segunda-feira, 26 de março de 2012

Festa do Bucho - Freineda, dia 18 de Março de 2012


Caros amigos,
Devido a imperativos de ordem organizacional e logítistica, verificou-se uma alteração do calendário originalmente previsto. 
Originalmente estava prevista a realização da Escola do Soldado por altura da realização da famosa (e saborosa...) Festa do Bucho, em Freineda. Todavia, devido à impossibilidade da presença de vários elementos, não se realizaram os habituais procedimentos associados à Escola do Soldado, tendo a presença do GRHMA se limitado a uma pequena demonstração técnica e táctica, que serviu para desenferrujar as armas e os canhões.


Aqui podemos ver as esquadras de infantaria e artilharia a posicionarem-se no largo que se situa em frente ao monumento a Wellington.
Conforme já referi em anteriores "posts", a casa que é possível ver no fundo da imagem corresponde à casa original que serviu de quartel-general ao General Wellington durante os invernos de 1811-1812 e de 1812-1813.


Uma das esquadras de artilharia já se encontra posicionada e pronta para "combater".

O nosso sargento Guedes não conseguiu deixar de estar presente neste evento, mesmo com uma perna acabada de engessar e a precisar de fisioterapia, depois de um acidente a jogar futebol.

Eu sempre lhe disse que jogar futebol era mais perigoso do que andar aos tiros com canhões...


Nesta imagem podemos ver o nosso bravo soldado de artilharia Armindo a cuidar da sua peça de artilharia favorita.
O Armindo é muito carinhoso para o seu material de guerra e, segundo ouvi dizer, desta vez não foi excepção.
Desta vez, segundo dizem, ele dirigiu à sua peça de artilharia favorita as seguintes palavras:

- "então minha linda, tiveste muitas saudades minhas?"

- "não te preocupes que agora o Armindo está cá para cuidar de ti"

- "para comemorarmos o primeiro tiro do ano, até vou pedir aqui ao meu camarada artilheiro para te colocar uma carga de pólvora a dobrar!"

Isto é mesmo uma ternura que até dá gosto ver...


Aspecto geral do largo de Freineda, no momento em que uma esquadra de infantaria realiza uma descarga.

Pedro Casimiro

quinta-feira, 15 de março de 2012

Exposição do Museu Militar de Lisboa "200 Anos da Guerra Peninsular" - Associação Napoleónica Portuguesa(5)

(serviço original de chá e café em louça negra inglesa, dedicado a Wellington)


Caríssimos,
Venho colocar o último "post" relativo a imagens da já mencionada exposição em curso no magnífico MML, desta vez relativas a artefactos únicos que, segundo creio, fazem parte do espólio desta instituição.

Deixo aqui uma vez mais um agradecimento especial ao nosso Presidente e amigo Faria e Silva, pela cedência de um CD com estas imagens.




Nesta imagem é possível visualizar várias condecorações, cartuchos e balas de mosquete origunais.
Em Almeida, com um pouco de sorte, é possível "tropeçar" em algumas balas de mosquete originais, só com um passeio pelos campos...


A gola de serviço ou gorjal utilizado pelos oficiais nesta época era uma reminiscência de um componente das armaduras medievais


Um esboço de época com pormenores de fardamento


Nesta imagem é possível visualizar, além do mais, uma tabela da época com as cores (dos vivos, golas e canhões)  dos 24 regimentos de infantaria que participaram na Guerra Peninsular. 

Já em tempos colocamos aqui uma tabela com esta informação (que pode ser visualizada aqui). 

Pedro Casimiro

terça-feira, 13 de março de 2012

Exposição do Museu Militar de Lisboa "200 Anos da Guerra Peninsular" - Associação Napoleónica Portuguesa(4)

(infantaria francesa e lanceiros polacos, ao serviço de Napoleão)



Caros amigos,

Aqui fica mais  um "post" relativo a este excelente evento em curso junto do Museu Militar de Lisboa (MML), desta vez relativo a um conjnto de imagens de algumas das fantásticas miniaturas que fazem parte de uma colecção particular (cujo titular desconheço, mas que gostaria de poder mencionar) e que foram cedidas graciosamente para este evento.

Só pela excelente qualidade deste material vale a pena uma visita ao MML!

(cavalaria pesada - carabineiros - e infantaria francesa)

Os carabineiros, juntamente com os couraceiros, formavam a espinha dorsal da cavalaria pesada francesa, que em mais do que uma ocasião decidiu o resultado final de uma batalha.

(cavalaria ligeira - mamelucos)

Roustam Raza foi o mais famoso guarda-costas de Napoleão. Foi um dos mamelucos que este trouxe do Egipto, juntamente com muitos outros que formaram uma unidade de cavalaria de elite, que fazia parte da sua Guarda Imperial e que prestaram bons serviços em muitas batalhas.

(infantaria inglesa de linha)

(infantaria inglesa - highlanders)

Os highlanders eram maioritariamente de origem escocesa e usavam em campanha o seu tradicional kilt. Depois de os enfrentarem em combate, os seus adversários deixavam de fazer "piadas" acerca da semelhança entre o kilt e a saia feminina...

(cavalaria pesada inglesa)

A carga de cavalaria dos famosos "Scots Greys", em Waterloo, ajudou a dizimar um corpo de exército francês (comandado por D'Erlon) que se preparava para assaltar a linha de batalha inglesa.

(visão geral)

Pedro Casimiro

segunda-feira, 12 de março de 2012

Equipamento do Soldado do Início do séc. XIX(7) - por Juan Alberti

(FIGURA 1)

Caríssimos (as),

Aqui fica a última série de imagens enviadas pelo nosso amigo Juan Alberti, relativas mais algumas e variadas peças de equipamento do início do séc. XIX, que seriam tipicamente utilizadas por oficiais, em especial as ilustradas na figura 2.

Legenda:
(FIGURA 2)
1 - Carteira em couro
2 - Bolsa em couro amarelo
3 - Rolo azul com peças de equipamento (conforme imagens anteriores); o rolo verde contém uma vareta desmontada, destinada igualmente ao serviço do mosquete
4 - Bolsa em tecido com material de higiene e limpeza pessoal
5 - Bolsa em couro para transporte de moedas (porta-moedas à moda antiga)
6 - Bolsa em tecido com material de costura
7 - Bolsa para pederneiras


(FIGURA 2)

Legenda:
(FIGURA 2)
1 - Livro/diário revestido a couro, com pluma (podia servir para registar os pensamentos e as angústias do soldado...)
2 - Relógio de época com bolsa
3 - Óculos graduados (tipicamente de formato arredondado) e respectiva caixa
4 - Apitos em madeira de sargento; o maior é de modelo inglês, o menor é de modelo espanhol (os oficiais utilizavam uns semelhantes mas em metal ou em prata)
5 - Óculo telescópico
6 - Kit para escrita, em caixa de estanho (com plumas e tinteiro)
7 - Bússula
8 - Livro/diário pequeno, com lápis de carvão em bronze
9 - Livro/diário médio, com lápis de carvão em bronze


Este trabalho de divulgação das imagens destas peças fantásticas pelos interessados nestas matérias só foi possível graças à colaboração deste nosso camarada de Palma de Maiorca, que é um recriador histórico veterano e de primeira água, a quem aqui e uma vez mais deixo um agradecimento especial.


Pedro Casimiro



sexta-feira, 9 de março de 2012

Equipamento do Soldado do Início do séc. XIX(6) - por Juan Alberti

(FIGURA 1)

Caríssimos(as),

Um bom soldado tinha de possuir várias habilidades e competências, se queria sobreviver em campanha, e uma das mais importante era a capacidade de cuidar da sua própria roupa e higiene pessoal. 
Não sei se sabiam que nesta época por via de regra mais de 50% das baixas nos soldados em campanha eram provocadas por doenças de várias origens e só uma diminuta percentagem era provocada por ferimentos em combate. 

Vejamos agora algumas das peças indispensáveis neste domínio.

Legenda:
(FIGURA 1)
1 - Espelho dobrável
2 - Kit de costura com: dois tipos de tesouras, em que a mais pequena possui uma aplicação em couro para colocar nas pontas de molde a não furar a bolsa de transporte; agulhas e alfinete, que se guardam num pequeno recipiente em madeira com tampa; botões em metal e em madeira; dedal em madeira
4 - Kit para barba com: navalha de barbear, sabão, escova de dentes, pincel e vasilha para sabão e água
5 - Coto de vela para encerar os fios e facilitar a costura, bem como para fornecer luz durante a noite
6 - Vários tipos de fios para costura; o fim amarelo é próprio para cozer couro
7 - Vários tipos de cordões em couro para calçado e para reparações de equipamento
8 - Bolsa para acondicionamento do kit de costura

(FIGURA 2)

Legenda:
(FIGURA 2)
1 - Pedaço de estopa, que servia uma dupla função de limpeza da arma e de acendedor de fogueira
2 - Bolsa de enrolar em tela com ranhuras para acondicionar e transportar diversas peças de equipamento, algumas já mencionadas em posts anteriores
3 - Caixa com escova de limpeza da arma
4 - Vários medidores de pólvora
5 - Recipiente para óleo/azeite
6 - Polvorinhos
7 - Caixa para peças sobressalentes

Pedro Casimiro


quinta-feira, 8 de março de 2012

Equipamento do Soldado do Início do séc. XIX(5) - por Juan Alberti

(FIGURA 1)

Caríssimos(as),

Como tenho a certeza que esta série de imagens está a despertar um considerável interesse nos (2 ou 3) seguidores deste excelente espaço virtual, aqui fica mais uma ronda relativas a preciosidades histórico-militares do início do séc. XIX, usadas por soldados em campanha.

Legenda:
(FIGURA 1)
1 - Trapo de pano para limpeza de equipamento, com recipiente com óleo de limpeza.
O trapo e o óleo são aplicados após cada utilização da arma, para evitar a ferrugem e remover os resíduos da pólvora, em virtude de esta possuir um efeito corrosivo sobre o metal.
2 - Peça para remoção das molas dos mosquetes.
As molas dos mosquetes encontram-se em pressão permanente e só esta peça permite removê-las com segurança.
3 - Pederneiras de diferentes tamanhos, para pistola (menor), rifle (média) e mosquete (maior)
4 - Tiras em couro e chumbo para ajustar as pederneiras ao cão da arma 
No exército português da época era proibida a utilização de tiras em couro para este efeito, sendo permitidas apenas as tiras em chumbo, que não só forneciam maior aderência e fixação à pederneira, como também não corriam o risco de incendiar devido a uso e provocar acidentes, como podia suceder com as tiras em couro.
5 - Peça para protecção da fecharia do mosquete em couro ou tecido oleado.
Serve para proteger a fecharia do mosquete da água ou humidade.
6 - Medidas de pólvora em bronze para carregamento de cartuchos
A utilização deste metal e do cobre permite evitar a electricidade estática e faiscas decorrentes de manuseamento, que podem levar a uma ignição acidental de pólvora, com efeitos indesejados.
Por via de regra, um cartucho pode levar uma quantidade de pólvora situada entre 8 a 12 gramas.
7 - Recipiente com óleo em bronze
8 - Tipos diferentes de chaves de fendas
Peças que se destinam a manusear e remover diversas peças do mosquete para limpeza e ajustamento, sendo de utilização indispensável e frequente em "combate".
9 - Peça para medição do calibre da arma
10 - Agulha (pricker) e escova.
São os melhores amigos do soldado de infantaria e destinam-se a remover excessos de pólvora e limpar e caçoleta e o ouvido do mosquete, sendo indispensáveis para manter a arma operacional em "combate"
11 - Tampa em madeira para o cano da arma
Destina-se a evitar infiltrações de água ou humidades no cano do mosquete.
12 - Chaves de fendas artesanais
13 - Dois polvorinhos em bronze
Recipientes cheios de pólvora, que serviam para repor pólvora na caçoleta da arma, em caso de falha de disparo. Não é aconselhável a utilização desta peça em recriações históricas, pois à mesma está associado o risco de deflagrações indesejáveis, e potencialmente perogosas, de pólvora
14 - Um polvorinho em cobre (recipiente para o mesmo efeito)
15 - Bolsa para transporte de pederneiras e saca-trapos 

Aqui temos uma imagem de um saca-trapos.

Esta peça serve para enroscar na vareta do mosquete e destina-se a remover cartuchos não deflagrados do cano do mosquete, motivados por encravamento, que ocorre quando não se verifica a deflagração da pólvora, devido a excesso de humidade, carregamento defeituoso, ou qualquer outra causa.

Trata-se igualmente de uma peça de transporte indispensável na patrona ou na mochila de combate do soldado.


(FIGURA 2)
 
Mas claro que havia mais acessórios de época, que também cabiam na mochila!

Legenda:
(FIGURA 2)
1 - Óculos graduados com estojo em cobre e armação dobrável 
2 - Caixas em bronze (tamanho grande e pequeno)
3 - Kit para acedimento de fogueiras, composto por mecha, pederneira, pavio e lupa (o conjunto é guardado numa caixa em bronze)
4 - Variantes de caixas em estanho
5 - Caixa com xistos e gordura para olear couro
6 - Garfo artesanal
7 - Saca-rolhas dobrável


Não pensem que isto resume todo o material que o soldado de infantaria do início do séc. XIX tinha de transportar, como brevemente irão poder constatar.


Pedro Casimiro




quarta-feira, 7 de março de 2012

Equipamento do Soldado do Início do séc. XIX(4) - por Juan Alberti

(FIGURA 1)

E cá estamos mais uma vez mais com esta fantástica série de "posts" relacionados com artefactos em uso no início do séc. XIX.

O primeiro conjunto de objectos continua a estar relacionado com material habitualmente utilizado em refeições, enquanto o segundo conjunto está mais relacionado com objectos utilitários.

Legenda:
(FIGURA 1)
1 - Prato fundo, em estanho, ideal para um bom caldo
2 - Prato em estanho com entalhe para fixação na mochila de combate
3 - Pequeno copo em estanho para bebericar várias modalidades de...chá
4 -  Talheres (colheres e garfo) em metal
5 - Marmita regulamentar inglesa em estanho, composta por várias peças de encaixe


(FIGURA 2)

Legenda:
(FIGURA 2)
1 - Saca-rolhas dobrável em metal (mais uma peça de equipamento importante relacionada com o...chá)
2 - Navalha com cobertura
3 - Faca de estilo mediterrânico
4 - Faca de estilo inglês
5 - Faca de serviço pequena
6 - Navalha espanhola
7 - Navalha maiorquina
8 - Navalha asturiana (taramundi)
9 - Navalha inglesa
10 - Talheres de mesa para oficiais (ou roubados por um soldado diligente a oficiais...)
11 - Caixa em metal com especiarias e temperos vários (de gente rica ou "desviada" de gente rica...)


Pedro Casimiro

terça-feira, 6 de março de 2012

Equipamento do Soldado do Início do séc. XIX(3) - por Juan Alberti

(FIGURA 1)

Caríssimos,

Através, uma vez mais, da inestimável colaboração do nosso amigo Juan Alberti, vai ser possível publicar aqui um conjunto de informação importante e detalhada relativa à identificação e descrição de diversas peças de equipamento do soldado em uso no início do séc. XIX, que provavelmente será difícil de encontrar em outro local com esta dimensão.

Trata-se de peças que fazem parte da colecção pessoal do nosso camarada espanhol, que não são fáceis de angariar e possuem um valor patrimonial e estimativo elevado.

Bem haja uma vez mais pela tua colaboração Juan!

Legenda:
(FIGURA 1)
1 - Copo em cobre
2 - Copo em cobre (depois de ser utilizado em campanha...)
3 - Prato em cobre forrado com folha de estanho
4 - Tubo em cobre para diversas funções (para guardar documentos, pedras de sílex, etc.)
5 - Funil em cobre
6 - Recipiente em cobre para guardar azeite/óleo
7 - Castiçal em cobre
8 - Garrafa em cobre para guardar...o chá
9 - Marmita em cobre


(FIGURA 2)

Legenda:
(FIGURA 2)
1 - Prato em madeira de oliveira
2 - Taça/copo em madeira branca
3 - Taça/copo em osso
4 - Colher e garfo em madeira de oliveira
5 - Recipiente em madeira para guardar o açucar
6 - Recipiente em madeira para guardar o sal
7 - Recipiente em barro para guardar o vinagre (o vinagre servia para temperar a comida e para desinfectar as feridas de combate...)

Brevemente haverá mais!

Pedro Casimiro

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Exposição do Museu Militar de Lisboa "200 Anos da Guerra Peninsular" - Associação Napoleónica Portuguesa(3)


Caros amigos,
Aqui temos novamente mais uma "ronda" de imagens relativas à exposição em curso no Museu Militar de Lisboa, que desta vez começa com uma das nossas tendas de campanha, que é uma réplica fiel das utilizadas no início do séc. XIX.
É preciso advertir também que se trata de uma tenda já utilizada por vários dos nossos camaradas para dormir sob a "belle étoile" em campanha. Olhem que isto de dormir ao relento com armas e bagagens até tem uma certa piada quando se vê nos filmes de época e coisa e tal. 

Todavia, a prática tem muito que se lhe diga...

Juntamente com a tenda podemos observar alguns equipamentos essenciais do acampamento, tais como as panelas de três pernas para fazer o caldo, o tripé (para suspender a panela sobre a fogueira) e o candeeiro (com vela). Lá atrás temos também alguns barris que serviam para guardar...o chá.



Enquadramento da tenda no espaço museológico


Uma peça de artilharia com o artilheiro de serviço.


Esta é uma farda de sargento do Regimento de Artilharia nº 4, cedida pelo nosso camarada Joaquim Guedes.


Aqui temos os nossos caríssimos oficiais, digo, as fardas dos nossos caríssimos oficiais em (ex)posição permanente.


Aqui temos algumas fardas originais de oficiais superiores em exposição, que fazem parte do espólio do MML.


Nesta imagem é possivel visualizar uma mochila de combate cedida por um dos nossos camaradas, bem como a multiplicidade de acessórios e equipamento (também cedidos por elementos da ANP) que o soldado do séc. XIX tinha de ser portador, para poder ser operacional em combate.


Pedro Casimiro

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Exposição do Museu Militar de Lisboa "200 Anos da Guerra Peninsular" - Associação Napoleónica Portuguesa(2)

(sabre modelo 1796 de cavalaria ligeira) 

Caros amigos,
Cá estamos para mais uma ronda de imagens relativas à exposição ainda em curso junto do Museu Militar de Lisboa, desta vez relativas às armas brancas.
Uma vez mais, estão em causa peças na sua maioria cedidas graciosamente por particulares, provenientes das respectivas colecções privadas. Além de um elevado valor histórico, estas peças possuem um considerável valor patrimonial.

(sabre modelo de 1796 de cavalaria pesada)

Por via de regra, é possível distinguir o sabre de cavalaria pesada do sabre de cavalaria ligeira de duas maneiras: o de cavalaria pesada habitualmente é mais longo e pesado e possui uma lâmina direita, enquanto que o sabre de cavalaria ligeira, além de ser mais leve, possui uma lâmina curva, por vezes de inspiração oriental.

São ambas armas de um só gume.

(espada modelo de 1796 de infantaria)

(espada modelo 1803 de infantaria ligeira) 

(espada modelo 1806 de oficial do Estado Maior) 

(espada modelo 1806 de oficial do Estado de Milícias) 

(espada modelo 1806 de oficial General) 

Pedro Casimiro

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Exposição do Museu Militar de Lisboa "200 Anos da Guerra Peninsular" - Associação Napoleónica Portuguesa(1)

(Farda de fusileiro do Batalhão de Caçadores nº 6 -  modelo de 1806)
(peça cedida do Vasco Belchior)

Caríssimos,
Vou iniciar aqui um ciclo de publicações relativas aquilo que, em meu entender, constitui um dos pontos altos da actividade da Associação Napoleónica Portuguesa (ANP), à qual tenho o especial prazer de pertencer.
Trata-se de um evento relacionado com encerramento das comemorações oficiais do bicentenário da Guerra Peninsular em Portugal, promovidas pelo Exército Português, e que consiste numa exposição que ainda se encontra acessível ao público, no magnífico Museu Militar de Lisboa (MML). 
O Exército Português endereçou um convite formal à ANP no sentido da colaboração para a concretização desta exposição, o qual mereceu, como não podia deixar de ser, uma resposta afirmativa e entusiástica do nosso Presidente, o Eng. Faria e Silva, e de todos os nossos membros.
A minha contribuição pessoal para este evento limitou-se ao apoio moral. Todavia não posso deixar novamente de congratular todos os elementos da ANP que contribuiram para esta excelente iniciativa, em especial o nosso Presidente Faria e Silva, que uma vez mais deram um exemplo de dedicação, de trabalho e de generosidade em prol de um ideal, sem pedirem nem esperarem qualquer tipo de contrapartida.

Um grande bem haja para todos!

(Farda de atirador do Batalhão de Caçadores nº 6 - modelo de 1810)
(peça cedida por António Viana)

Todas as fardas aqui representadas e cedidas ao MML fazem parte do espólio pessoal dos sócios ou constituem património da própria ANP.
As duas primeiras imagens representam fardas do Batalhão de Caçadores nº 6 e mesmo para um "olho" destreinado, é possível perceber algumas diferenças entre ambas e que têm a ver com o período a que respeitam. 
A primeira farda é relativa ao período de 1806, em que Portugal estava ainda em paz e com alguma abundância. Vejam a qualidade dos acessórios utlizados, que se traduzem numa barretina "à portuguesa", com pluma lateral, cordões e chapa em latão com o número do batalhão. 
Esta barretina era de qualidade superior à posteriormente utilizada em 1810. Esta última constituiu uma adaptação da barretina inglesa, modelo "stovepipe", com poucos acessórios e de muito menor resistência e qualidade. Tratava-se de um material fornecido em quantidade pelos ingleses, próprio de um tempo de guerra, numa altura em que a indústria militar nacional era inexistente.

(Farda de Alferes do Regimento de Infantaria nº 11)
(peça cedida por José Patena)

Aqui temos a farda fornecida pelo nosso camarada Patena, que também é o nosso estimado oficial, a quem só falta mesmo uma voz de barítono, pois voz de tenor ele já tem...

(Farda de Coronel de Engenharia)
(peça cedida por Faria e Silva)

Esta é a farda habitualmente utilizada pelo nosso Presidente em operações de combate.
Não sei porquê, mas há alguma coisa que não bate certo nesta farda. 
Ou o nosso Presidente fez dieta ou obrigaram o manequim a fazê-la...

(Farda de Granadeiro do Regimento de Infantaria nº 11)
(peça cedida por Carlos Alves)

Penso que o nosso camarada Alves ainda não desistiu de tentar equipar a sua farda de granadeiro com uma peça de equipamento que é especialista a utilizar: o paraquedas.

(Farda de fusileiro de Regimento de Infantaria francesa)

Esta é uma das fardas que faz parte do património da ANP e que foi cedida para este evento.

(Farda de soldado da Leal Legião Lusitana)
(peça cedida por Eunice Guedes)

A nossa camarada Eunice é a nossa mulher de armas de estimação e nunca diz que não a um bom combate.

(Farda de cavaleiro de Regimento de Dragões franceses)
(peça cedida por Pedro Henriques)

O nosso camarada Pedro Henriques é um verdadeiro artista! 
Aqui temos um exemplo fantástico do resultado do seu trabalho - vejam só aquele excelente capacete, totalmente fabricado por ele!
Ao Henriques só falta mesmo aprender a montar a cavalo (como deve ser...).

Ainda há mais de onde vieram estas fotos!

Pedro Casimiro 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Escola do Soldado - 18 de Março de 2012



Caríssimos,

Aqui fica o anúncio formal relativo à realização de mais uma edição da Escola do Soldado, com a participação dos elementos do GRHMA e da ANP. O evento deste ano será uma vez mais realizado na fantástica aldeia de Freineda, no concelho de Almeida e irá coincidir com um excelente evento gastronómico regional denominado a Festa do Bucho.
Nesta festa os apreciadores da cozinha tradicional portuguesa irão poder apreciar aquela maravilhosa especialidade da Beira Alta e da raia, chamada bucho.

Como habitualmente, este evento servirá para desenferrujar o material e rotinar procedimentos de segurança, após a pausa de inverno.

Será também uma oportunidade para apresentação de novos recrutas e para todos os elementos presentes voltarem a treinar o básico: as marchas e as voltas (que são sempre do agrado de toda a gente...).

Este ano faremos também o  possível por introduzir um elemento novo, que servirá para dar mais alegria às tropas: a realização de uma marcha através dos montes e vales da Beira Alta com cerca de 10 km, a terminar  com um combate urbano na aldeia de Freineda.

Claro está que esta marcha é para começar bem cedo... tipo 6 horas da manhã e com o equipamento completo (full kit, como dizem os ingleses).

O programa geral do evento será o seguinte (dia 18 de Março):

- Aproximação à aldeia de Freineda, em coluna de marcha (item sujeito a alterações)

- Cerimónia evocativa junto ao monumento a Wellington (Freineda).

- Combate urbano (Freineda).

- Almoço de convívio

Nota importante: este programa está sujeito a alterações a qualquer momento e sem aviso prévio (tipo: a marcha pode passar a ser de 20 km, em vez de 10).

Pedro Casimiro