quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Exposição do Museu Militar de Lisboa "200 Anos da Guerra Peninsular" - Associação Napoleónica Portuguesa(1)

(Farda de fusileiro do Batalhão de Caçadores nº 6 -  modelo de 1806)
(peça cedida do Vasco Belchior)

Caríssimos,
Vou iniciar aqui um ciclo de publicações relativas aquilo que, em meu entender, constitui um dos pontos altos da actividade da Associação Napoleónica Portuguesa (ANP), à qual tenho o especial prazer de pertencer.
Trata-se de um evento relacionado com encerramento das comemorações oficiais do bicentenário da Guerra Peninsular em Portugal, promovidas pelo Exército Português, e que consiste numa exposição que ainda se encontra acessível ao público, no magnífico Museu Militar de Lisboa (MML). 
O Exército Português endereçou um convite formal à ANP no sentido da colaboração para a concretização desta exposição, o qual mereceu, como não podia deixar de ser, uma resposta afirmativa e entusiástica do nosso Presidente, o Eng. Faria e Silva, e de todos os nossos membros.
A minha contribuição pessoal para este evento limitou-se ao apoio moral. Todavia não posso deixar novamente de congratular todos os elementos da ANP que contribuiram para esta excelente iniciativa, em especial o nosso Presidente Faria e Silva, que uma vez mais deram um exemplo de dedicação, de trabalho e de generosidade em prol de um ideal, sem pedirem nem esperarem qualquer tipo de contrapartida.

Um grande bem haja para todos!

(Farda de atirador do Batalhão de Caçadores nº 6 - modelo de 1810)
(peça cedida por António Viana)

Todas as fardas aqui representadas e cedidas ao MML fazem parte do espólio pessoal dos sócios ou constituem património da própria ANP.
As duas primeiras imagens representam fardas do Batalhão de Caçadores nº 6 e mesmo para um "olho" destreinado, é possível perceber algumas diferenças entre ambas e que têm a ver com o período a que respeitam. 
A primeira farda é relativa ao período de 1806, em que Portugal estava ainda em paz e com alguma abundância. Vejam a qualidade dos acessórios utlizados, que se traduzem numa barretina "à portuguesa", com pluma lateral, cordões e chapa em latão com o número do batalhão. 
Esta barretina era de qualidade superior à posteriormente utilizada em 1810. Esta última constituiu uma adaptação da barretina inglesa, modelo "stovepipe", com poucos acessórios e de muito menor resistência e qualidade. Tratava-se de um material fornecido em quantidade pelos ingleses, próprio de um tempo de guerra, numa altura em que a indústria militar nacional era inexistente.

(Farda de Alferes do Regimento de Infantaria nº 11)
(peça cedida por José Patena)

Aqui temos a farda fornecida pelo nosso camarada Patena, que também é o nosso estimado oficial, a quem só falta mesmo uma voz de barítono, pois voz de tenor ele já tem...

(Farda de Coronel de Engenharia)
(peça cedida por Faria e Silva)

Esta é a farda habitualmente utilizada pelo nosso Presidente em operações de combate.
Não sei porquê, mas há alguma coisa que não bate certo nesta farda. 
Ou o nosso Presidente fez dieta ou obrigaram o manequim a fazê-la...

(Farda de Granadeiro do Regimento de Infantaria nº 11)
(peça cedida por Carlos Alves)

Penso que o nosso camarada Alves ainda não desistiu de tentar equipar a sua farda de granadeiro com uma peça de equipamento que é especialista a utilizar: o paraquedas.

(Farda de fusileiro de Regimento de Infantaria francesa)

Esta é uma das fardas que faz parte do património da ANP e que foi cedida para este evento.

(Farda de soldado da Leal Legião Lusitana)
(peça cedida por Eunice Guedes)

A nossa camarada Eunice é a nossa mulher de armas de estimação e nunca diz que não a um bom combate.

(Farda de cavaleiro de Regimento de Dragões franceses)
(peça cedida por Pedro Henriques)

O nosso camarada Pedro Henriques é um verdadeiro artista! 
Aqui temos um exemplo fantástico do resultado do seu trabalho - vejam só aquele excelente capacete, totalmente fabricado por ele!
Ao Henriques só falta mesmo aprender a montar a cavalo (como deve ser...).

Ainda há mais de onde vieram estas fotos!

Pedro Casimiro 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Escola do Soldado - 18 de Março de 2012



Caríssimos,

Aqui fica o anúncio formal relativo à realização de mais uma edição da Escola do Soldado, com a participação dos elementos do GRHMA e da ANP. O evento deste ano será uma vez mais realizado na fantástica aldeia de Freineda, no concelho de Almeida e irá coincidir com um excelente evento gastronómico regional denominado a Festa do Bucho.
Nesta festa os apreciadores da cozinha tradicional portuguesa irão poder apreciar aquela maravilhosa especialidade da Beira Alta e da raia, chamada bucho.

Como habitualmente, este evento servirá para desenferrujar o material e rotinar procedimentos de segurança, após a pausa de inverno.

Será também uma oportunidade para apresentação de novos recrutas e para todos os elementos presentes voltarem a treinar o básico: as marchas e as voltas (que são sempre do agrado de toda a gente...).

Este ano faremos também o  possível por introduzir um elemento novo, que servirá para dar mais alegria às tropas: a realização de uma marcha através dos montes e vales da Beira Alta com cerca de 10 km, a terminar  com um combate urbano na aldeia de Freineda.

Claro está que esta marcha é para começar bem cedo... tipo 6 horas da manhã e com o equipamento completo (full kit, como dizem os ingleses).

O programa geral do evento será o seguinte (dia 18 de Março):

- Aproximação à aldeia de Freineda, em coluna de marcha (item sujeito a alterações)

- Cerimónia evocativa junto ao monumento a Wellington (Freineda).

- Combate urbano (Freineda).

- Almoço de convívio

Nota importante: este programa está sujeito a alterações a qualquer momento e sem aviso prévio (tipo: a marcha pode passar a ser de 20 km, em vez de 10).

Pedro Casimiro

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Celebração do Bicentenário dos Sítios de Astorga: 1812-2012 (dias 27, 28 e 29 de Abril de 2012)



Os nossos amigos da Asociación Histórico Cultural "Voluntarios de León" estão a organizar mais um excelente evento de recriação histórica, que irá ter lugar no próximo mês de Abril, na formosa cidade de Astorga.

Um video promocional do evento pode ser encontrado aqui.

Trata-se de um evento a não perder, pois certamente será proporcionado um ambiente histórico perfeito, com combates de rua na cidade de Astorga e provavelmente na bem preservada aldeia histórica de Castrillo de los Polvozares, conforme tem sucedido em eventos anteriores.

A organização espera cerca de 500 participantes, vindos de toda a Europa.

Os nossos camaradas dos Voluntarios de León proporcionam sempre uma boa organização a este tipo de eventos e um acolhimento fantástico a todos os visitantes.

Um evento a não perder!

Pedro Casimiro



quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

D. Juan de Palma Mallorca! (2)


Temos aqui mais uma vez o nosso amigo Juan, desta vez a fazer uma demonstração de tiro com um mosquete do séc. XIX.

A arma deve estar devidamente nivelada, com o mão esquerda junto ao guarda-mato e o cotovelo junto ao corpo.


No momento em que ocorre a ignição da pólvora na caçoleta é aconselhável fechar pelo menos o olho esquerdo, pois existe o risco de saltarem faíscas ou resíduos incandescentes, que podem ferir a vista.


Nos segundos imediatos ao disparo, a arma deve continuar nivelada e o soldado deve manter a sua posição, pois por vezes acontecem disparos retardados, devido a uma ignição tardia da pólvora existente no interior da arma através do respectivo ouvido (o ouvido é a abertura no cano que liga a caçoleta ao interior do cano da arma e permite a ignição da carga de pólvora).


A razão de ser desta precaução deve-se ao facto de que, quando existem vários elementos numa linha de tiro e os soldados movimentam imediatamente a sua arma, podem acontecer acidentes devido a ignições tardias da pólvora, criando uma situação de risco quer para o próprio soldado, quer para os camaradas que estiverem a seu lado. 


Algumas senhoras têm uma técnica infalível para evitar acidentes no momento do disparo.


Disparam com os olhos fechados! 


Bem, a segurança acima de tudo...

Pedro Casimiro

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

D. Juan de Palma Mallorca!


E agora mais algumas fotos do recriador histórico mais fotogénico de todo o Reino de España!

Podemos ver aqui o nosso amigo Juan nas ameias de uma fortaleza de Maiorca, com a sua capa a esvoaçar ao vento, no seu magnífico uniforme de Sargento Mayor do Exército Espanhol do séc. XIX.


E aqui numa visita de inspecção às peças de artilharia da fortaleza.

Juan: um dias destes vais ter de arranjar algumas peças de artilharia do séc. XIX para colocar nesse local...


E agora de perfil e com a sua espada em punho, pronto para o que der e vier.

Vejam o pormenor do gorjal e dos pontos de fixação da capa.


Um oficial superior não conhece descanso e trabalha de dia e de noite em prol da defesa da pátria.


Pedro Casimiro

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Bicentenário do Combate de Arroyomolinos: 29 e 30 de Outubro de 2011



Caros amigos,

Pelos vistos o passado mês de Outubro foi fértil em duros combates!

Aqui temos mais um evento realizado em Espanha, que contou com a presença de um destacamento de tropas portuguesas do GRHMA e com mais de 5.000 espectadores.

Em Espanha e em geral, este tipo de evento cultural conta com muita adesão por parte das populações, que os apreciam e valorizam, havendo sempre uma interacção muito agradável entre o público e os recriadores históricos presentes.

Este evento em concreto destinou-se a comemorar o Bicentenário do Combate de Arroyomolinos. Esta acção militar teve lugar no dia 28 de Outubro de 1811 e sagrou-se por uma vitória esmagadora do exército luso-inglês e do exército espanhol, na altura comandado pelo General Rowland Hill, sobre o exército francês sob o comando do General Girard. Os franceses, entre mortos, feridos e prisioneiros, sofreram mais de 2.000 baixas, enquanto que as do exército aliado não excederam as 100 baixas.


A batalha campal foi o momento alto das comemorações.

Ao fundo, à direita, desta imagem podemos ver a bataria de artilharia portuguesa (Regimento de Artilharia nº 4), a fazer fogo de apoio às tropas aliadas.


Nesta imagem podemos ver um destacamento de infantaria portugesa comandada pelo bravo sargento Coelho, no flanco direito da linha de infantaria britânica.


 As tropas de cavalaria dão sempre um colorido especial a este tipo de eventos.


A evolução das linhas de infantaria com algumas dezenas de elemntos em campo aberto desperta a imaginação.

Mas recriações históricas envolvendo "exércitos" em campo com milhares de soldados, como já pudemos  assistir algumas vezes, desperta emoções verdadeiramente fortes!


A peça de artilharia francesa do nosso amigo Manuel tentava contrariar o fogo das peças portuguesas.


E conseguia!

É o que faz "enfiar" meio quilo de pólvora de cada vez no canhão...


Como de costume, os artilheiros que conseguem fazer anéis de fumo na atmosfera com as suas peças de artilharia têm direito a um prémio especial....


Pedro Casimiro

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Bicentenário do Combate de Aldeia da Ponte: 2 de Outubro de 2011


Caríssimos,

Aqui fica mais um exemplo da disponibilidade e do espírito que anima todos os soldados do GRHMA.

Seja onde for que na nossa formosa Pátria o povo se levante para comemorar, com dignidade, a memória dos nossos avoengos e as nossas tradições históricas, podem contar com a presença dos nossos elementos, de acordo com as nossas disponibilidades pessoais e profissionais.

Neste caso concreto, tratou-se da comemoração do bicentenário do chamado Combate de Aldeia da Ponte, realizado no dia 27 de Setembro de 1811. Esta acção bélica enquadrou-se no contexto geral das Invasões Francesas, numa altura em que o exército luso-inglês comandado por Wellington enfrentava o exército francês comandado por Marmont, junto à fronteira com Espanha, em terras da Beira Alta.

E, como sempre, as populações eram quem mais sofria com esta guerra, pois viam os seus bens e alimentos roubados ou destruídos e as suas próprias vidas em risco.

Aqui ficou uma singela mas muito sentida homenagem das gentes de Aldeia da Ponte a este episódio da nossa história colectiva e à memória dos seus antepassados, à qual as nossas tropas tiveram muito prazer em ficar associadas e com a sua presença ajudar a contribuir para o sucesso este evento.


Os nossos soldados podiam ter-se deslocado para este evento num transporte motorizado do séx. XXI, mas preferiram ir à moda do séc. XIX, ou seja, a pé.

Podemos vê-los aqui a atravessar uma ponte romana.


A marcha foi facilitada pelo facto de existir um considerável apoio às tropas por parte da população local.


Aqui vemos os nossos soldados em merecido descanso (depois de uma marcha de vários quilómetros por rios, montes e vales), junto à capela da aldeia onde se realizou mais uma cerimónia evocativa neste evento.

Continuo sem perceber porque é que quando são precisos soldados para fazer cerimónias com mosquete, são sempre os soldados de artilharia que se apresentam maioritariamente ao serviço, como podemos constatar neste caso.

Será que a maioria das tropas de infantaria prefere ficar de serviço no quartel?


Fotos foram retiradas daqui

Pedro Casimiro

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

VII Recriação Histórica do Cerco de Almeida (Agosto de 2011) - 2


O evento deste ano privilegiou a vertente do acampamento histórico, o que veio a ser uma aposta ganha, pois  permitiu, além do mais, uma maior interacção entre os recriadores e o público.

Aqui podemos ver a tenda de comando do acampamento, com as alguns soldados de serviço e de sentinela.



Nesta imagem temos o nosso homem do Arsenal a percorrer o acampamento, junto à secção das tropas francesas, para verificar se não falta nada aos visitantes.

Um dia destes ainda vamos conseguir ver o nosso amigo Paulo a fazer estas rondas utilizando a sua excelente barretina...


Durante o dia de sábado a tropas aproveitaram para fazer alguns exercícios de ordem unida.

Aqui podemos ver um destacamento de tropas francesas a fazer isso mesmo.


Nesta imagem podemos visualizar alguns soldados do GRHMA igualmente em treino de ordem unida.

Neste caso, os soldados Guto, Armindo, Palanca e Sérgio ofereceram-se como voluntários (mais ou menos à força...) para ajudar o soldado Paulo Rolim nos exercícios de voltas e marcha.

As coisas não estavam a correr muito bem. Todavia, a certa altura alguém disse que pagava umas "minis" caso as tropas conseguissem fazer os exercícios correctamente e, maravilha das maravilhas, tudo passou a sair na perfeição!

Não há nada como a motivação adequada para se conseguirem resultados. Aliás, o nosso amigo Paulo Rolim ficou tão contente com os resultados que até se ofereceu para ficar 2 (duas...) horas de sentinela junto à tenda da pólvora.

Isto é que é um soldado dedicado!


E claro está que enquanto a maioria das tropas trabalhava ou fazia serviço no acampamento, os soldados mais fotogénicos e bem parecidos, como aqui o nosso amigo Alves, davam entrevistas aos órgãos de comunicação social.


Com a colaboração dos nossos amigos vindos de Espanha, foi possível distribuir pelo campo várias exposições de material de época. Aqui temos alguns exemplos de equipamento e instrumentos utilizados pelos médicos e cirurgiões do principio do séc. XIX.


Durante a noite as tropas também fizeram vários exercícios importantes, designadamente juntos dos bares e tabernas de Almeida.

Aqui podemos ver o nosso amigo Armindo a executar uma tarefa difícil e muito delicada, ao conseguir equilibrar uma "mini" num copo de barro.

Pedro Casimiro


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

VII Recriação Histórica do Cerco de Almeida (Agosto de 2011) - 1


Caros amigos,
No passado mês de Agosto de 2011 realizou-se mais um memorável evento de recriação histórica em Almeida, com a presença de cerca de 200 recriadores portugueses e estrangeiros, facto a que só nesta altura, por diversos motivos, é possível fazer referência neste espaço.

Na imagem acima temos tropas presentes em parada bem cedo pela manhã, numa das cerimónias do içar das bandeiras. Estranharão, por certo, os leitores o facto de estarem presentes no evento cerca de 200 participantes e nesta cerimónia estar presente apenas cerca de uma dúzia. 

Eu até podia dizer que não sabia de quem era a culpa para o sucedido, mas não é caso. 

A culpa foi mesmo da ginjinha...


O nosso amigo Manuel Ruibal esteve presente em todas as cerimónia e assumiu a tarefa de guarda à bandeira  espanhola.


O nosso bravo soldado Armindo foi outro dos elementos que esteve de serviço permanente


Mal acabavam as cerimónias oficiais, o nosso sargento Guedes deslocava-se de imediato para junto das peças de artilharia, para verificar se estava tudo em ordem e para ver se alguém tinha estragado alguma coisa.

Podemos vê-lo aqui, numa pose artística, junto à sua peça de artilharia favorita.


Claro está que todos demais artilheiros, na primeira oportunidade, deslocavam-se igualmente para o mesmo local de parqueamento das peças de artilharia, que ficava mesmo ao lado do acampamento.

E como de costume, os artilheiros acabaram por fazer algumas "traquinices".

Vejam lá que esta malta resolveu a certa altura fazer fogo com várias peças de artilharia mesmo junto ao acampamento, numa altura em que havia ainda várias dezenas de soldados a dormir!

O que vale é que eu não tive nada a ver com o assunto e até estava lá por acaso. De passagem.

Pedro Casimiro

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Equipamento do Soldado do Início do séx. XIX(2)


Ora então cá estamos nós, com mais algumas imagens enviadas pelo nosso amigo Juan. 

Fica aqui a promessa de, num futuro mais ou menos próximo, apresentar aqui imagens mais pormenorizadas deste equipamento, com indicação do nome individual de cada peça e o destino que historicamente lhe era dado.

Os metais utilizados nos objectos usados para as refeições (mess kit) eram a folha metálica (o alumínio foi inventado mais tarde...), o cobre e a madeira. Os talheres podiam também ser metálicos ou em madeira, sendo a colher o talher mais popular, que inclusive era colocada por alguns soldados franceses no seu bicórnio, para estar sempre à mão de semear.



Nesta imagem, em primeiro plano em baixo à esquerda, podemos visualizar óculos de época, feitos em aro metálico fino e arredondados, com a respectiva caixa protectora, ao alcance dos soldados mais abastados ou daqueles que conseguiam um melhor saque...


O óculo telescópio que podemos ver parcialmente no canto superior esquerdo desta imagem é uma peça muito interessante e parece ser feito em madeira e latão.


Para finalizar, fica aqui uma imagem tirada com uma máquina fotográfica encontrada em 1815, em Waterloo.

Pedro Casimiro

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Equipamento do Soldado do Início do séx. XIX(1)


Viva, Caros Seguidores!

Pois é. 
Estou mesmo a ver que o facto de estarmos há mais de um mês sem colocar material aqui no blog fez com que os nossos numerosos seguidores nos abandonassem e fossem "pregar para outra freguesia". Certo?

Não faz mal. Nós somos "blogguers" muito compreensivos!
E para mostrar isso mesmo vamos deixar-vos mais um excelente post temático, aproveitando as imagens enviadas pelo nosso amigo Juan, de Palma de Maiorca, membro do bravo Regimiento de Cazadores de Mallorca!

Gracias mais uma vez Juan e Feliz Natal para todos vós também!



Nestas imagens e nas que se seguirão, todos poderão apreciar o excelente equipamento de época que faz parte da colecção dos nossos amigos, que constitui uma reprodução fiel do equipamento utilizados pelos soldados que combateram nas Invasões Francesas, conhecida entre os nossos vizinhos por Guerra de la Independencia Española.


Como devem compreender, trata-se de equipamento que não está disponível nos supermercados mais próximos. Além disso, cada recriador histórico suporta o custo de todo o equipamento que possui, razão pela qual demora sempre algum a conseguir reunir o material necessário para utilizar em eventos de reconstituição histórica.

Nesta imagem, além de algumas peças de vestuário, podemos ver muitas outras peças de época, tais como equipamento para refeições, equipamento para manutenção das armas (mosquete/baioneta).

Numa próxima oportunidade, trarei mais fotos deste equipamento, com maior pormenor, utilizando este meio de divulgação em vez da página da Internet do GRHMA (disponível em http://grhma.pt/portal/), devido ao facto de o blogguer ser, pelo menos para mim, um meio mais simples e rápido de trabalho, pois tenho de reconhecer que a minha capacidade técnica em termos informáticos não dá para mais.

Até breve!

Pedro Casimiro