terça-feira, 19 de junho de 2018

IV Recriação Histórica Internacional da Batalha de Vitória (15 a 17-6-2018) - Reportagem fotográfica


Caríssimos(as),

Uma vez mais, podemos dizer que o GRHMA cumpriu a sua missão!

No passado final de semana um destacamento de bravos soldados históricos-militares e de elegantes elementos civis do GRHMA, esteve presente na deslumbrante cidade de Vitória, em Espanha, a fim de participar na 4ª edição deste evento evocativo da importante Batalha de Vitória, que teve lugar no dia 21 de junho de 1813 e que marcou o princípio do fim da ocupação da Península Ibérica, por parte do Exército Imperial Francês.


E aqui está o destacamento histórico militar do GRHMA, que se deslocou a Vitória!



Como é habito, o evento teve o seu início com um desfile histórico-militar pelas ruas da cidade, que culminou com uma cerimónia evocativa realizada na plaza de la Virgen Blanca, junto ao monumento evocativo da Batalha de Vitória, idealizado por Gonzalo Borraz e inaugurado em 1917, no decurso das cerimónias comemorativas do centenário deste importante evento histórico.



Outra cerimónia evocativa importante teve por finalidade evocar a memória do ilustre general Miguel Ricardo de Álava y Esquível, que desempenhou um papel de relevo no decurso de toda a Guerra Peninsular tendo, em especial, evitado o saque da cidade de Vitória, após o final da batalha, contribuindo assim para a salvaguarda da vida e dos bens de muitos dos seus habitantes, facto que garantiu a favor deste ilustre militar a gratidão das gerações futuras de todos os vitorianos.



Após o final das cerimónias iniciais, foi tempo de os soldados portugueses se prepararem para os duros combates que se avizinhavam, preparação essa que foi feita através dos necessários exercícios com armas e através da necessária motivação psicológica, neste caso proporcionada pelo experiente comandante do GRHMA.



E, de facto, quando chegou a altura dos combates, os soldados histórico-militares do GRHMA mostraram uma vez mais o seu valor, a sua competência técnica e a sua capacidade operacional, designadamente através de evoluções táticas que mereceram diversos elogios e que foram do agrado do numeroso público presente.


E o entusiasmo foi de tal ordem que até os nossos soldados porta-bandeiras conseguiram capturar, sozinhos, uma peça de artilharia francesa!
 

Findos os combates, foi tempo de o destacamento português iniciar a sua marcha de regresso até Portugal, com a certeza e a segurança de terem cumprido a sua missão de contribuir, de uma forma digna, para evocar a memória dos soldados portugueses, nossos antepassados, que há cerca de duzentos anos combateram nesta memorável batalha, e onde muitos deles perderam a vida ao serviço da sua Pátria.
 
Alma até Almeida!

Viva Portugal!

Autoria das imagens: Armando Rui, Valischka.



Pedro Casimiro



segunda-feira, 18 de junho de 2018

Escola do Soldado, Edição 2018 (Almeida e Freineda), na TVI24


Caríssimos(as),

Para provar, uma vez mais, que as recriações históricas alusivas à Guerra Peninsular estão na moda e que constituem um fator relevante ao nível da promoção e da divulgação do património histórico-cultural e das regiões de Portugal, aqui fica um LINK (minuto 11:53) para mais um programa televisivo (programa GTI, que passou na TVI 24, no passado dia 16 de junho), onde foram retratados alguns episódios vivenciados na edição de 2018 da nossa fantástica Escola do Soldado, que todos os anos se realiza na formosa vila de Almeida e na acolhedora aldeia de Freineda.

E também uma vez mais, as câmaras da televisão foram irresistivelmente atraídas pelos elementos mais fotogénicos presentes neste evento.

É o destino...

Pedro Casimiro




quinta-feira, 14 de junho de 2018

Evento: "O Uso do Sílex: Da Pré-História à Arma de Pederneira" - Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro, dia 16-6-2018


Caríssimos(as),

Aqui temos mais um interessante evento histórico-cultural promovido pelo CIBV, que sem dúvida irá permitir angariar sólidos conhecimentos a propósito da evolução histórica e da utilização de um dos instrumentos indispensáveis usados pelo soldado do início do século XIX: a pedra de sílex.

É  mais um evento a não perder!

Pedro Casimiro




domingo, 10 de junho de 2018

Exposição Temporária no Museu Histórico-Militar de Almeida: "O Tenente-Rei Francisco Bernardo da Costa e Almeida e a sua injusta condenação" - 18 de maio a 31 de agosto de 2018


Caríssimos(as),

O fantástico EVENTO histórico-cultural realizado na formosa vila de Almeida nos passados dias 17 e 18 de maio, teve várias repercussões, uma das quais está relacionada com a criação de uma excelente exposição temática temporária, que está disponível no inigualável Museu Histórico-militar de Almeida, a propósito do Tenente-rei Francisco Bernardo da Costa e Almeida, que foi um personagem que desempenhou um papel importante do nosso já conhecido Cerco de Almeida.

Trata-se, por isso, de uma exposição de visita obrigatória e de uma oportunidade imperdível, para aprofundarmos os conhecimentos acerca deste importante personagem histórico!


Pedro Casimiro



sexta-feira, 8 de junho de 2018

III Invasões Francesas em Condeixa: dias 25 a 27 de maio de 2018, em Condeixa-a-Nova - Reportagem televisiva


Caríssimos(as),

Para os mais distraídos, aqui fica o LINK relativo à reportagem feita pela RTP, relativa ao evento cultural recentemente realizado em Condeixa-a-Nova, que pode ser visualizada a partir do minuto 15:09.

Claro que só os elementos mais fotogénicos é que são entrevistados nestas ocasiões...


Pedro Casimiro



sábado, 2 de junho de 2018

III Invasões Francesas em Condeixa: dias 25 a 27 de maio de 2018, em Condeixa-a-Nova - Reportagem fotográfica


Caríssimos(as),

No passado fim de semana as associações que integram a Associação Napoleónica Portuguesa cumpriram uma vez mais, com brilho e distinção, a sua missão de promoção e de divulgação do património histórico-cultural de Portugal!

Desta vez esta missão foi desenvolvida e executada na simpática e cheia de História localidade de Condeixa-a-Nova, onde o respetivo Município não poupou esforços para receber da melhor maneira possível os elementos do Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida (GRHMA), da Associação para a Memória da Batalha do Vimeiro (AMBV), do Batalhão de Artilharia do Sobral (BAS), da Guerrilha de Montagraço e do 28.º North Gloucestershire (Arroyomolinos), que fizeram deslocar a Condeixa mais de 8 dezenas de elementos civis e histórico-militares.



O evento começou da melhor maneira possível, com um sarau musical e danças de época, nos Paços do Concelho, onde uma vez mais os soldados e as elegantíssimas damas do GRHMA demonstraram  o motivo pelo qual são considerados os maiores especialistas nacionais em danças oitocentistas!



No sábado de manhã (dia 26-5) realizou-se a cerimónia de abertura do evento e de receção aos recriadores históricos, com a presença do Executivo da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova e que incluiu o momento do içar da Bandeira Nacional e de toque do Hino Nacional.


Este ato inicial encerrou com o habitual tiro de salva, de mostrou aos habitantes de Condeixa que algo de especial e de diferente ia ocorrer nesses dias...




Durante a tarde de sábado os elementos das várias associações culturais presentes neste evento mantiveram um alegre convívio no centro histórico da vila, no decurso do qual se multiplicaram as oportunidades para uma interessante interação com os habitantes, onde o tema principal das conversas foi, como não podia deixar de ser, as Invasões Francesas e Condeixa.



E, de facto, à noite os franceses apareceram em Condeixa!

A noite nesta simpática vila fez-se dia, através dos disparos dos mosquetes e das peças de artilharia, que eliminaram qualquer veleidade de uma noite de repouso sossegada, embora a elevada quantidade de público assistente nas ruas, durante o evento, deixava antever que a falta de sono era voluntária.

É necessário esclarecer que não existiram combates urbano na vila de Condeixa, no decurso da terceira invasão francesa (1810-1811), tendo sido feita apenas uma demonstração dos procedimentos típicos e táticas habitualmente utilizadas nesta época histórica, em tais circunstâncias.



Como não podia deixar de ser, a artilharia também marcou presença nas ruas de Condeixa!

O troar das peças de artilharia também contribuiu, e muito, para dar um enquadramento muito especial aos combates noturnos (os poucos vidros que se partiram deveu-se às condições atmosféricas adversas...).


No dia de domingo teve lugar o acontacimento que constituiu a principal motivação para a realização deste evento, que se traduziu na recriação histórica do chamado Combate de Casal Novo, que teve lugar no dia 14 de março de 1811, precisamente nas imediações da aldeia de Casal Novo.


Conforme relata Charles Oman (A History of the Peninsular War, volume IV, página 151), a madrugada daquele dia 14 de março foi marcada por um denso nevoeiro e limitada visibilidade.

Apesar desse facto, a vanguarda do exército luso-inglês (composta pela Divisão Ligeira, a Divisão do General Pack e a Brigada de Cavalaria de Arentschildt) marchou impetuosamente contra os franceses, que na altura ocupavam as imediações da aldeia de Casal Novo, com uma Divisão sob o comando do General Marchand.

A Divisão Ligeira, que tomou a dianteira, viu-se quase de imediato em inferioridade numérica, confrontada com uma bateria de artilharia e com 11 batalhões de infantaria franceses e sofreu pesadas baixas em consequência.



Foi precisamente este o episódio histórico que foi evocado em Casal Novo no passado dia 27 de maio, e que teve lugar no exato e preciso local onde há cerca de 200 anos através se realizou este combate!




Como é da praxe, o final do evento ficou marcado por uma formatura geral e por uma saudação ao público presente, que se deslocou em número considerável à aldeia de Casal Novo para assistir ao mesmo!

O presente evento traduziu-se num perfeito sucesso, não só pelo programa histórico-cultural que foi desenvolvido, como também pela considerável adesão do público ao mesmo, tendo sido alcançados todos os objetivos pretendidos pela organização, associados à respetiva realização.

É devido um agradecimento e um reconhecimento especial ao Município de Condeixa e, em especial, ao Dr. Rui Miranda, por todos os esforços desenvolvidos e pelo acolhimento dispensado aos recriadores históricos presentes neste evento.

Idêntico reconhecimento é devido a todos os nossos camaradas e amigos de todas as associações culturais presentes neste evento, supra mencionadas, que deram uma vez mais mostras de generosidade e de disponibilidade, no sentido do cumprimento desta missão de promoção e divulgação da História de Portugal em todo o território nacional, numa perspetiva estritamente voluntária.

BEM HAJA A TODOS(AS)!


Autoria das imagens: Armando Rui e Carlos Marques.


Pedro Casimiro





sexta-feira, 25 de maio de 2018

"1810 e os Mistérios da Queda de Almeida" (Aldeias Históricas de Portugal em Festa): Reportagem fotográfica

(Reconstituição possível dos traços fisionómicos do Coronel Francisco Bernardo da Costa e Almeida, realizada por um artista plástico seu descendente)

Caríssimos(as),

Almeida demonstrou uma vez mais que está na Vanguarda!


No passado final de semana realizou-se em Almeida um conjunto de momentos histórico-culturais fantásticos, que constituem mais um sinal indelével da evolução qualitativa registada nesta matéria, no concelho e vila de Almeida

O mote para este evento esteve associado à evocação da memória do Coronel Francisco Bernardo da Costa e Almeida, que exercia o cargo de Tenente-rei da vila de Almeida em 1810, por alturas do Cerco realizado pelo Exército Imperial Francês, sob o comando de André Massena, e que presidiu à capitulação da fortaleza, na sequência da desastrosa explosão do paiol ocorrida no decurso desse Cerco.

A condenação e posterior execução do Coronel Francisco Bernardo da Costa e Almeida, na sequência da capitulação da fortaleza de Almeida, traduziu-se num processo muito pouco transparente e com foros de premeditação, no sentido da angariação de um "bode expiatório", associado ao trágico episódio da tremenda explosão que abalou Almeida, no dia 26 de agosto de 1810.


Nesta medida, é de louvar o investimento e o esforço desenvolvido pelo Município de Almeida, associado à organização deste evento, para o qual foram convidados todos os descendentes conhecidos do Coronel Francisco Bernardo da Costa e Almeida e a quem foram entregues, numa cerimónia formal, penhores representativos do reconhecimento e do respeito que é devido a um homem que serviu com zelo e dedicação a sua Pátria.

 

O epicentro deste evento esteve no fantástico Museu Histórico-militar de Almeida, que constitui um exemplo verdadeiramente único, a nível nacional, de promoção da História Viva e da interação entre o património cultural e a sociedade, em especial com referência ao início do séc. XIX e ao período das Invasões Francesas.

 


Decorreram nas instalações deste Museu múltiplas e interessantes iniciativas, durante todo o final de semana, que se traduziram em oportunidades singulares de promoção e de divulgação cultural para o numeroso público presente neste evento.

 

Os elementos do Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida (GRHMA), por seu lado, mostraram uma vez mais a sua versatilidade e a sua disponibilidade para colaborarem com o Município de Almeida, marcando não só uma presença maciça neste evento, como também dando um contributo relevante para o respetivo sucesso!

 

Existiram também múltiplas oportunidades para a criação de quadros típicos de época, como aqueles que traduziram no convívio social entre elementos civis e histórico-militares!

 

Este evento contou com a presença de um público numeroso, bem como de famílias ávidas pela aquisição de conhecimentos histórico-culturais, para transmissão às gerações mais jovens!


 
Momentos de teatralização de rua também não faltaram neste evento, em especial no período noturno, com o percurso de diversas artérias do centro histórico da vila de Almeida.

 

Bem como momentos lúdicos muito interessantes, associados à realização de representação de episódios históricos, mediante a utilização da arte intemporal do teatro de fantoches.

 

E, como não podia deixar de ser, os exímios(as) bailarinos(as) do GRHMA tiveram ainda oportunidade de ensinar alguns graciosos passos de dança típicos do início do séc. XIX, aos elementos do público presente!


Muito mais haveria que dizer e muito mais imagens haveria para aqui colocar, referentes a um evento que de facto maravilhou todos(as) quantos(as) tiveram o privilégio de a ele assistir!

É devido por isso o devido reconhecimento a toda a equipa do Município de Almeida e a todos os elementos do GRHMA, que participaram e estiveram associados à realização deste excelente momento cultural, que revela que Almeida tem muito para oferecer a este nível, para além dos já conhecidos eventos de cariz estritamente histórico-militar.

Será ainda justo e devido destacar a contribuição para o sucesso deste evento, que teve a nossa amiga Paula Sousa (imagem supra, ao lado de um dos descendentes do Coronel Francisco Bernardo da Costa e Almeida), pela sua dedicação e trabalho incansável a favor da "causa".


ALMA ATÉ ALMEIDA!


Autoria das imagens: Armando Rui e Teatro do CalaFrio.



Pedro Casimiro