terça-feira, 16 de outubro de 2018

Comemoração do Dia Nacional das Linhas de Torres: dia 20 de outubro de 2018, em Sobral de Monte Agraço


Caríssimos(as),

No próximo sábado, dia 20 de outubro, vai realizar-se em Sobral de Monte Agraço um importante evento evocativo das famosas Linhas de Torres Vedras, que foram erigidas entre os anos de 1809 e de 1812. Estas linhas traduziram-se numa monumental obra de fortificação militar que teve como objetivo, aliás conseguido, de proteger a capital de Portugal das previsíveis investidas do Exército Imperial Francês.

E foi de facto assinalável a previsão e antecipação feita, no sentido de planear a construção deste fabuloso complexo defensivo logo no final do ano de 1809, pois só deste modo foi efetivamente possível deter o ímpeto do formidável exército comandado por General André Massena, que no mês de julho de 1810 atravessou a fronteira portuguesa junto a Almeida e era muito superior em número (cerca de 65 mil soldados veteranos) e em experiência de combate, ao Exército Luso-inglês (de cerca de 50 mil soldados), na altura comandado pelo General Arthur Wellesley (Duke de Wellington).

E nada melhor do que um conjunto de fortificações formidáveis, para contrariar um exército formidável, como o eram quase todos os exércitos franceses desta época!

É um facto que, em 1810, o General André Massena chegou a entrar e a conquistar a localidade portuguesa de Sobral de Monte Agraço. Todavia, nessa altura já todos os respetivos habitantes tinha abandonado as suas habitações. 

Abandonado, mas não fugido!

Na verdade, nesta data não só já a maior parte dos homens de Sobral tinham pegado em armas, como também já tinham sido criadas companhias de artilharia, integradas nas Milicias, para defesa dos fortes e redutos integrados nesta linha defensiva, o que foi feito com sucesso, pesem embora as inúmeras TENTATIVAS dos franceses para as ultrapassar.

E agora, passados cerca de 200 anos, é a vez dos sobralenses do séc. XIX pegarem novamente em armas, desta vez para "defenderem" o seu património histórico-cultural e a memória dos seus valorosos antepassados, mostrando que ainda existem homens e mulheres valentes em Sobral de Monte Agraço.

E os melhores exemplos dessa valentia pode ser encontrado na Guerrilha de Montagraço e nos nossos camaradas do Batalhão de Artilharia do Sobral, que é o mais recente grupo de recriação histórica integrado na Associação Napoleónica Portuguesa, e que já dá cartas ao nível do manuseamento de peças de artilharia, em combates histórico-militares!

 


Pedro Casimiro

 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Evento: Seminário do Ano Europeu do Património Cultural: dia 10 de outubro de 2018


Caríssimos(as),

Aqui fica uma nota relativa a um excelente evento cultural que se irá realizar amanhã, dia 10 de outubro, no Centro de Estudos de Arquitetura Militar de Almeida, ao qual está associado um programa muito interessante, nos termos infra descritos.


É mais um evento a não perder, com o selo de qualidade, em termos culturais, do Município de Almeida!


Pedro Casimiro




sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Cerimónia Evocativa do 208.º Aniversário da Batalha do Buçaco (27-9-2018) - Reportagem fotográfica


Caríssimos(as),

A Associação Napoleónica Portuguesa (ANP) mostrou que continua habilitada a cumprir a sua missão de colaboração na promoção e na divulgação da História da Portugal!


Na passada quinta-feira e conforme estava previsto, várias dezenas de recriadores históricos integrados no Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida, Associação para a Memória da Batalha do Vimeiro e Batalhão de Artilharia do Sobral,  associações culturais que fazem parte da ANP, convergiram para o Terreiro do Monumento do Buçaco, a fim de colaborarem e participarem na cerimónia evocativa habitualmente organizada pelo Exército Português, destinada a evocar quer a memorável Batalha do Buçaco, quer a memória dos soldados e das populações civis que por este acontecimento foram afetados, ou que durante o mesmo perderam a vida.


Este evento contou com a presença do Sr. Chefe do Estado-Maior do Exército, o Sr. General Frederico José Rovisco Duarte, a quem é conhecida e reconhecida uma sensibilidade muito especial, associada à promoção e à preservação da História e das Tradições, quase milenares, do Exército Português.
 

Este ano e pela primeira vez, a Guarda de Honra ao Monumento foi composta exclusivamente por soldados histórico-militares, neste caso pertencentes ao Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida.



Graças à generosidade e à dedicação de muitos dos nossos soldados, integrados nas supra referidas associações culturais, foi possível fazer comparecer neste evento a maior delegação de sempre de recriadores histórico-militares portugueses.


Para além de salvas de mosquete, neste evento foi feita uma salva de 21 tiros por uma bateria de artilharia moderna com qual, infelizmente, não tivemos oportunidade de "competir", devido a um imprevisto que impediu a presença da fantástica peça de artilharia de 6 libras do GRHMA.

No entanto, no próximo ano vamos fazer um esforço no sentido de marcar presença neste evento com a nossa bateria de artilharia completa, composta por 4 peças de artilharia!



A presença e colaboração neste evento de múltiplas entidades e autoridades, civis e eclesiásticas, como foi o caso do Município da Mealhada, representado pelo Sr. Presidente da Câmara, o Sr. Dr. Rui Manuel Leal Marqueiro, contribuíram para dignificar este evento, conferindo-lhe a solenidade que o mesmo merecia.


Autoria das imagens: Manuela Gil e Município da Mealhada.


Pedro Casimiro




segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Acidente envolvendo António Pereira (Batalhão de Artilharia do Sobral)

Caríssimos(as),

Tive conhecimento há alguns minutos atrás que o nosso camarada e amigo António Pereira, do Batalhão de Artilharia do Sobral, sofreu um acidente que resultou num traumatismo craniano, estando ainda em internamento hospitalar, embora com prognóstico favorável.

Em meu nome pessoal e em nome do GRHMA, ficam aqui sinceros desejos de rápidas melhoras para este nosso camarada, que sem dúvida alguma irá conseguir superar esta hora difícil, como homem valente que é.

Um grande beijinho e um abraço para nossa querida amiga Dulce e para toda a família.

Os nossos pensamentos e orações estão contigo António!


Pedro Casimiro



Evento: "Los Sitios de Astorga - 3 Naciones", dias 11 a 14 de outubro de 2018, em Astorga, Espanha

Caríssimos(as),

Aproxima-se a data daquele que promete ser um dos maiores eventos histórico-culturais europeus do ano de 2018, alusivo às Guerras Napoleónicas!

Na verdade, entre os dias 11 e 14 do próximo mês de outubro, a lindíssima cidade de Astorga, em Espanha, irá ser palco de um importante evento histórico-cultural, destinado a evocar dois dos mais importantes acontecimentos que marcaram esta região, no decurso das Invasões Francesas (apelidadas em Espanha de Guerra de la Independencia Española), que foram os CERCOS (SITIOS) realizados a esta cidade pelo exército imperial francês no ano de 1810 (entre os meses de março e abril) e no ano 1812 (entre os meses de junho e agosto).

Estão em causa acontecimentos que, à semelhança de muitos outros que ocorreram em território de Espanha neste período histórico, ilustraram a coragem e a determinação do povo espanhol em resistir até à ultima extremidade perante a adversidade, com vista à salvaguarda da sua identidade e da sua independência nacionais.

E a realização deste importante evento cultural revela que, mesmo depois de decorridos mais de duzentos anos, está viva a memória desses acontecimentos. Revela ainda que, quer as presentes gerações de cidadãos, quer as atuais autoridades civis e militares espanholas, em especial os dedicados responsáveis do Ayuntamiento de Astorga, são não só sensíveis à preservação do património legado dos seus antepassados, como também estão interessados em divulgar esse património, designadamente em benefício da promoção turística e do desenvolvimento económico de Astorga.


Outro aspeto interessante deste evento está relacionado com as múltiplas atividades culturais que se irão realizar no decurso do mesmo (tais como conferências, visitas guiadas, etc.), em complemento à própria recriação histórica, conforme resulta do programa supra, revelando uma preocupação da organização com a promoção das importantes vertentes didática e pedagógica, associadas a este tipo de eventos.

E o GRHMA vai também prestar uma colaboração relevante neste evento!

Foi com imenso prazer que acedemos ao amável convite endereçado pela nossa amiga Silvia Cobos (Exma. Consejal do Turismo do Ayuntamiento de Astorga), no sentido de uma colaboração ao nível da organização e da realização do Baile Oitocentista, previsto para 22.30 horas, do dia 13 de outubro.

Esta será, portanto, mais uma oportunidade imperdível não só para as nossas elegantes damas exibirem os seus deslumbrantes vestidos  de época e para deslizarem pelos salões de dança, como também para os nossos homens demonstrarem que, para além de serem soldados histórico-militares valentes, são também exímios bailarinos!

Assim sendo, no próximo mês de outubro, todos os caminhos vão dar a Astorga!



Pedro Casimiro



sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Cerimónia Evocativa do 208.º Aniversário da Batalha do Buçaco (dia 27 de setembro de 2018)


Caríssimos(as),

No próximo dia 27 de setembro de 2018 (quinta-feira), vai realizar-se mais uma cerimónia evocativa da memorável Batalha do Buçaco, ocorrida no dia 27 de setembro de 1810, que constituiu um marco importante e um ponto de viragem na chamada Guerra Peninsular, refletindo um sinal do ressurgimento do Exército e do Povo Português, no sentido da afirmação da sua autonomia e da sua independência.

A Associação Napoleónica Portuguesa (ANP) recebeu um amável convite proveniente do Exército Português no sentido de colaborar na realização desta cerimónia, conforme já vem sucedendo há vários anos.

Este ano e graças à colaboração das associações culturais que integram a ANP que se mostraram disponíveis (Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida, Associação para a Memória da Batalha do Vimeiro e Batalhão de Artilharia do Sobral), está prevista a presença neste evento da maior delegação de recriadores históricos que alguma vez participou no mesmo!

Este é um sinal claro de vitalidade no seio da ANP, que reflete a generosidade e a dedicação dos nossos fantásticos recriadores histórico-militares que, em dia útil semanal e sem receberem qualquer contrapartida,  se mostraram disponíveis para percorrer centenas de quilómetros a partir das mais diversas regiões do nosso país e convergirem para o Terreiro do Monumento da Batalha do Buçaco, a fim de participarem neste evento.

É também importante deixar aqui uma nota e um agradecimento muito especial ao Município de Almeida, ao Município da Lourinhã e ao Município de Sobral de Monte Agraço, pelo permanente apoio e pela colaboração dispensados às referidas associações culturais, designadamente ao nível dos transportes, sem os quais não seria possível uma colaboração na realização deste evento, com esta dimensão.

BEM HAJAM CAMARADAS!

VIVA PORTUGAL!


Pedro Casimiro



sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Romances da Menda - Castelo Mendo, dias 14 e 15 de setembro de 2018



Caríssimos(as),

Aqui fica uma nota relativa a mais um interessante evento cultural que se vai realizar em Castelo Mendo, Almeida, nos próximos dia 14 e 15 de setembro, com a garantia e selo de qualidade decorrente do facto de ter na sua organização a habitual e competente equipa do Município e do Museu Histórico-militar de Almeida.

Pedro Casimiro



terça-feira, 4 de setembro de 2018

XIV Recriação Histórica do Cerco de Almeida - Reportagem fotográfica (4) - O Encómio!


Caríssimos(as),

Existem, provavelmente, muitas pessoas que gostariam de saber o que é que o Cerco de Almeida e o Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida (GRHMA) têm de tão especial.

Ora bem, num genuíno exercício de modéstia e de moderação, vamos deixar aqui alguns indícios que irão permitir que todos tirem as suas próprias conclusões a este respeito!


Desde logo,o GRHMA é a maior grupo de reconstituição história sediado em território nacional, possuíndo nas suas fileiras soldados histórico-militares com mais de dez anos de experiência ao nível da participação, organização e coordenação de eventos histórico-militares, realizados em Portugal e por toda a Europa.


Os nossos destacamentos de infantaria (Regimento de Infantaria nº 23, Batalhão de Caçadores nº 6 e Leal Legião Lusitana) têm créditos firmados ao nível da segurança e da operacionalidade, sendo imediatamente reconhecidos em qualquer campo de batalha histórico-cultural europeu.



O nosso destacamento de artilharia (Regimento de Artilharia nº 4) é não só detentor de um parque de peças de artilharia de época único, como também possui um conjunto de elementos com refinados conhecimentos técnicos e com uma qualidade dificil de igualar, em termos operacionais.


Na mais recente edição do Cerco de Almeida verificou-se a estreia operacional do nosso destacamento de cavalaria (Regimento de Cavalaria nº 11), convertendo o GRHMA em um dos reduzidíssimos (senão mesmo o único...) grupos de reconstituição histórica europeus que possui as três componentes operacionais típicas dos campos de batalha das chamadas Guerras Napoleónicas (infantaria, artilharia e cavalaria).


Todavia, nem só de combates vive um grupo de reconstituição histórica!

E para ter uma prova concreta desse facto, basta observar as damas do Departamento Civil do GRHMA, cuja elegância e o rigor ao nível do traje as converte em verdadeiras fadas culturais!



A componente didática e pedagógica possui também um peso muito relevante na atividade do GRHMA. Sempre que é possível e graças à dedicação de vários dos nossos elementos (como é o caso no nosso cabo de infantaria António Coelho, no que diz respeito à divulgação do equipamento do soldado de infantaria do início do séc. XIX), criamos condições para a divulgação de conhecimentos histórico-militares e culturais, permitindo ao público uma compreensão mais profunda dos "quando, como e porquê", associados às reconstituições históricas.


E aqui está mais um equipamento único, em termos histórico-militares: uma farmacopeia (construída de raiz pelo nosso sargento de artilharia Joaquim Guedes), que reproduz, com todo o rigor histórico, os instrumentos cirúrgicos e os remédios utilizados no início do séc. XIX, para debelar os ferimentos suportados pelos soldados no campo de batalha.


A investigação e divulgação da história do traje de época também possui um espaço muito importante no GRHMA, graças ao trabalho e à dedicação de elementos como a nossa amiga Beatriz Fonte.



A investigação e a divulgação das tradições histórico-militares em uso no Exército Português do início do séc. XIX, como a que diz respeito ao Santo António Militar, desperta o interesse dos nossos elementos, que dedicam muitas horas do seu tempo e uma razoável quantidade do seu dinheiro, para as tornar acessíveis ao público em geral.

Também neste caso, está em causa um trabalho essencialmente da autoria do nosso sargento de artilharia Joaquim Guedes e da D. Eugénia Guedes.



Aliás, a homenagem ao Santo António Militar serviu de mote a uma singela e emotiva cerimónia evocativa, no decurso da qual o nosso amigo Lopo de Castilho teve oportunidade de exercitar os seus consideráveis dotes para declamar poesia e em que o nosso amigo Francisco teve oportunidade para exibir os seus dotes como poeta e cantor.

Também nestas, como em muitas outras vertentes, a materialização deste trabalho e dedicação dos elementos do GRHMA só é possível graças à permanente disponibilidade e colaboração do Município de Almeida e do respetivo Executivo Camarário, que respondem invariavelmente de uma forma positiva e interessada a todas as iniciativas de natureza cultural que são propostas, numa perspetiva e num esforço permanente de promoção e de divulgação histórico-cultural quer do património nacional, quer do património do concelho de Almeida.

Assim sendo e em face do exposto, estamos crentes que não restam dúvidas que se pode afirmar que o Cerco de Almeida e o GRHMA, se não são os melhores, estão ao nível dos melhores, no que diz respeito à organização e à participação em eventos de reconstituição histórica alusivos às Invasões Francesas!

ALMA ATÉ ALMEIDA!


Autoria das imagens: Armando Rui e Carlos Marques.


Pedro Casimiro




domingo, 2 de setembro de 2018

XIV Recriação Histórica do Cerco de Almeida - Reportagem fotográfica (3) - A Rota do Canhão!

Caríssimos(as),

Como todos sabem, uma das palavras de ordem do Cerco de Almeida é "inovar".

Ora, se há uma coisa que os soldados do GRHMA sabem fazer na perfeição é precisamente arranjar novidades e/ou inventar coisas para fazer no Cerco de Almeida, sem nunca descurarem, como é evidente, as diversas tarefas ou funções que têm a seu cargo (na maior parte das vezes...).



No período da tarde de domingo (dia 25), quando todos os recriadores históricos visitantes já tinham feito malas e bagagens e iniciado as viagens de regresso a suas casas, os  soldados do GRHMA resolveram pôr as mãos à obra e inventar a chamada 

"A Rota do Canhão"

Ora bem, como todos sabem, hoje em dia as "Rotas" estão na moda.

Temos, por exemplo a Rota Histórica das Linhas de Torres ou mesmo a Grande Rota das Aldeias Históricas que são apenas dois exemplos, entre muitos possíveis.

Ora, enquanto que a maioria dos visitantes dessas Rotas procura descobrir pormenores ou especificidades da fauna, da flora, do património ou da gastronomia a elas associadas, os participantes na "Rota do Canhão" andaram à descoberta e à procura de algo eminentemente mais prático: de um líquido comummente apelidado de "cerveja à borla".

Notem que este não foi um trabalho fácil, porquanto exigiu a utilização de um instrumento de manuseamento muito delicado, sujeito a licenciamento administrativo prévio: uma peça de artilharia.

A técnica utilizada, segundo consta (eu estou a falar de ouvir dizer...), consistiu em colocar uma peça de artilharia especialmente transformada para o efeito, à porta de diversos bares e cafés de Almeida, de modo a "detonar" a saída de uma quantidade suficiente (e gratuita...) de cerveja para todos os soldados participantes.

Ora bem, parece que a técnica utilizada foi um verdadeiro sucesso!


 Foi o que sucedeu no Bar S. Francisco, onde a cerveja jorrou a rodos!
 

 O mesmo sucede na Casa d'Amelinha, onde houve cerveja para todos os gostos!
 

O recém inaugurado restaurante Caserna não foi exceção, tendo oferecido cerveja fresquinha e a estalar!


O Revelim também não conseguiu resistir à técnica dos nossos soldados, tendo dispensado diversos barris de cerveja gratuitamente aos nossos soldados!

 

Os proprietários deste ilustre estabelecimento também não conseguiram resistir ao ímpeto dos nossos soldados por cerveja e até trouxeram esta jovem para se espantar com a técnica utilizada!


Os donos do restaurante 1810 bem que tentaram apelar à História, mas foram vencidos pela sede de cerveja dos nossos militares!


O mesmo sucedeu com os simpáticos proprietários do café Quebra Costas, que nem a sugestão de uma eventual "quebra"conseguiu demover os nossos soldados de experimentar a cerveja ali existente!


Aqui podemos ver este jovem casal a tentar argumentar com o nosso soldado Rui Silva, no sentido de que a cerveja existente no seu estabelecimento já estaria toda esgotada...mas de nada serviu, pois o Rui, com o seu "faro" especial, lá conseguiu descobrir cerca de 10 barris de cerveja esquecidos na cave do estabelecimento...que logo ficaram vazios!


E aqui estão alguns dos elementos que participaram na novíssima Rota do Canhão.

Depois de uma tarde sem dúvidas extenuante, a percorrer as ruas da vila de Almeida com um canhão atrelado, certamente que estes nossos(as) amigos(as) estavam cansados...cansados mas com um sentimento de orgulho por causa de uma MISSÃO CUMPRIDA, pois mostraram que era possível  encontrar cerveja de qualidade e em abundância, sendo este um sinal claro de que conseguiram dominar e aplicar com mestria a técnica inventada para "descobrir" (gratuitamente...) tão precioso líquido.

Está, por isso, criada e instalada a (futuramente famosa...) ROTA DO CANHÃO!


Autoria das imagens: Armando Rui.


Pedro Casimiro





sexta-feira, 31 de agosto de 2018

XIV Recriação Histórica do Cerco de Almeida (Dias 24, 25 e 26 de agosto de 2018) - Reportagem fotográfica (2)


Caríssimos(as),

As cerimónias evocativas são sempre uma vertente importante de qualquer edição do Cerco de Almeida e este ano não foi exceção!



Nestas cerimónias é sempre indispensável hastear da Bandeira Nacional e entoar do Hino Nacional de Portugal, que são os dois primários e principais símbolos da História, das Tradições e das Virtudes do nosso povo e que despertam sempre muita emoção em todos os presentes.




Aliás, o mesmo sucede com as Bandeiras e com os Hinos Nacionais de todos os recriadores históricos presentes neste evento, a quem são dispensados e exteriorizados todos os devidos sinais de respeito e de consideração, pela História, pelas Tradições e pelas Virtudes dos respetivos povos.

Unidos na diversidade: este é, na verdade, um dos lemas das Recriações Históricas!

Conforme referiu o nosso amigo Daniel Dieu, sem dúvida que os nossos antepassados devem estar satisfeitos pelo facto de que a animosidade que marcou as relações entre os nossos países há cerca de duzentos anos atrás, se ter transformado em um relacionamento harmonioso, como aquele que existe entre os países que integram a União Europeia, e como aquele que se pôde constatar entre os cidadãos das várias nacionalidades representadas no Cerco de Almeida.


E aqui temos o experiente e excelente destacamento de músicos de época, integrado na Garde Chauvin, que fez o especial favor de reproduzir todos os hinos nacionais dos diversos países, em todas as cerimónias evocativas, como assinalável mestria, trazendo um colorido muito especial ao evento.

Merci Beaucoup Camarades!

 


Outra cerimónia evocativa indispensável no Cerco de Almeida está relacionada com a homenagem aos soldados caídos em combate, no decurso das Guerras Peninsulares, uma vez mais com a participação de elementos de todas as Nações representadas neste evento, bem como de representantes do Executivo Camarário e do Exército Português.



O Sr. Major-General Aníbal Flambó, na qualidade de Diretor da Direção de História e Cultura Militar, dignificou com a sua presença esta cerimónia evocativa.
 

 

Outro momento relevante e emotivo deste evento esteve relacionado com a cerimónia de atribuição das medalhas a associados individuas, integrados na Associação Napoleónica Portuguesa (ANP), que possuíam 10 ou mais anos de participação em eventos e recriações históricas, ao serviço da História e do Património Histórico-cultural de Portugal.

Apesar de esta cerimónia ter partido de uma deliberação da Direção da ANP (ilustrada na imagem supra: Faria e Silva, Paula Sousa e Pedro Casimiro), foi graças ao trabalho do nosso amigo Faria e Silva que foi possível apresentar e distribuir as excelentes medalhas aos elementos civis e histórico-militares que preenchiam as condições para delas serem recipientes, e que tanto foram do agrado destes.

Este momento revestiu uma simbologia relevante, na medida em que serviu para fazer um reconhecimento público do trabalho e da dedicação de um conjunto alargado de cidadãs e de cidadãos que, de uma forma abnegada e voluntária, estiveram e estão disponíveis para dedicarem uma parte substancial do seu tempo e de algum dinheiro, ao serviço da Comunidade, prestado um serviço público de promoção e de divulgação histórico-cultural absolutamente ímpar no nosso país, ao nível deste período histórico (início do séc. XIX).



Uma vez mais, os nossos camaradas e amigos(as) franceses(as) integrados na associação cultural Garde Chauvin (com a qual o GRHMA possui uma geminação) quiseram dar provas de amizade e generosidade para connosco, mediante a oferta de um conjunto de excelentes e deliciosos produtos regionais franceses, numa singela cerimónia que foi realizada no acampamento histórico.

Estes nossos camaradas e amigos(as) estão todos os anos disponíveis para fazerem uma viagem de cerca de 22 (vinte e duas) horas (ida e volta), para partilharem connosco alguns momentos no decurso do Cerco de Almeida, o que é um sinal claro de uma amizade sincera, que é recíproca.

On vous rencontrerá a Astorga mes Amis!


Autoria das imagens: Histoarts e Carlos Marques.


Pedro Casimiro