30 horas.


Caríssimos,

Venho informar que está prevista a realização do funeral do Dr. Paulo Amorim no próximo dia 23 de maio de 2014, às 10.30 horas, em Almeida.

Todos os elementos que desejarem participar nas cerimónias fúnebres e integrar a guarda de honra, deverão comparecer, devidamente fardados e com o equipamento completo, na sede do GRHMA, às 09.00 horas desse dia.

Aproveito a oportunidade para, em nome do GRHMA, manifestar os mais sinceros agradecimentos pelas muitas mensagens de apoio e de condolências, que têm sido enviadas por todos os nossos camaradas e amigos de toda a Europa.

Pedro Casimiro

domingo, 18 de maio de 2014

Falecimento do Dr. Paulo Amorim



Caríssimos,

É com profundo pesar que venho comunicar o inesperado falecimento do nosso camarada e amigo Dr. Paulo Amorim, ocorrido no dia de ontem (17 de maio de 2014).

Trata-se de um trágico acontecimento que deixou todos os elementos do nosso grupo em estado de choque, não só por se tratar de algo inopinado, como também por envolver um dos nossos mais estimados camaradas, que esteve connosco desde o primeiro momento e que assistiu e acompanhou o nascimento e desenvolvimento do GRHMA.

Como todos sabem, o Dr. Paulo Amorim, enquanto funcionário ao serviço da Câmara Municipal de Almeida, foi um dos elementos essenciais do grupo, não só a nível interno, em termos organizativos e logítisticos, como também a nível externo, enquanto elemento de ligação com os vários grupos nacionais e estrangeiros que, ao longo dos anos, se deslocaram a Almeida a fim de participarem nas comemorações do Cerco de Almeida. 

O seu trabalho à frente do museu histórico-militar de Almeida constituiu também uma contribuição decisiva para o sucesso desta instituição, que ao longo dos anos tem vindo a conhecer um crescendo de interesse, em Portugal e no estrangeiro, manifestado através do sempre crescente número de visitantes. 

Foram muitas e longas, as horas de trabalho que este nosso camarada dedicou à causa da promoção de Portugal e da Vila de Almeida, através da nossa atividade de reconstituição histórica, muitas vezes resolvendo situações inesperadas e complicadas de última hora, que eram suscetíveis de colocar em risco a participação do grupo em diversos eventos e deslocações.

A estima e consideração de que era, e é, detentor refletiu-se, designadamente, no facto de, no ano passado, ter sido agraciado com a medalha da Legião de Honra, que é uma distinção raramente atribuída pelos nossos camaradas franceses, em reconhecimento da dedicação e trabalho por ele prestados a favor da divulgação do património histórico-cultural português e francês.



A partida inesperada deste nosso camarada irá deixar muitas saudades a todos.

Todavia, penso que este infeliz acontecimento pode também servir de motivação adicional para todos nós, no sentido de continuarmos este nosso trabalho em prol da preservação e divulgação do património histórico-cultural de Portugal e da Vila de Almeida, pois este facto também irá servir para preservar a memória do trabalho e da contribuição feita por este nosso camarada no mesmo sentido, que por nós nunca será esquecido!

Pedro Casimiro




sábado, 10 de maio de 2014

Recrutamento!



Soldados, PRECISAM-SE!

Caríssimos,

Venho recordar que estão abertas as inscrições para ingresso de novos elementos no nosso grupo de reconstituição histórica!

Não existem restrições de natureza geográfica, pois aceitam-se candidatos/candidatas provenientes de qualquer localidade do país, desde que, obviamente, tenham disponibilidade para fazerem deslocações por meios próprios, pelo menos até à Vila de Almeida.

Como também deve ser óbvio, nem todas as pessoas terão o perfil necessário para aderir a um grupo deste género, mas nós cá estamos para orientar e esclarecer dúvidas a esse respeito. Um dos requisitos essenciais de adesão está relacionado com a existência de uma vontade efetiva, no sentido de contribuir para a dignificação e preservação do património histórico-cultural de Portugal e da Vila de Almeida.

As condições de adesão, designadamente relacionadas com o regulamento interno, a angariação da necessária licença de uso e porte de arma e a cedência de peças de equipamento (uniformes, etc), serão comunicadas individualmente a eventuais candidatos.

Existem já diversas unidades e grupos entre nós, a que eventuais candidatos podem aderir e onde existem já elementos integrados, e que são as seguintes:

a) Regimento de Infantaria nº 23: Trata-se de uma unidade de infantaria e é a unidade militar mais antiga do GRHMA, que foi constituída no ano de 2006 e que por isso possui maiores "tradições" no nosso grupo. Espera-se dos respetivos elementos que tenham conhecimentos suficientes para o manuseamento de um mosquete, modelo Brown Bess, bem como a execução de táticas e técnicas próprias da chamada infantaria de linha, relativas ao início do século XIX. Os nossos soldados de infantaria marcam sempre a diferença em qualquer campo de batalha histórico-cultural, pela segurança e postura que apresentam, e estão sempre dispostos a enfrentar qualquer desafio!

b) Regimento de Artilharia nº 4: Segundo Napoleão, a artilharia é a rainha das batalhas! Os nossos soldados deste regimento têm a (leve...) função de manusear e operar as excelentes peças de artilharia do GRHMA, que marcam sempre a diferença em qualquer evento de recriação histórica. Para além disso, aquilo que para as unidades de artilharia de outros grupos constitui um obstáculo inultrapassável, para os nossos soldados e peças de artilharia não passa de uma mera distração, pois não há sítio onde as nossas peças não consigam chegar, para fazerem um fogo certeiro!

c) Batalhão de Caçadores nº 6: Trata-se de uma unidade da chamada infantaria ligeira, e que constitui aquilo que historicamente mais se aproximava às atualmente chamadas "tropas especiais". Em termos históricos, não tinham por função habitual combater em formação linear, como sucedia com a infantaria de linha, mas antes contornar e assediar as tropas adversárias, de molde a aproveitarem qualquer fraqueza no dispositivo adversário.

d) Regimento de Infantaria nº 6: É também uma unidade de infantaria de linha que, até ao momento, só possui um elemento: eu.

e) Regimento de Infantaria  nº 11: Esta unidade de infantaria de linha é maioritariamente composta por excelentes camaradas nossos, vindos do sul do país.

f) Leal Legião Lusitana: Historicamente, esta unidade foi composta por exilados portugueses no Reino Unido, integralmente constituída por voluntários, que voltaram à Pátria para combater os invasores franceses. Possui soldados de artilharia e de infantaria, que utilizam um singular uniforme verde.

g) Legião Portuguesa: Esta unidade, por agora, existe ainda apenas no "papel", pois estamos ainda a começar a respetiva formação e angariar o respetivo equipamento. Em termos históricos, esta foi a única unidade militar composta por soldados portugueses que combateram nas fileiras do (imenso...) exército de Napoleão, tendo inclusive marcado presença na invasão da Russia, em 1812. Também estes nossos antepassados irão merecer um lugar, no nosso quadro de memórias histórico-cultural.

h) Guerrilheiros: Não se trata propriamente de uma "unidade", pois históricamente os guerrilheiros eram marcados precisamente pela diversidade. Os guerrilheiros eram exclusivamente compostos por populares, de todo e qualquer estrato social e económico, que recorreram à luta armada, como único meio de reagir contra as agressões do invasor francês. Em termos históricos, um guerrilheiro que fosse apanhado pelas tropas francesas tinha sempre o seu destino (mal...) marcado.

i) Populares: Podem integrar este grupo elementos que não tenham interesse ou apetência pelo manuseamento de armas, mas que apreciam o convívio proporcionado pela participação em eventos de histórico-culturais relativos ao início do séc. XIX, designadamente em ambiente de acampamento histórico.

Como podem constatar, possibilidades de escolha existem, e muitas!

E então, qual é a vossa desculpa para não aderirem?


Pedro Casimiro




sexta-feira, 2 de maio de 2014

Bicentenário da Batalha de Toulouse - Reportagem fotográfica (2)


Caríssimos,

Aqui fica mais um conjunto de imagens relativo à recente deslocação feita pelo GRHMA à bonita cidade de Toulouse, em França, para participação no bicentenário desta batalha, ocorrida no dia 10 de abril de 1814.

E começamos com uma foto do vosso estimado (...) Comandante, em primeiro plano, que, não sei como, consegue sempre ficar de olhos fechados em qualquer fotografia...

Isto já são muitos anos de prática...



Aqui temos a nossa esquadra de infantaria, numa altura em que o vosso estimado (...) Comandante estava à conversa com alguns oficiais ingleses. 

Claro está, que esta postura das tropas durou pouco tempo, pois as "artroses" começaram a dar sinal e os soldados pediram "licença" a alguém para destroçar...


A infantaria em ação!

O fogo da nossa  infantaria é sempre certeiro!


Aqui podemos ver um artilheiro a preparar o carregamento da peça de artilharia.

E, claro está, vai ser um artilheiro que vai receber um "prémio" de certeza absoluta, pois está a trabalhar no canhão sem as luvas...


O rastilho, ao queimar, permite a deflagração da carga de pólvora que se encontra introduzida no tubo (cano) da peça de artilharia.



Fogo à peça!


Os nossos artilheiros são sempre pessoas calmas e ponderadas...exceto quando alguém ameaça as suas queridas peças de artilharia, pois nessa altura convertem-se em super-soldados!


E, para finalizar, podemos ver aqui uma imagem da MILÚ, que foi aquela (grande...) cadela que, durante a noite entrou numa das tendas e, iludindo a vigilância dos soldados que tinham ficado de sentinela (se é que ficaram...), roeu até ao osso o nosso querido PRESUNTO!

Claro está que ninguém conseguiu apanhar aquele bendito animal, pois esta imagem foi retirada do sistema de vigilância eletrónico que existia no acampamento.

Mas deixem estar, que quando voltarmos novamente a Toulouse aquela (grande...) bicha não nos escapa!


Pedro Casimiro