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terça-feira, 30 de abril de 2013

Comemoração do 25 de abril de 1974 em Almeida


Caríssimos,

Aqui fica uma reportagem relativa às cerimónias evocativas do 25 de abril de 1974, recentemente realizadas em Almeida, que contaram, uma vez mais, com a participação ativa dos elementos do GRHMA.

Tratou-se de uma cerimónia singela e sentida, que reuniu todos aqueles que, independentemente do  respetivo quadrante politico-partidário, desejaram evocar a chamada Revolução dos Cravos, caraterizada, além do mais, pelo facto de a cor vermelha que a marcou ser proveniente apenas das flores (cravos vermelhos) oferecidos pelos populares e introduzidos pelos soldados nos canos nas suas armas.


E aqui temos alguns exemplos de verdadeiros soldados, ou seja, de homens e mulheres que, em Almeida, deixam de parte o seu conforto pessoal e se dedicam a combater diariamente em prol de um ideal coletivo:

Os valentes Soldados da Paz (Bombeiros Voluntários de Almeida), que diariamente se dedicam a prestar serviços inestimáveis à população local, muitas vezes com o risco da própria vida.

Os valentes Soldados do GRHMA, que se dedicam a contribuir para a preservação e a divulgação do património histórico-cultural de Portugal e de Almeida.


Após a cerimónia junto à Câmara Municipal de Almeida, seguiu-se um desfile até à recentemente renovada Praça 25 de abril.
 

Aqui podemos ver as tropas a desfilar pelas magnificas portas exteriores de S. Francisco.




Os soldados de infantaria, em ação.


Os soldados de artilharia aprontam-se para demonstrar a sua perícia no manuseamento da peça.


O trabalho esforçado merece sempre uma recompensa e umas das recompensas mais apreciadas pelas tropas é um bom convívio entre camaradas, à mesa. 


Aqui temos os soldados Paulo e Palanca, em acesa disputa para ver quem conseguia esvaziar mais rapidamente a travessa da comida. 

E notem que, nesta matéria, estes nossos amigos não deixam os seus créditos por mãos alheias...


E aqui temos o soldado Rui (à direita) a trocar "carinhos" com o nosso amigo Morgado (à esquerda) e a perguntar-lhe desde quando é que o Regulamento dos Bombeiros permite que a malta vista o uniforme com a barba por desfazer...


Pedro Casimiro

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Uniformologia - Parte 3

Plano de Uniformes de 1806 

 Capotes e Sobrecasacas do exército Português

III

Tabela Militares Combatentes 

 

Finalmente, uma tabela com a estrutura hierárquica do exército português da época, onde de uma forma esquemática é possível perceber o que o elemento de cada categoria hierárquico podia usar e como devia usar, em termos de agasalho (adaptada ao Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida).



Abril 2013
Eugénia Guedes

 

Uniformologia - Parte 2

Plano de Uniformes de 1806 

 Capotes e Sobrecasacas do exército Português

II

Capotes


Capote oficial de cavalaria

Oficiais de Cavalaria


 
“In Plano de Uniforme de 1806”




Desenho de Manuel Isidro da Paz 1812


Como vemos no desenho de Manuel Isidro da Paz, o capote de inverno para o soldado de cavalaria era bastante folgado, de acordo com o Plano de uniformes de 1808, e bastante comprido e largo de forma a vestir sobre a farda e cobrir a sela do cavalo. Era igualmente confecionado em pano azul ferrete, assertoado (com bandas a sobrepor; modo que uma lapela sobreponha a outra), gola com todas as insígnias (caso as hajam) e canhões das mangas simples, de cores iguais (irmãs) à farda regimental com dupla fileira de 8 botões de metal amarelo; dois botões em cada canhão da manga; a banda, talabarte ou boldrié por cima do capote (ver desenho). 

Soldados





Capote Regimento de Infantaria nº23



Capote Regimento de Artilharia nº4


 “In Plano de Uniforme de 1806”


 

Desenho de Manuel Isidro da Paz 1812


Mais uma vez vimos nos desenhos de Manuel Isidro da Paz, a simplicidade dos capotes de inverno para soldados, bastante compridos e largos de forma a vestir sobre a farda. Eram igualmente confecionados em pano azul ferrete, gola e canhões simples das mangas de cores iguais (irmãs) à farda regimental; os soldados de infantaria e artilharia vestiram os seus apresilhados à frente com duas presilhfecionas e uma presilha atrás a encerrar as pregas do capote (ver desenho).

Exemplos de presilhas


Abril de 2013
Eugénia Guedes



Uniformologia - Parte 1


Plano de Uniformes de 1806

 Capotes e Sobrecasacas do exército Português


Com as saídas do GRHMA que se avizinham e a contar com as noites frias que normalmente temos encontrado fora e dentro de Portugal, aqui vai mais uma recolha de elementos, adaptada ao nosso grupo, para que os mais corajosos gastem mais uns eurosinhos em mais um dos muitos acessórios do fardamento e sempre de acordo com o Plano de Uniformes de 1806.

Este tipo de publicações tem por único objetivo o de divulgar por todos os nossos camaradas e recriadores históricos as regras em vigor no séc. XIX em matéria de uniformes, de molde a que todos possamos manter o maior rigor possível nesta nossa atividade, em termos de uma reconstituição fidedigna e historicamente correta das vivências dos nossos antepassados, que naquele tempo optaram por envergar o uniforme para servir na defesa da Pátria.




I


Sobrecasaca

 

 Sobrecasaca Regimento de Infantaria nº23 





Sobrecasaca Regimento de Artilharia nº4


                          “In Plano de Uniforme de 1806”

Adaptando o artigo XIX do Plano de Uniformes de 1806, a descrição dos capotes para oficiais em geral seria nestes termos:
Em Uniforme de Inverno todos os Oficiais com excepção dos Oficiais de Cavalaria usarão sobrecasacas de pano azul ferrete assertoadas (com bandas a sobrepor; modo que uma lapela sobreponha a outra) e terão botões, gola e canhões irmãos (iguais) aos da farda…"

Pela descrição anterior e propriamente pelo termo “sobrecasaca”, este agasalho de inverno terá o comprimento até ao joelho, largo de forma a vestir sobre a farda; de pano azul ferrete, gola com todas as insígnias (caso as hajam) e canhões simples das mangas de cores iguais à farda regimental com dupla fileira de 8 botões de metal amarelo; dois botões em cada canhão da manga; a banda, talabarte ou boldrié por cima da sobrecasaca.

Abril, 2013
Eugénia Guedes


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Bicentenário dos Cercos de Saragoça (Zaragoza) - dias 1 a 5 de março de 2013




Caríssimos

O nosso amigo Juan Alberti enviou-me há já algum tempo várias fotos referentes a este fantástico evento realizado em Espanha, no início do mês de março, de que venho dar conhecimento.

Trata-se das comemorações do bicentenário dos Cercos de Saragoça, que contaram com a presença de várias centenas de recriadores históricos vindos de toda a Europa.


O evento realizou-se no centro da lindíssima cidade de Saragoça, em Espanha.


Esta cidade viu-se, durante alguns dias, "invadida" por centenas de soldados do séc. XIX, que atraíram a presença de milhares de pessoas, para assistirem às comemorações.


Muitas das tropas ficaram instaladas no já habitual acampamento histórico.


Onde os soldados executavam as suas habituais tarefas de preparação para os combates, tais como a confeção de cartuchos.


E lá por se tratar de um acampamento, não pensem que havia falta de comodidades.


Bem como presença feminina...


E onde há espanhois, não pode deixar de haver boa música e muita animação!



Aqui temos o nosso amigo Juan Alberti e os seus camaradas dos Caçadores de Maiorca, que também ficaram instalados no acampamento histórico.




 A "vida" de acampamento também é feita de treinos e exercícios militares.


Voluntários de Madrid


Regimento de Infantaria de Linha de Valência


Regimento de Irlanda (Ultonia)


Voluntários de Aragão, a quem se deve a organização deste fantástico evento.


Legião do Vístula (Polónia)


Aqui temos o nosso amigo Jean-Yves e as tropas do 3.Éme de Ligne, de que também me orgulho de pertencer e em cujas fileiras "combati", na comemoração do bicentenário da batalha de Austerlitz, em 2005.



Realizaram-se as habituais cerimónias protocolares evocativas, com a devida pompa e circunstância.


Com a presença dos comandantes de todas as unidades presentes.



O obrigatório tiro de salva.


Por esta altura, as noites em Saragoça ficaram marcadas por intensos combates noturnos.



As tropas abrigam-se atrás dos obstáculos, a aguardar as investidas dos adversários.


 Infelizmente, houve algumas baixas em combate a lamentar...


Este imponente monumento (Castelo de Aljaferia) em Saragoça, foi palco de violentos combates, ocorridos no dia 3 de março.


As linhas infantaria. em confronto violento...


Aqui podemos visualizar o assalto às portas da fortaleza



Ainda bem que a ponte levadiça tinha sido baixada...


Um canhão à frente da porta dificulta um pouco a passagem...


E obriga as tropas adversárias a baixar a cabeça...isto se a querem manter nos ombros.


Historicamente, um soldado que se prezava revistava os adversários tombados, à procura de moedas ou de outros valores, uma vez que o salário de um soldado era muito reduzido...mesmo nas alturas em que era efetivamente pago.


Pelos vistos, o adversário caído era um "teso"...


O desfile final


As saudações e cumprimentos, entre os participantes


Aqui fica um excelente VIDEO onde podem ver este fantástico evento!


Pedro Casimiro