sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Cerimónia Evocativa do 208.º Aniversário da Batalha do Buçaco (dia 27 de setembro de 2018)


Caríssimos(as),

No próximo dia 27 de setembro de 2018 (quinta-feira), vai realizar-se mais uma cerimónia evocativa da memorável Batalha do Buçaco, ocorrida no dia 27 de setembro de 1810, que constituiu um marco importante e um ponto de viragem na chamada Guerra Peninsular, refletindo um sinal do ressurgimento do Exército e do Povo Português, no sentido da afirmação da sua autonomia e da sua independência.

A Associação Napoleónica Portuguesa (ANP) recebeu um amável convite proveniente do Exército Português no sentido de colaborar na realização desta cerimónia, conforme já vem sucedendo há vários anos.

Este ano e graças à colaboração das associações culturais que integram a ANP que se mostraram disponíveis (Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida, Associação para a Memória da Batalha do Vimeiro e Batalhão de Artilharia do Sobral), está prevista a presença neste evento da maior delegação de recriadores históricos que alguma vez participou no mesmo!

Este é um sinal claro de vitalidade no seio da ANP, que reflete a generosidade e a dedicação dos nossos fantásticos recriadores histórico-militares que, em dia útil semanal e sem receberem qualquer contrapartida,  se mostraram disponíveis para percorrer centenas de quilómetros a partir das mais diversas regiões do nosso país e convergirem para o Terreiro do Monumento da Batalha do Buçaco, a fim de participarem neste evento.

É também importante deixar aqui uma nota e um agradecimento muito especial ao Município de Almeida, ao Município da Lourinhã e ao Município de Sobral de Monte Agraço, pelo permanente apoio e pela colaboração dispensados às referidas associações culturais, designadamente ao nível dos transportes, sem os quais não seria possível uma colaboração na realização deste evento, com esta dimensão.

BEM HAJAM CAMARADAS!

VIVA PORTUGAL!


Pedro Casimiro



sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Romances da Menda - Castelo Mendo, dias 14 e 15 de setembro de 2018



Caríssimos(as),

Aqui fica uma nota relativa a mais um interessante evento cultural que se vai realizar em Castelo Mendo, Almeida, nos próximos dia 14 e 15 de setembro, com a garantia e selo de qualidade decorrente do facto de ter na sua organização a habitual e competente equipa do Município e do Museu Histórico-militar de Almeida.

Pedro Casimiro



terça-feira, 4 de setembro de 2018

XIV Recriação Histórica do Cerco de Almeida - Reportagem fotográfica (4) - O Encómio!


Caríssimos(as),

Existem, provavelmente, muitas pessoas que gostariam de saber o que é que o Cerco de Almeida e o Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida (GRHMA) têm de tão especial.

Ora bem, num genuíno exercício de modéstia e de moderação, vamos deixar aqui alguns indícios que irão permitir que todos tirem as suas próprias conclusões a este respeito!


Desde logo,o GRHMA é a maior grupo de reconstituição história sediado em território nacional, possuíndo nas suas fileiras soldados histórico-militares com mais de dez anos de experiência ao nível da participação, organização e coordenação de eventos histórico-militares, realizados em Portugal e por toda a Europa.


Os nossos destacamentos de infantaria (Regimento de Infantaria nº 23, Batalhão de Caçadores nº 6 e Leal Legião Lusitana) têm créditos firmados ao nível da segurança e da operacionalidade, sendo imediatamente reconhecidos em qualquer campo de batalha histórico-cultural europeu.



O nosso destacamento de artilharia (Regimento de Artilharia nº 4) é não só detentor de um parque de peças de artilharia de época único, como também possui um conjunto de elementos com refinados conhecimentos técnicos e com uma qualidade dificil de igualar, em termos operacionais.


Na mais recente edição do Cerco de Almeida verificou-se a estreia operacional do nosso destacamento de cavalaria (Regimento de Cavalaria nº 11), convertendo o GRHMA em um dos reduzidíssimos (senão mesmo o único...) grupos de reconstituição histórica europeus que possui as três componentes operacionais típicas dos campos de batalha das chamadas Guerras Napoleónicas (infantaria, artilharia e cavalaria).


Todavia, nem só de combates vive um grupo de reconstituição histórica!

E para ter uma prova concreta desse facto, basta observar as damas do Departamento Civil do GRHMA, cuja elegância e o rigor ao nível do traje as converte em verdadeiras fadas culturais!



A componente didática e pedagógica possui também um peso muito relevante na atividade do GRHMA. Sempre que é possível e graças à dedicação de vários dos nossos elementos (como é o caso no nosso cabo de infantaria António Coelho, no que diz respeito à divulgação do equipamento do soldado de infantaria do início do séc. XIX), criamos condições para a divulgação de conhecimentos histórico-militares e culturais, permitindo ao público uma compreensão mais profunda dos "quando, como e porquê", associados às reconstituições históricas.


E aqui está mais um equipamento único, em termos histórico-militares: uma farmacopeia (construída de raiz pelo nosso sargento de artilharia Joaquim Guedes), que reproduz, com todo o rigor histórico, os instrumentos cirúrgicos e os remédios utilizados no início do séc. XIX, para debelar os ferimentos suportados pelos soldados no campo de batalha.


A investigação e divulgação da história do traje de época também possui um espaço muito importante no GRHMA, graças ao trabalho e à dedicação de elementos como a nossa amiga Beatriz Fonte.



A investigação e a divulgação das tradições histórico-militares em uso no Exército Português do início do séc. XIX, como a que diz respeito ao Santo António Militar, desperta o interesse dos nossos elementos, que dedicam muitas horas do seu tempo e uma razoável quantidade do seu dinheiro, para as tornar acessíveis ao público em geral.

Também neste caso, está em causa um trabalho essencialmente da autoria do nosso sargento de artilharia Joaquim Guedes e da D. Eugénia Guedes.



Aliás, a homenagem ao Santo António Militar serviu de mote a uma singela e emotiva cerimónia evocativa, no decurso da qual o nosso amigo Lopo de Castilho teve oportunidade de exercitar os seus consideráveis dotes para declamar poesia.

Também nestas, como em muitas outras vertentes, a materialização deste trabalho e dedicação dos elementos do GRHMA só é possível graças à permanente disponibilidade e colaboração do Município de Almeida e do respetivo Executivo Camarário, que respondem invariavelmente de uma forma positiva e interessada a todas as iniciativas de natureza cultural que são propostas, numa perspetiva e num esforço permanente de promoção e de divulgação histórico-cultural quer do património nacional, quer do património do concelho de Almeida.

Assim sendo e em face do exposto, estamos crentes que não restam dúvidas que se pode afirmar que o Cerco de Almeida e o GRHMA, se não são os melhores, estão ao nível dos melhores, no que diz respeito à organização e à participação em eventos de reconstituição histórica alusivos às Invasões Francesas!

ALMA ATÉ ALMEIDA!


Autoria das imagens: Armando Rui e Carlos Marques.


Pedro Casimiro




domingo, 2 de setembro de 2018

XIV Recriação Histórica do Cerco de Almeida - Reportagem fotográfica (3) - A Rota do Canhão!

Caríssimos(as),

Como todos sabem, uma das palavras de ordem do Cerco de Almeida é "inovar".

Ora, se há uma coisa que os soldados do GRHMA sabem fazer na perfeição é precisamente arranjar novidades e/ou inventar coisas para fazer no Cerco de Almeida, sem nunca descurarem, como é evidente, as diversas tarefas ou funções que têm a seu cargo (na maior parte das vezes...).



No período da tarde de domingo (dia 25), quando todos os recriadores históricos visitantes já tinham feito malas e bagagens e iniciado as viagens de regresso a suas casas, os  soldados do GRHMA resolveram pôr as mãos à obra e inventar a chamada 

"A Rota do Canhão"

Ora bem, como todos sabem, hoje em dia as "Rotas" estão na moda.

Temos, por exemplo a Rota Histórica das Linhas de Torres ou mesmo a Grande Rota das Aldeias Históricas que são apenas dois exemplos, entre muitos possíveis.

Ora, enquanto que a maioria dos visitantes dessas Rotas procura descobrir pormenores ou especificidades da fauna, da flora, do património ou da gastronomia a elas associadas, os participantes na "Rota do Canhão" andaram à descoberta e à procura de algo eminentemente mais prático: de um líquido comummente apelidado de "cerveja à borla".

Notem que este não foi um trabalho fácil, porquanto exigiu a utilização de um instrumento de manuseamento muito delicado, sujeito a licenciamento administrativo prévio: uma peça de artilharia.

A técnica utilizada, segundo consta (eu estou a falar de ouvir dizer...), consistiu em colocar uma peça de artilharia especialmente transformada para o efeito, à porta de diversos bares e cafés de Almeida, de modo a "detonar" a saída de uma quantidade suficiente (e gratuita...) de cerveja para todos os soldados participantes.

Ora bem, parece que a técnica utilizada foi um verdadeiro sucesso!


 Foi o que sucedeu no Bar S. Francisco, onde a cerveja jorrou a rodos!
 

 O mesmo sucede na Casa d'Amelinha, onde houve cerveja para todos os gostos!
 

O recém inaugurado restaurante Caserna não foi exceção, tendo oferecido cerveja fresquinha e a estalar!


O Revelim também não conseguiu resistir à técnica dos nossos soldados, tendo dispensado diversos barris de cerveja gratuitamente aos nossos soldados!

 

Os proprietários deste ilustre estabelecimento também não conseguiram resistir ao ímpeto dos nossos soldados por cerveja e até trouxeram esta jovem para se espantar com a técnica utilizada!


Os donos do restaurante 1810 bem que tentaram apelar à História, mas foram vencidos pela sede de cerveja dos nossos militares!


O mesmo sucedeu com os simpáticos proprietários do café Quebra Costas, que nem a sugestão de uma eventual "quebra"conseguiu demover os nossos soldados de experimentar a cerveja ali existente!


Aqui podemos ver este jovem casal a tentar argumentar com o nosso soldado Rui Silva, no sentido de que a cerveja existente no seu estabelecimento já estaria toda esgotada...mas de nada serviu, pois o Rui, com o seu "faro" especial, lá conseguiu descobrir cerca de 10 barris de cerveja esquecidos na cave do estabelecimento...que logo ficaram vazios!


E aqui estão alguns dos elementos que participaram na novíssima Rota do Canhão.

Depois de uma tarde sem dúvidas extenuante, a percorrer as ruas da vila de Almeida com um canhão atrelado, certamente que estes nossos(as) amigos(as) estavam cansados...cansados mas com um sentimento de orgulho por causa de uma MISSÃO CUMPRIDA, pois mostraram que era possível  encontrar cerveja de qualidade e em abundância, sendo este um sinal claro de que conseguiram dominar e aplicar com mestria a técnica inventada para "descobrir" (gratuitamente...) tão precioso líquido.

Está, por isso, criada e instalada a (futuramente famosa...) ROTA DO CANHÃO!


Autoria das imagens: Armando Rui.


Pedro Casimiro





sexta-feira, 31 de agosto de 2018

XIV Recriação Histórica do Cerco de Almeida (Dias 24, 25 e 26 de agosto de 2018) - Reportagem fotográfica (2)


Caríssimos(as),

As cerimónias evocativas são sempre uma vertente importante de qualquer edição do Cerco de Almeida e este ano não foi exceção!



Nestas cerimónias é sempre indispensável hastear da Bandeira Nacional e entoar do Hino Nacional de Portugal, que são os dois primários e principais símbolos da História, das Tradições e das Virtudes do nosso povo e que despertam sempre muita emoção em todos os presentes.




Aliás, o mesmo sucede com as Bandeiras e com os Hinos Nacionais de todos os recriadores históricos presentes neste evento, a quem são dispensados e exteriorizados todos os devidos sinais de respeito e de consideração, pela História, pelas Tradições e pelas Virtudes dos respetivos povos.

Unidos na diversidade: este é, na verdade, um dos lemas das Recriações Históricas!

Conforme referiu o nosso amigo Daniel Dieu, sem dúvida que os nossos antepassados devem estar satisfeitos pelo facto de que a animosidade que marcou as relações entre os nossos países há cerca de duzentos anos atrás, se ter transformado em um relacionamento harmonioso, como aquele que existe entre os países que integram a União Europeia, e como aquele que se pôde constatar entre os cidadãos das várias nacionalidades representadas no Cerco de Almeida.


E aqui temos o experiente e excelente destacamento de músicos de época, integrado na Garde Chauvin, que fez o especial favor de reproduzir todos os hinos nacionais dos diversos países, em todas as cerimónias evocativas, como assinalável mestria, trazendo um colorido muito especial ao evento.

Merci Beaucoup Camarades!

 


Outra cerimónia evocativa indispensável no Cerco de Almeida está relacionada com a homenagem aos soldados caídos em combate, no decurso das Guerras Peninsulares, uma vez mais com a participação de elementos de todas as Nações representadas neste evento, bem como de representantes do Executivo Camarário e do Exército Português.



O Sr. Major-General Aníbal Flambó, na qualidade de Diretor da Direção de História e Cultura Militar, dignificou com a sua presença esta cerimónia evocativa.
 

 

Outro momento relevante e emotivo deste evento esteve relacionado com a cerimónia de atribuição das medalhas a associados individuas, integrados na Associação Napoleónica Portuguesa (ANP), que possuíam 10 ou mais anos de participação em eventos e recriações históricas, ao serviço da História e do Património Histórico-cultural de Portugal.

Apesar de esta cerimónia ter partido de uma deliberação da Direção da ANP (ilustrada na imagem supra: Faria e Silva, Paula Sousa e Pedro Casimiro), foi graças ao trabalho do nosso amigo Faria e Silva que foi possível apresentar e distribuir as excelentes medalhas aos elementos civis e histórico-militares que preenchiam as condições para delas serem recipientes, e que tanto foram do agrado destes.

Este momento revestiu uma simbologia relevante, na medida em que serviu para fazer um reconhecimento público do trabalho e da dedicação de um conjunto alargado de cidadãs e de cidadãos que, de uma forma abnegada e voluntária, estiveram e estão disponíveis para dedicarem uma parte substancial do seu tempo e de algum dinheiro, ao serviço da Comunidade, prestado um serviço público de promoção e de divulgação histórico-cultural absolutamente ímpar no nosso país, ao nível deste período histórico (início do séc. XIX).



Uma vez mais, os nossos camaradas e amigos(as) franceses(as) integrados na associação cultural Garde Chauvin (com a qual o GRHMA possui uma geminação) quiseram dar provas de amizade e generosidade para connosco, mediante a oferta de um conjunto de excelentes e deliciosos produtos regionais franceses, numa singela cerimónia que foi realizada no acampamento histórico.

Estes nossos camaradas e amigos(as) estão todos os anos disponíveis para fazerem uma viagem de cerca de 22 (vinte e duas) horas (ida e volta), para partilharem connosco alguns momentos no decurso do Cerco de Almeida, o que é um sinal claro de uma amizade sincera, que é recíproca.

On vous rencontrerá a Astorga mes Amis!


Autoria das imagens: Histoarts e Carlos Marques.


Pedro Casimiro




quarta-feira, 29 de agosto de 2018

XIV Recriação Histórica do Cerco de Almeida (Dias 24, 25 e 26 de agosto de 2018) - Reportagem fotográfica (1)


Caríssimos(as),

Terminou a edição de 2018 do Cerco de Almeida, mas a promoção da História de Portugal vai continuar!

Uma vez mais, o Cerco de Almeida saldou-se num tremendo sucesso, pelo singelo motivo de que consubstancia não apenas um mero espetáculo, mas antes e principalmente uma verdadeira Festa de  celebração da cidadania, em prol da promoção e da preservação quer da História de Portugal, quer das Tradições Histórico-culturais do concelho de Almeida.

Este evento demonstrou, uma vez mais, o empenho institucional do Município de Almeida, dos(as) respetivos(as) funcionários(as) e colaboradores(as), bem como do respetivo Executivo Camarário, na promoção e no desenvolvimento de Almeida

Este evento refletiu também a disponibilidade e a colaboração de centenas de cidadãs e de cidadãos, quer portugueses(as) (em especial os integrados nas associações que fazem parte da Associação Napoleónica Portuguesa: Associação para a Memória da Batalha do Vimeiro, Batalhão de Artilharia do Sobral, e Brigada de Artilharia Naval e Guerra), quer estrangeiros(as), que enquanto recriadores históricos  não só abrilhantaram este evento com a sua presença e permanente colaboração, como também contribuiram para conferir ao mesmo a sua  indispensável vertente operacional, didática e emotiva.

A presença de uma verdadeira multidão de visitantes provenientes, designadamente, de Portugal, Espanha e França, reforçou o cariz internacional do Cerco de Almeida, bem com o apelo irresistível que o mesmo representa para todos(as) aqueles(as) que apreciam eventos histórico-culturais sérios e rigorosos.

Por último, mas não em último, para o sucesso deste evento foi indispensável a generosidade, o trabalho e a dedicação dos elementos civis e histórico-militares do Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida (GRHMA), que durante o ano dedicam muito do seu tempo e da sua disponibilidade na preparação e na promoção deste evento, muitas vezes com prejuízo de responsabilidades familiares e profissionais.

BEM HAJA A TODOS(AS)!

Agora vamos às imagens:



Conforme já vem sendo habitual, a abertura do evento ficou marcada pelo nosso magnífico Baile Oitocentista, onde as elegantes damas e os ágeis soldados do GRHMA, tiveram mais uma oportunidade para demonstrar a sua perícia e os seus volteios nas danças oitocentistas.

Mais uma vez ficou provado que as nossas damas são as mais refinadas dançarinas e que os nossos soldados histórico-militares, para além de valentes, são os mais garbosos bailarinos!

E foi precisamente para constatar, uma vez mais, esta realidade, que um numeroso público não prescindiu de assistir a este harmonioso Baile Oitocentista!



Aqui podemos ver as nossas amigas Mirjam e Paula Sousa, que têm um papel importante e dão sempre um contributo muito relevante para o sucesso desta atividade.



O pormenor da criação de um espaço específico para a presença e assistência ao baile por parte de outros recriadores históricos, também contribuiu para dar um maior e melhor enquadramento histórico-cultural a esta atividade.


 

Outra das novidades que tivemos este ano traduziu-se na presença de uma dotada cantora (Michael Tomáz), que acompanhou o nosso já habitual e admirável grupo de música de época, e que brindou todos os presentes com algumas canções oitocentistas, servidas através de uma magnífica voz e de uma envolvente presença em palco. 

Excelente!



E aqui temos outro fator que distingue o Cerco de Almeida da esmagadora maioria dos eventos temáticos de época, a que se podem assistir em Portugal ou em qualquer outro país europeu: paralelamente à realização do evento decorreu (e decorrerá ainda, até ao dia 28 de setembro de 2018) a exposição intitulada "A Dança no Salão Oitocentista Iconografia. Memórias de uma Coleção", do Mestre Vicente Trindade.

O Mestre Vicente Trindade é um reputado estudioso da História da Dança, designadamente na vertente da investigação das chamadas Danças Históricas ou Pré-Clássicas. Fundou, no ano de 1985, a Academia de Dança Antiga de Lisboa. Foi Director de Cena, Mestre de Dança e Movimento no Teatro Nacional de S. Carlos, professor de Dança Histórica e Dança de Carácter no Centro de Formação de Bailarinos da Companhia Nacional de Bailado e professor das disciplinas de História da Dança e Dança Histórica na Escola Técnica de Profissionais de Bailado.É professor da disciplina de Danças de Carácter-Dança Histórica, na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal (informação retirada daqui).


Esta é, de facto, uma conjugação muito rara, em eventos deste género.

No Cerco de Almeida a vertente lúdica está SEMPRE associada às vertentes didática e pedagógica.

O visitante deste evento fica com a clara noção de que existe um esforço real e sério de promoção do rigor, a nível histórico-cultural, e de que existe uma vontade muito concreta de divulgar e de partilhar conhecimentos. 

E, de facto, esta é uma conjugação muito interessante, conforme têm demonstrado múltiplos estudos de cariz universitário, traduzindo-se num contributo importante para despertar nos(as) cidadãos(ãs) e, em especial, nas gerações mais jovens, a curiosidade pela sua História e pelo seu Património, motivando o interesse no respetivo estudo e promovendo a respetiva divulgação.


ALMA ATÉ ALMEIDA!

Imagens: Carlos Marques.

Pedro Casimiro