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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Bicentenário da Batalha de La Albuera - dias 6, 7 e 8 Maio de 2011


Caríssimos,

Nos próximos dias 6, 7 e 8 de Maio os recriadores históricos portugueses que se prezam como tal estarão presentes na comemoração do Bicentenário da Batalha de La Albuera, que se irá ter lugar na simpática localidade de La Albuera, em Espanha.

Trata-se, sem qualquer dúvida, do maior evento do género que este ano se irá realizar na Península Ibérica, designadamente em termos de número de participantes, tanto mais que a organização não colocou qualquer limite ao número de inscrições.

Trata-se também de uma comemoração importante para a história dos Regimentos nº 11 e nº 23, nos quais quer o GRHMA, quer a ANP, possuem soldados operacionais.

Esta batalha teve lugar no dia 16 de Maio de 1811 e nela participou, designadamente, uma Brigada de tropas portuguesas comandadas pelo Brigadeiro General Harvey, compostas pelos 1º e 2º Batalhões dos dois Regimentos (infantaria de linha) acima indicados, bem como pelo 1º Batalhão da Leal Legião Lusitana (infantaria ligeira), num total de cerca de 3.000 homens.

O feito de armas praticado por esta Brigada, no decurso desta batalha, traduziu-se no facto de a mesma ter sido investida de frente por uma carga de cavalaria francesa (composta  por 4 Regimentos de Dragões) sob as ordens de Latour-Maubourg numa altura em que se encontrava disposta em formação linear. Por via de regra, na época a infantaria quando era atacada por cavalaria adoptava uma formação em quadrado, que lhe permitia resistir e repelir a este tipo de  ataques. 

Normalmente quando uma força de infantaria se encontrava disposta em linha e, por qualquer razão, não conseguia adoptar a formação em quadrado, corria o risco (como sucedeu inúmeras vezes) de ser totalmente aniquilada no campo de batalha pela cavalaria.

Um exemplo: no decurso desta mesma batalha a Brigada Colborne (inglesa) com cerca de 2.000 homens foi carregada de flanco por cavalaria francesa, com Lanceiros polacos à mistura e foi dizimada (1).

Neste caso concreto o que sucedeu foi que a referida Brigada portuguesa demonstrou um completo sangue-frio e não só não foi aniquilada como conseguiu repelir, através de sucessivas descargas de mosquete, um perigoso ataque de cavalaria que colocava em risco o flanco direito de todo o exército luso-inglês, sendo que as tropas portuguesas envolvidas nunca até então tinham participado numa grande batalha.

Este comportamento, em particular, das tropas portuguesas mereceu rasgados elogios por parte dos oficiais responsáveis pelo exército e nós, na data acima indicada, estaremos em La Albuera para mostrar que estes homens não estão esquecidos.

Alma até Almeida!

Pedro Casimiro


(1) Ref. Sir Charles Oman, A History of the Peninsular War, Volume IV.


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Fortaleza de Santa Engracia de Pancorbo - Burgos (3)


Aqui podemos ver o nosso amigo Iñaki juntamente com alguns camaradas do grupo Urgull Historico


As simpáticas civis que acompanham as tropas são uma presença indispensável em qualquer evento


O telescópio sempre ajuda a avaliar a distância a que estão as tropas francesas


Um passo em falso e as coisas podem complicar-se...


Aqui podemos ver o único soldado francês que conseguiu sobreviver ao assalto à fortaleza

Pedro Casimiro

terça-feira, 19 de abril de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Fortaleza de Santa Engracia de Pancorbo - Burgos (1)

Tendo recebido estas excelentes imagens que o nosso amigo Juan Alberti fez o favor de me enviar, referentes a um evento recente realizado em Espanha, venho partilhá-las convosco, para que todos possam apreciar não só os excelentes uniformes aqui exibidos, como também as maravilhosas paisagens representadas.

Em causa esteve a comemoração da rendição ou entrega da fortaleza de Santa Engracia às forças espanholas comandadas pelo Conde de la Bisbal, ocorrida em 30 de Junho de 1813.

As imagens permitem perceber a perfeitamente a importância estratégica que esta fortaleza teve no decurso da Guerra Peninsular (denominada de Guerra da Independência pelos nossos amigos espanhóis), tanto mais que estava localizada perto da estrada que que era utilizada pelos exércitos napoleónicos para o trânsito de tropas, mantimentos e correios provenientes de França e destinados a Espanha e Portugal.

Esta fortificação foi totalmente destruída em 1823, no decurso das guerras liberais em Espanha.


Este capote de época está fantástico


Aqui temos vários soldados do Regimento Jose Napoleon


Aqui temos uma imagem original da época, encontrada (ou não...) durante o evento, nas ruínas da fortaleza 



O que custa é a subida, pois a descer todos os Santos ajudam...

Pedro Casimiro


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Royal Green Jackets - 4.º Regimento do Real Corpo de Artilharia

Deixo-vos aqui uma oportunidade para visualização dos excelentes uniformes e demais equipamento do 4.º Regimento do Real Corpo de Artilharia, formado por camaradas da Corunha, com muitos anos de experiência no âmbito da recriação histórica.

Este evento consistiu numa demonstração pública de armas e equipamento realizada no Museu Militar Regional da Corunha, no corrente mês de Abril (dia 9).




Pedro Casimiro

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sabugal, dia 3 de Abril de 2011 (2)

Graças à excelente fotógrafa de época que nos acompanhou ao Sabugal, foi possível captar imagens únicas relativas aos soldados que participaram nesta expedição.

Aqui ficam algumas dessas imagens para a posteridade (apenas dos elementos mais fotogénicos):


Aqui podemos ver o nosso sargento Guedes, com cara de poucos amigos, a pensar quem teria sido o responsável por danificar as ferragens da peça de artilharia. 


O nosso cabo António olha com a máxima atenção para o público assistente para ver se alguém se atreve a passar à frente das peças de artilharia.
Quando ele grita "sai da frente!" os pobres espectadores assustam-se mais do que com um tiro de artilharia


Com o Paulo Amorim a logística está (quase...) sempre afinada.


E depois de muitos meses de ausência, pudemos ver novamente o soldado Fernando Bispo - o homem que inspira um verdadeiro terror nos franceses que o vêem! (só é pena que o consigam ver poucas vezes...).


O nosso cabo Rui Nabais está claramente introspectivo, a pensar se afinal os cartuchos de infantaria disponíveis irão ser suficientes para toda a batalha.


O sargento Coelho não perdeu a oportunidade de provar a excelente fruta do Sabugal, já que um soldado em operações de combate nunca sabe quando é que vai receber a próxima refeição


O José foi outro soldado que se apresentou ao serviço depois de alguns meses de ausência - e ainda por cima foi obrigado a fazer corrida em acelerado através das ruas do Sabugal!


Depois de se levantar de madrugada e de andar todo o dia a marchar e a fazer tiro de mosquete, o Miguel está a ver se consegue alguns segundos de descanso...em pé, como um verdadeiro soldado.


E aqui temos uma foto de "família" com a maioria dos elementos presentes neste evento.

Ainda não consegui compreender bem o que é que não bate certo nesta imagem...

Pedro Casimiro

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sabugal, dia 3 de Abril de 2011 (1)

No passado dia 3 de Abril realizaram-se as comemorações do Bicentenário do Combate do Sabugal, conforme anunciado.
Alguns dos nossos elementos tiveram oportunidade de assistir à inauguração do respectivo monumento evocativo, que contou com a participação do Exército, bem como de militares fardados à época.


A nossa intervenção principal realizou-se junto ao fantástico e bem conservado castelo do Sabugal, cujas muralhas foram utilizadas, numa fase inicial, para colocação e disparos da nossa esquadra de infantaria. 


 Aqui temos as tropas de infantaria na fase de inspecção do uniforme e equipamento.


O descanso dos guerreiros.
E depois ainda há malta que diz que o Comandante obriga as tropas a correr com o equipamento completo!


A evolução da infantaria junto ao castelo, sendo asseguradas as devidas margens de segurança relativamente ao público presente.


Aqui podemos ver o Augusto atento à possibilidade de um ataque lateral por parte das tropas francesas.


A peça nº 1 do Regimento de Artilharia nº 4 fez tremer as fundações do castelo, com as suas cargas reforçadas!


Por seu lado, os artilheiros da peça nº 2 revelaram o seu lado artístico, ao conseguirem formar vários anéis de fumo na atmosfera através do disparo.


Estiveram presentes alguns elementos de animação popular, cuja simpatia fazia esquecer alguma desconformidade do respectivo equipamento, em relação ao período histórico representado.

Pedro Casimiro