terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Evento: Comemoração do Centenário da Grande Guerra (Museu Histórico-militar de Almeida): dia 23 de fevereiro de 2019


Caríssimos(as),

Aqui fica uma nota relativa a mais um relevante evento cultural que se vai realizar no Museu Histórico-militar de Almeida, evocativo da Primeira Guerra Mundial, também chamada de Grande Guerra, que no início do século XX assolou o continente Europeu e na qual Portugal foi um dos países intervenientes.

Para além de estar em causa um evento que vai realizar num excelente espaço cultural, associado à promoção de um relevante património local e nacional, o mesmo irá contar com a presença de conceituados oradores, entre os quais se inclui o nosso camarada, o Prof. Dr. Sérgio Veludo Coelho.

Como não podia deixar de ser, este evento irá também contar com a presença de um destacamento histórico-militar do GRHMA, demonstrando o continuado compromisso da nossa associação em colaborar com iniciativas associadas à promoção do património de Almeida, facto que também  reflete a dimensão única desta localidade, enquanto foco de convergência de múltiplas sinergias em termos histórico-culturais.

Trata-se, por isso, de um evento a não perder, com o selo de qualidade do Município de Almeida.


Pedro Casimiro




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Falecimento de Sandra Alverca (14 de fevereiro de 2019)


Caríssimos(as),

Lamento informar que hoje ocorreu o falecimento da nossa querida companheira e amiga Sandra Alverca, por motivo de doença.

Aqui ficam sentidos pêsames, em meu nome pessoal e em nome do GRHMA, a todos os seus familiares, em especial ao seu marido e nosso camarada Mário Alverca, bem como à sua filha Diana e ao seu filho Alexandre, que em família e com a ajuda dos muitos amigos que têm, irão sem dúvida encontrar a força interior necessária para encarar e superar este momento difícil.

A partir do momento em que aderiu ao Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida, a Sandra foi um elemento participativo, estando disponível para colaborar e ajudar nas mais diversas atividades realizadas, contribuindo desse modo, de uma forma ativa e generosa, para o projeto histórico-cultural corporizado pela nossa associação, em prol de Almeida.

Para além disso e principalmente, a nossa amiga Sandra sempre nos cativou a todos, através do seu sorriso e da sua graciosidade, que serão para sempre por nós recordados.


A realização do funeral está prevista para o dia de amanhã, pelas 17.00 horas, na Igreja Matriz de Almeida.


Pedro Casimiro




Escola do Soldado (Almeida e Freineda): dias 23 e 24 de março de 2019


Caríssimos(as),

Chegou a época de abertura das hostilidades!

Bem, talvez "hostilidades" não seja o termo totalmente adequado para caraterizar o início do período das recriações históricas em Portugal, porquanto apesar de circularem com armas, cavalos, peças de artilharia, e de manusearem explosivos (pólvora), os verdadeiros recriadores históricos têm por único e exclusivo objetivo contribuir para a divulgação da História de Portugal, colaborar na promoção e no desenvolvimento do património histórico-cultural das respetivas localidades de origem, bem como  promover o intercâmbio e a partilha de experiências culturais com recriadores históricos de todo o mundo.

E, tal como vem sucedendo há mais de uma década, é em Almeida que se situa o ponto de partida!

A nossa Escola do Soldado é já uma referência nacional, ao nível dos treinos e da preparação dos recriadores históricos portugueses do período da chamada Guerra Peninsular (início do séc. XIX).

Na verdade, não só é nesta localidade que, com a habitual e permanente colaboração do Município de Almeida, se concentram alguns dos mais experientes recriadores históricos nacionais, como também  é nesta localidade que existe a generosidade e a disponibilidade para, de uma forma desinteressada, partilhar conhecimentos técnicos e históricos com todos aqueles que, de uma forma séria e dedicada, pretendem participar neste esforço coletivo de promoção e de divulgação cultural desta vertente do nosso património histórico nacional.

                                         (quadro alusivo à Batalha de Grijó)

 
(Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova)

Um dos reflexos desta realidade pode ser encontrado no facto de que, na edição deste ano, estar prevista a presença em Almeida de delegações provenientes das localidades de Grijó (Vila Nova de Gaia) e de Condeixa-a-Nova, sob a égide das respetivas Junta de Freguesia e Câmara Municipal, associadas a projetos de desenvolvimento de iniciativas histórico-culturais relacionadas com este período histórico, em termos semelhantes ao que vem sendo desenvolvido, designadamente, pelo GRHMA.

Ambas as referidas localidades possuem um património histórico-cultural relevante, associado a este período da História de Portugal, e este tipo de projetos possui um potencial muito interessante, em termos de contributo para a promoção turística regional.

E sem dúvida que, naquilo que depender da disponibilidade do Município de Almeida e da generosidade dos elementos do GRHMA, será dado todo o apoio possível a este projetos, desde que exista o entusiasmo e a vontade necessária para avançar com os mesmos!


Pedro Casimiro




terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Filmagens para o Turismo Centro Portugal (2-2-2019)

Caríssimos(as),

Aqui temos, uma vez mais, o GRHMA na linha da frente, no que diz respeito à promoção e divulgação do concelho de Almeida!


No passado sábado um destacamento de infantaria e de artilharia do GRHMA uniu esforços e apresentou-se a uma equipa de filmagens enviada pela Turismo Centro Portugal, a fim de colaborar na realização de um vídeo promocional que, neste caso concreto, tinha por objetivo a promoção turística da fantástica vila de Almeida e do seu património histórico-cultural único.

 

As filmagens decorreram na ponte, junto às Portas de S. Francisco, no decurso das quais a simpática atriz participante teve de enfrentar, pela primeira vez, os disparos de uma peça de artilharia e de uma esquadra de infantaria

Claro está que, quando se está perante soldados veteranos, como é o caso dos soldados histórico-militares do GRHMA, o risco é mínimo, mas nem assim a equipa de filmagens se livrou de alguns "sobressaltos".


Uma vez terminadas as filmagens, ficamos todos perante um grave dilema: SOBROU PÓLVORA!

Nesta altura todos os nossos soldados trocaram, preocupados, olhares entre si dizendo: "que fazemos agora!", "que fazemos agora!", bem sabendo que não era possível guardar pólvora, exceto em paiol, e que ela corria o sério risco de se estragar.

E foi neste momento de dificuldade e de aflição que, uma vez mais, o competente e generoso Comandante do GRHMA apresentou uma solução com foros salomónicos, que foi a seguinte: "vamos fazer alguns treinos e disparar as armas!".


E foi assim que, meu dito, meu feito, os valentes soldados do GRHMA se dedicaram a fazer um exercício de infantaria ligeira, que consistiu em formar uma fila indiana junto à esquina das Portas de S. Francisco e fazer, alternadamente, fogo de contínuo de proteção.

Depois de disparar, o soldado deslocava-se para o final da fila e procedia ao recarregamento da sua arma, até chegar novamente a sua vez de fazer fogo junto da esquina.

 

E foi deste modo que foi reposta a calma e a serenidade nas nossas tropas, tendo sido conseguido o objetivo de esgotar completamente o stock de pólvora!

Vejam lá os sacrifícios que fazemos em prol da segurança...


E, para terminar, falta apenas perguntar: onde está o Wally?

Bem, não se trata bem de uma pergunta, mas antes de um enigma, que é necessário deslindar, e que é o seguinte: qual é o nome do soldado que no decurso de todas as filmagens aproveitou a mínima pausa para se encostar às paredes, portas, janelas, etc?


Resta descobrir quem vai conseguir deslindar tão complicado enigma...



Autoria das imagens: Armando Rui e Carlos Marques.



Pedro Casimiro




sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Mostra temporária no Museu Histórico-Militar de Almeida (1-1-2019 a 30-3-2019): "Práticas de Assistência aos Feridos nas Campanhas Peninsulares"

Caríssimos(as),

Aqui fica uma nota relativa a um evento a não perder, com o selo de qualidade do Museu Histórico-militar de Almeida!

Trata-se de exposição temporária evocativa das práticas médicas e cirúrgicas durante a Guerra Peninsular, que evidencia a precariedade (pelos padrões da modernidade) das condições de higiene e de trabalho dos profissionais de saúde do início do séc. XIX.

Nesta exposição estará patente um conjunto de elementos que irão contribuir para avaliar as práticas cirúrgica utilizadas, de natureza curativa e preventiva, relativamente à maioria das maleitas que afligiam os soldados, bem como alguns tratamentos possíveis e aplicados aos ferimentos infligidos em combate durante as Campanhas Peninsulares, com destaque especial para os instrumentos de amputações, trepanações e de exploração de feridas

Um dos grandes desafios para os serviços médicos nas guerras peninsulares foram as infeções  decorrentes de tratamentos tardios, motivados por inadequação da evacuação para o hospital de campo. Houve casos em que os feridos ficavam vários dias abandonados no campos de batalha, resultando na morte da maioria deles.
 
A exposição é constituída por uma mostra de materiais (réplicas) que nos remete para a prática cirúrgica e de enfermagem dos quais se destaca: a maca de lona e um estojo de transporte em madeira contendo vários instrumentos de cirurgia, componentes naturais (animais e vegetais) e químicos para a prática medicamentosa e farmacêutica e demais tratamentos. Esta mostra é acompanhada por uma panóplia de fotografias e textos que procuram contextualizar os objetos existentes. Esta exposição tem como principal missão enriquecer a Sala das Guerras Peninsulares do Museu Histórico-militar de Almeida, sendo esta uma realidade não explorada na exposição permanente.

A esmagadora maioria dos objetos em exposição pertence à coleção particular do nosso associado Joaquim Guedes, que amavelmente os cedeu para realização deste evento e que constituem um espólio verdadeiramente único, a nível nacional e internacional.

 Aqui fica mais um motivo para uma viagem até à magnífica fortaleza de Almeida!


Pedro Casimiro


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

O Oficial Português do início do séc. XIX: descodificação do fardamento - 1


Caríssimos(as),

Uma das peças interessantes do fardamento do oficial do Exército Português, do início do séc. XIX, era a chamada Gola de Serviço, embora este não fosse um acessório exclusivamente usado por oficiais de nosso Exército.

(autoria da imagem: Histoarts)

Na verdade, tratava-se de uma peça de equipamento cuja origem estava usualmente associada ao equipamento de proteção (armadura) usado pelos cavaleiros medievais (sécs. XIV-XV), especialmente para proteger a zona da garganta e do pescoço, que foi evoluindo até ser integrado nos uniformes militares de diversos países, ao longo da História, no sentido de constituir um dos elementos simbólicos de identificação de um oficial.

(réplica executada e imagem cedida por Joaquim Guedes)

Em especial, no início do séc. XIX era usual a utilização de Golas de Serviço com o formato de um crescente, que podia ser mais aberto ou mais fechado, de acordo com os regulamentos militares em vigor.

Na imagem supra podemos ver uma réplica excelente (ou não fosse usada por mim...) de uma Gola de Serviço desta época histórica, do chamado modelo português, com um formato de crescente relativamente aberto, com as Armas Reais Portuguesas incrustadas, feitas em prata.
 
(réplica executada e imagem cedida por Joaquim Guedes)

(gola de serviço de formato/modelo britânico)

Nas duas imagens supra podemos ver dois formatos alternativos para a Gola de Serviço, de acordo com o formato/modelo usualmente utilizado pelo Exército Britânico, desta época histórica. A segunda imagem é alusiva a uma réplica de uma Gola de Serviço do séc. XVIII, usado por oficiais do Exército Britânico.

Na primeira imagem verifica-se que foi feita uma adaptação deste formato/modelo para uso por oficiais do Exército Português, mediante a aposição das Armas Reais Portuguesas, igualmente feitas em prata.

Pedro Casimiro



segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

O Soldado de Artilharia Português do início do sec. XIX: descodificação do fardamento.


Caríssimos(as),

Por último, mas não em último, impõe-se a divulgação de informações técnicas relacionadas com o fardamento do soldado de artilharia que prestou serviço no Exército Português, no decurso da Guerra Peninsular.

Apesar de ser constituído apenas por 4 regimentos, o corpo de artilharia português prestou um serviço precioso e relevante neste conflito bélico, o qual foi sucessivamente reconhecido, designadamente pelo comando superior do Exército Luso-britânico.


(destacamento histórico-militar do Regimento de Artilharia nº 4, do GRHMA)

Tal como sucedia com a Infantaria e com a Cavalaria, os regimentos de artilharia estavam distribuídos por 3 divisões territoriais, pertencendo o Regimento de Artilharia nº 1 à Divisão Centro, os Regimentos nº 2 e nº 3 à Divisão Sul e o famoso Regimento de Artilharia nº 4 à Divisão Norte.

Para quem ainda não percebeu, uma das unidades recriadas pelo GRHMA é, precisamente, o Regimento de Artilharia nº 4!

À semelhança do que sucedia com as demais unidades integradas no Exército Português, também o fardamento dos regimentos de artilharia era confecionado em tecido de lã azul-escura (denominado azul prussiano ou azul ferrete).

O forro das casacas era de cor vermelha, sendo também dessa cor os vivos das mesmas. As casacas abotoavam à frente, com uma fileira de oito botões amarelos e que tinham, em baixo relevo, o número do regimento.

As barretinas usadas inicialmente eram do modelo português de 1806, tendo o número do regimento aberto, numa chapa de latão, por cima da pala e acima desta uma chapa oval com as Armas Reais, em alto-relevo.

O penacho (também designado pluma) da barretina era usado lateralmente, tendo na base o laço nacional, entrelaçado de cor azul e vermelha e os cordões, com borlas, eram feitos em lã, também, com as mesmas cores azul e vermelha.

No Inverno, as calças (também designadas pantalonas) eram de cor azul, feitas em tecido igual ao da casaca (lã). No Verão podiam ser usadas calças em linho branco cor de palha (cor marfim).

A partir dos anos de 1809 e 1810, com a chegada dos aliados ingleses e tendo e conta as contingências existentes ao nível da logística e abastecimentos, as barretinas foram gradualmente sendo substituídas pelo modelo inglês "stovepipe", mantendo a mesma tipologia a nível dos metais, mas deixando de existir, na barretina, os cordões e as borlas. Por seu lado, o penacho passou a ser usado na parte superior frontal da barretina, assim como o laço nacional.


Faria e Silva e Pedro Casimiro




quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

O Soldado de Cavalaria Português do início do sec. XIX: descodificação do fardamento.


Caríssimos(as),

Tendo o nosso amigo e Presidente da ANP, Eng. Faria e Silva, escutado o apelo de colaboração que foi enviado, vamos ter a possibilidade de colocar aqui mais um post que contém algumas informações interessantes de natureza histórico-militar, desta vez relacionadas com a arma de cavalaria, para complementar as anteriores publicações relativas à Infantaria e aos Caçadores.

Tal como sucedeu com a Infantaria, na sequência da reorganização do Exército Português realizada no ano de 1806 (Decreto de 19 de Maio de 1806), os regimentos de cavalaria estavam distribuídos por Divisões Militares (Norte, Centro e Sul), sendo perfazendo um total de 12 regimentos.


Na imagem supra podemos ver o nosso camarada Jóni Pires, com o seu fardamento do Regimento de Cavalaria nº 11, unidade esta que esteve também aquartelada na fortaleza de Almeida, no decurso da Guerra Peninsular, sendo por esse motivo este regimento também recriado pelo Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida.

Este foi um dos regimentos que sofreu as vicissitudes decorrentes da Primeira Invasão Francesa (1807), tendo sido licenciado em dezembro de 1807 e apenas restabelecido como unidade operacional no mês de outubro de 1808.

As fardas dos Regimentos de Cavalaria eram igualmente confecionadas com tecido de lã azul-escuro (azul prussiano ou azul ferrete). As casacas eram debruadas da mesma cor dos forros, consoante a Divisão a que pertenciam os regimentos, nos termos explanados no quadro supra. No caso do nosso Regimento de Cavalaria nº 12, as golas e os punhos são de cor azul celeste e o debrum é de cor vermelha, que é também a cor do forro da casaca.

As casacas abotoavam à frente, com uma fileira de 8 botões amarelos, os quais tinham, em baixo relevo, o número do regimento.

Os cascos (capacetes) dos cavaleiros (ilustrados na imagem supra) eram inicialmente do modelo 1806, tendo o número do regimento aberto numa chapa oval, feita em latão, colocada logo acima da pala.

O penacho ou pluma do casco era de cor vermelha, sendo usado lateralmente, tendo na base o laço nacional de cor azul ferrete e de cor vermelha. Os cordões possuíam borlas e eram feitos de lã, com duas cores entrelaçadas, sendo a cor base o azul ferrete e a cor variável a correspondente à Divisão territorial a que o regimento pertencia [ou seja, vermelho (Divisão sul), branco (Divisão centro), ou amarelo (Divisão norte)].

Os cavaleiros usavam botifarras de montar e calções, que apertavam logo abaixo do joelho e que, no inverno, eram de tecido igual ao da casaca (lã, de cor azul ferrete) e no verão podiam usar calções em linho branco de palha (cor marfim).

A partir dos anos de 1810 e 1810, com a chegada dos aliados ingleses e com a integração das tropas portuguesas no Exército Luso-Britânico, razões logísticas e de abastecimento ditaram que vários regimentos de cavalaria portugueses passassem a utilizar uma barretina do tipo "bell top shako", semelhante à usada por alguma cavalaria inglesa, mantendo no entanto a mesma tipologia ao nível dos metais. Neste caso, o penacho e o laço nacional passavam a ser colocados na parte superior frontal da barretina.


Faria e Silva e Pedro Casimiro




terça-feira, 20 de novembro de 2018

"Los Sitios de Astorga - 3 Naciones" (dias 13 e 14 de outubro de 2018) - Reportagem fotográfica (2)

 

Caríssimos(as),

Para que não fique a impressão de que ao evento de Astorga só estiveram associadas danças e bailes, venho deixar-vos algumas imagens dos combates histórico-militares que nele foram realizados.

E que combates!


A artilharia portuguesa em ação.

Gostaria de poder afirmar que os combates começaram com a habitual preparação de artilharia, mas a verdade é que, devido a um erro do ordenança encarregue da transmissão de ordens superiores, a artilharia ficou colocada numa parte remota do campo de batalha, tendo "guardado" os seus cartuchos para os combates urbanos.



E depois, como é óbvio, quem "sofreu" foram os vidros das habitações da típica localidade Castrillo de los Polvozares, em cujas ruas decorreram duríssimos combates urbanos!

Aliás, é nesta localidade que é possível provar uma fantástica especialidade gastronómica local, chamada Cocido Maragato, do qual, infelizmente, só tivemos oportunidade de provar a "fama", pois o proveito ficou para outros...



Por seu lado, os valentes infantes do GRHMA não deixaram os seus créditos por mãos alheias!

Juntamente com os nossos camaradas da AMBV, foi formada uma Brigada de Infantaria que impôs o devido respeito no campo de batalha, sendo conspícua pela sua operacionalidade e mobilidade, durante as cerca de 3 (três) horas de duração da batalha de sábado à tarde.


E, como não podia deixar de ser, o nosso destacamento de caçadores também fez justiça à reputação de agressividade dos nossos antepassados desta arma, inspirando respeito e temor nos franceses!

Na imagem supra podemos ver o nosso camarada Rui Silva, que para além de ser um soldado histórico-militar de elite, é um membro assíduo e dedicado do GRHMA, estando sempre disponível para trabalhar com zelo e dedicação em prol do Grupo.

Ainda bem que podemos contar contigo Rui!


E franceses havia, e muitos!



Nas imagens supra podemos ver os nossos camaradas marinheiros da Garde Chauvin (Ouvriers Militaires de la Marine, Bataillon de Rochefort), que eram, sem margem para dúvidas, uma das unidades mais experientes e com maior qualidade operacional presentes neste evento (do lado francês...), liderada pelo nosso caríssimo amigo Daniel Dieu.
 

Uma vez terminados os combates, tivemos o prazer de trocar saudações com estes nossos camaradas franceses, com os quais temos um compromisso formal de amizade e de auxílio recíprocos, que perdura já há vários anos.


Como é evidente, estiveram presentes neste evento variadíssimas e excelentes unidades histórico-militares espanholas, tais como o Regimento de Voluntários de Aragon, à frente da qual podemos aqui observar o nosso querido amigo Miguel Bonmati, que é um companheiro de muitos anos dos campos de batalha histórico-culturais.


E aqui está uma das visões que faz tudo valer a pena: observar Bandeiras Portuguesas a drapejar ao vento, em pleno campo de batalha histórico-cultural.


Para combater e sobreviver aos rigores dos campos de batalha, os soldados precisam de toda a inspiração que puderem!

Um dos fatores que muito "inspirou" vários soldados presentes neste evento foi esta simpática princesa polaca, que se dedicou a espalhar beleza por Astorga...

Autoria das imagens: Carlos Marques, Valishka, Histoarts, Jordi Bru.


Pedro Casimiro



quarta-feira, 14 de novembro de 2018

IV Encontro Regional de Técnicos de Turismo (10-11-2018) em Condeixa-a-Nova, Museu Monográfico de Conímbriga.


Caríssimos(as),

Conforme estava previsto, no passado sábado realizou-se o 4º Encontro Regional de Técnicos de Turismo, na acolhedora e cheia de História vila de Condeixa-a-Nova.

Tratou-se de um evento muito interessante, onde foi tratado um conjunto de temas relevantes ao nível da temática da promoção e ativação do património cultural para fins turísticos, tendo designadamente em conta o facto de que em 2018 se celebra o Ano Europeu do Património Cultural.

A minha intervenção e participação esteve integrada no V Painel, associado à temática "Património Histórico-Militar e Turismo", que contou com a presença de vários e ilustres oradores, entre os quais se incluiu o nosso já conhecido e amigo Sr. Coronel Luís Sodré de Albuquerque, Exmo Diretor do Museu Militar de Lisboa.

Como vem sendo habitual, a minha intervenção consistiu numa dissertação sobre a temática das recriações históricas e da respetiva relevância ao nível da promoção do chamado Turismo Histórico-Militar, com especial ênfase no exemplo e projeto de promoção histórico-cultural que vem sendo desenvolvido pelo Município de Almeida com a colaboração do GRHMA, já há mais de uma década, no concelho de Almeida.

Também como vem sendo habitual, a minha intervenção despertou um interesse considerável, designadamente da parte de diversos responsáveis municipais em cujos concelhos existe um património histórico-cultural associado à chamada Guerra Peninsular, e em especial do próprio Município de Condeixa-a-Nova, onde já se encontra em fase avançada um projeto de criação de um grupo de reconstituição histórica.

E tem sido assim, passo a passo, que vem sendo possível coordenar e desenvolver um projeto de promoção e de divulgação histórico-cultural, com real e efetivo impacto económico e social, em benefício de várias localidades do nosso país!


Pedro Casimiro



terça-feira, 30 de outubro de 2018

Evento: La Sorpresa de Arroyomolinos (dias 27 e 28-10-2018) - Reportagem fotográfica

Caríssimos(as),

Pelo terceiro final de semana consecutivo, registou-se uma participação dos(as) generosos(as) elementos do GRHMA em mais um evento histórico-cultural, que se traduziu em mais uma oportunidade para promover e divulgar quer o concelho de Almeida, quer a História de Portugal!


Em resposta ao amável convite endereçado pelos(as) nossos(as) amigos(as) recriadores históricos da simpática localidade espanhola de Arroyomolinos, marcamos presença no respetivo evento anual, evocativo do chamado Combate de Arroyo de Molinos, ocorrido no dia 28 de outubro de 1811.


A habitual cerimónia evocativa que marcou o início do evento contou com a presença de autoridades civis e militares, para além dos vários grupos de reconstituição histórica presentes neste evento.

 

Esta cerimónia ficou marcada, além do mais, pelo descerrar de uma placa evocativa do famoso Regimento de Infantaria Inglesa 71st (Highland) Regiment of Foot, que teve um proeminente papel neste combate.

Num gesto relevante e digno de nota, as autoridades e a população de Arroyomolinos entenderam por bem deixar este marco para a posterioridade, mais de 200 anos depois da passagem dos homens que integravam esta unidade militar por terras tão distantes da sua pátria e onde muitos deles perderam a sua vida.

Mais uma vez fica confirmado o famoso adágio de Benjamin Disraeli, no sentido de que o legado dos heróis é a memória de um nome ilustre e a herança de um grande exemplo.

 

Como vem sendo habitual, para além do GRHMA esteve presente neste evento um forte contingente português, com elementos da Associação para a Memória da Batalha do Vimeiro, do Batalhão de Artilharia do Sobral e da Guerrilha de Montagraço, sinal claro da ligação e da amizade que existe entre os recriadores históricos portugueses e os nossos(as) companheiros(as) de Arroyomolinos.

Autoria das imagens: Armando Rui, Acr Treze de Setembro.


Pedro Casimiro