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domingo, 21 de dezembro de 2014

Escola do Soldado - dias 21 e 22 de março de 2015



Caríssimos(as)

Já existe data para a realização da próxima Escola do Soldado, que se irá realizar nos dias 21 e 22 de março de 2015, na Vila de Almeida.

Prevemos que este ano seja um evento com uma dimensão superior à habitual, em termos de participantes, pois devemos contar com a presença de um número considerável de camaradas espanhóis. Este encontro irá destinar-se essencialmente à realização de treinos e manobras destinados a preparar a deslocação e participação de portugueses e espanhóis no grandioso evento de Waterloo (a realizar na Bélgica, nos dias 17 a 21 de junho de 2015), onde está prevista a participação de cerca de 7.000 recriadores históricos de todo o mundo.

No dia 22 de março faremos uma pequena recriação histórica na formosa aldeia de Freineda, que já há alguns anos por esta altura nos recebe com muito calor e amizade. Serão feitos combates e escaramuças na aldeia e, no final, faremos uma visita à Festa do Bucho, para retemperar as forças.

RECRUTAMENTO!

Fica aqui um renovado convite para os(as) portugueses(as) aderirem às fileiras do Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida (GRHMA)!

Pois é, meus amigos(as), não adiante nada ficar em casa, sentado(a) no sofá, a pensar ou a discutir com amigos(as) sobre o facto de ser preciso que alguém faça mais pela História de Portugal e pelo nosso património histórico-cultural.

Esse alguém temos de ser nós, os cidadãos portugueses!

Existe aqui uma oportunidade única para fazer uma contribuição, válida e atual, para esse efeito, que se traduz num verdadeiro serviço público, pois a nossa associação não tem fins lucrativos.

Através da adesão ao GRHMA, podem aproveitar a experiência, em termos de recriação histórica do período das invasões francesas, por nós acumulada ao longo de mais de uma década, tanto mais que possuímos, atualmente, condições ÚNICAS nesta matéria, sem paralelo em todo o país!

Não deixem, por isso, de aparecer neste evento!


 Pedro Casimiro



terça-feira, 11 de novembro de 2014

203.º Aniversário da Batalha de Arroyomolinos - dias 24, 25 e 26 de outubro de 2014


Caríssimos(as)

Tendo tido, finalmente, oportunidade para voltar a debruçar-me sobre o nosso blogue, venho deixar-vos uma pequena reportagem relativa à última deslocação feita pelo GRHMA por terras de Espanha, a fim de participar na recriação histórica da batalha de Arroyomolinos, ocorrida no dia 27 de outubro de 1811.



Este evento contou com a presença de altas individualidades do Exército espanhol, que não quiseram deixar de assinalar este evento através de uma apropriada e formal cerimónia


É sempre um prazer para nós constatar o relevo que algumas autoridades civis e militares reconhecem à salvaguarda e à divulgação do seu património histórico, em geral, e das suas tradições histórico-militares, em particular.


Todos elementos do GRHMA consideram como sua missão colaborar e contribuir para esta mesma salvaguarda e divulgação, através do tempo e através da disponibilidade pessoal que dedicam a esta atividade (que não é totalmente isenta de incómodos e de riscos...) através da participação em cerimónias similares, sejam elas realizadas em Portugal ou realizadas em qualquer local ou país onde seja hasteada a bandeira nacional.

É devido também um agradecimento muito especial à organização deste evento, pelo facto de ter incluído no mesmo uma singela e sentida cerimónia, para recordar o recente falecimento do nosso camarada e amigo Dr. Paulo Amorim.

Bem haja pelo vosso gesto!




Aqui temos a coluna de soldados portugueses que saíram bem cedo da Vila de Almeida, e marcharam todo o caminho até Arroyomolinos.

Vejam lá que a marcha foi tão dura que até o nosso porta-tambor perdeu a sua preciosa casaca regimental pelo caminho.

Mal sabe o nosso amigo Morgado que este facto dá direito a um prémio automático, de natureza agravada...



Aqui podemos ver os infantes e os artilheiros, em descanso.


Como sempre, o nosso acampamento histórico fica enquadrado por uma, ou mais, peças de artilharia, de molde a intimidar qualquer ataque de surpresa por parte dos franceses.


Aqui podemos ver algumas unidades de recriadores históricos em desfile, representantivas de unidades militares britânicas e francesas.



Uma das peças de artilharia portuguesa ficou perigosamente isolada no campo de batalha, e teve de fazer fogo contínuo de molde a evitar ser atacada pelo inimigo...



E aqui podemos ver o resultado desse fogo de artilharia, que resultou na desorganização e na retirada de uma unidade de cavalaria adversária...



Nesta imagem acima podemos ver alguns elementos civis, transportando munições de boca para os soldados.



E depois da batalha, nada como alguns minutos de descanso. Na imagem acima podemos ver o nosso amigo João Pina a usar um fardo de palha como banco e a perguntar quando é que, afinal, vai chegar a cerveja para matar a sede e tirar a pólvora da boca.


Aqui podemos apreciar a técnica usada pelo nosso soldado Coelho para "afinar" o seu mosquete.

E assim fica explicado o motivo pelo qual o mosquete do Coelho nunca falha um tiro!


Pedro Casimiro

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Escola do Soldado da A.N.E. (Arapiles - Salamanca) - dias 19 a 20 de julho de 2014


Caríssimos(as)

Graças à colaboração da nossa amiga Lourdes Perez, venho trazer-vos mais algumas imagens relativas à participação que tivemos na Escola do Soldado, organizada pelos nossos amigos da Associação Napoleónica Espanhola junto aos Arapiles, no passado mês de julho.


Talvez o nome mais apropriado para este evento devesse ter sido "escola da marcha forçada", pois os soldados tiveram que se esforçar bastante durante os treinos, para coordenar as linhas e as colunas de marcha. Na imagem acima podemos ver o contingente português à direita da linha de infantaria.



Os treinos de marcha nunca são demais, até porque há sempre um problema recorrente nos soldados do séc. XIX: a dificuldade em distinguir a esquerda/volver da direita/volver e vice-versa...



Aqui temos um exemplo de uma coluna de marcha por companhias.


E no intervalo das marchas, nada como uma boa sessão de "shit list", para animar as tropas...


Os artilheiros nunca aparecem, quando é a altura de marchar e depois queixam-se que não conseguem "marcar o passo".


Os nossos amigos da marinha trouxeram um "canhãozinho" para este evento, para mostrar às nossas tropas, mas acabaram por preferir trabalhar com um canhão a sério...


Na primeira oportunidade, os soldados reúnem-se para se queixarem do rancho, da humidade e qualquer outra coisa que venha a calhar...


Enquanto outros só querem mesmo é boa vida.


Esta foto foi tirada na sessão de dança, que teve lugar no sábado ao final da tarde.

Aqui podemos ver os soldados que ficaram "pendurados", à espera que alguma senhora os viesse convidar para dançar.
Já não se fazem soldados como antigamente...


A marinha também compareceu na sessão de dança, mas também não teve grande sorte durante o baile de época...


Aqui podemos ver dois soldados ingleses de Arroyomolinos, que se aproximaram do nosso soldado Coelho, depois de saberem que ele tinha caçado uma lebre.


O nosso amigo Carlos, na sua qualidade de Presidente da Associação Napoleónica Espanhola, fez uma alocução muito interessante, durante a cerimónia evocativa realizada no monumento à Batalha de Salamanca.


Depois da festa é necessário desmontar as tendas e arrumar as armas e o todo o equipamento.


Este processo acaba por ser facilitado pelo facto de todos os nossos elementos colaborarem ativamente em todas as tarefas necessárias, num espírito de verdadeira camaradagem.




Pedro Casimiro




quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Bicentenário da Batalha de Waterloo - dias 17 a 21 de junho de 2015


Caríssimos(as)

Como penso já todos devem saber, demos início à preparação para participação do GRHMA/ANP neste fantástico evento (Bicentenário da Batalha de Waterloo), previsto para o mês de junho de 2015,

Temos já mais de uma dezena de elementos nossos pré-registados e temos prevista a realização de uma assembleia geral do GRHMA para o próximo dia 13 de dezembro, em Almeida, com vista a discutir e analisar um conjunto de matérias, entre as quais se incluem algumas questões logísticas relacionadas com a participação neste evento.

Não esqueçam de tratar da v/ inscrição!

A questão nem é tão complicada como isso, até porque sou eu que estou a tratar de todo o processo, sendo apenas necessário que me comuniquem a v/ intenção de participar via email.

Todavia, é preciso deixar bem claro que os retardatários serão os únicos responsáveis pelas consequências de um eventual atraso, a não ser, claro está, que tratem pessoalmente de todo o vosso processo de inscrição.

E dúvidas não podem haver, no sentido de que este vai ser o MAIOR evento de reconstituição histórica jamais realizado na Europa e arredores! A organização tem prevista a participação de cerca de 5.000 recriadores históricos, entre os quais se incluem 300 cavaleiros e 500 auxiliares.

Se tudo correr conforme previsto, nós também lá estaremos!


Pedro Casimiro







segunda-feira, 29 de setembro de 2014

204.º Aniversário da Batalha do Bussaco - Reportagem Fotográfica


Caríssimos(as),

Tivemos, uma vez mais, o grato prazer de participar nas comemorações de mais um aniversário da Batalha do Bussaco, organizadas pelo Exército Português, entidade que, todos os anos, organiza esta cerimónia evocativa da maior batalha alguma vez realizada em território nacional (ocorrida no dia 27 de setembro de 1801), e que se saldou por uma vitória do exército anglo-luso, comandado pelo general Arthur Wellesley, mais tarde nomeado Duque de Wellington (em 3 de maio de 1814).


A cerimónia iniciou-se com um cortejo militar e religioso, que partiu do Museu Militar do Bussaco até ao terreiro onde se encontra o monumento à batalha, em que participaram as mais diversas autoridades militares, civis e religiosas.




Aqui podemos ver o destacamento do Regimento de Infantaria nº 14, integralmente composto por soldados do Exército Português.


Nesta imagem podemos visualizar a coluna composta por elementos do GRHMA e da ANP, liderada pela bandeira nacional (séc. XIX) e pela bandeira regimental do Regimento de Infantaria nº 23.


As tropas do GRHMA e da ANP em descanso, antes do início do desfile militar e religioso.


Este garboso soldado estava a comandar um dos destacamentos presentes neste evento.


Aqui temos o destacamento de cavalaria, representativo de um Regimento de Dragões, integralmente composto por soldados da Guarda Nacional Republicana.



Está disponível no Museu Militar do Bussaco uma reedição de um livro muito interessante sobre esta batalha e todo o enquadramento histórico a ela associada, que recomendo vivamente a todos os amantes da história nacional.

Um dos factos interessantes retratados nesse livro está associado às grandiosas comemorações que foram feitas no Bussaco, por altura da comemoração do centenário desta batalha, que se realizaram no dia 27 de setembro de 1910, com inclusão de diversas fotografias de época. 

Esse evento contou com a assistência de mais de cem mil pessoas, bem como com a presença do Rei D. Manuel II e das mais altas entidades militares, civis e religiosas no país.

Todavia, decorridos cerca de oito dias desse evento, deu-se a instauração da Primeira República (5 de outubro de 1910) em Portugal, e a deposição do Rei D. Manuel II. 

Ironias do destino...

Agradeço a JP o especial favor de ter enviado estas excelentes fotos.


Pedro Casimiro




quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A viagem inaugural da Fragata Hermione - dias 6 e 7 de setembro de 2014


Caríssimos(as)

Venho dar-vos nota de um fantástico evento, que nos foi dado a conhecer pelos nossos camaradas da Garde Chauvin, relacionado com a saída ao mar da recentemente construída réplica da Fragata Hermione.

Existe uma considerável tradição histórica associada a este navio, que esteve originariamente ao serviço da marinha de guerra francesa entre os anos de 1779 e 1793. No ano de 1780 foi a (versão original) da Fragata Hermione que transportou Gilbert de Motier, Marquês de La Fayette para os Estados Unidos da América, para se juntar à rebelião (guerra da independência americana) que nessa altura estava a decorrer contra o domínio britânico, onde este bravo francês desempenhou um papel muito relevante, representativo da solidariedade entre os homens.

Por outro lado, esta Fragata é representativa de um ponto alto da marinha francesa, em termos da qualidade de construção de navios e de património marítimo, em particular proveniente do arsenal de Rochefort.

É, por isso, considerável a bagagem histórico-cultural associada a este evento.



Aqui podemos ver os membros da tripulação deste navio.


No dia 6 de setembro realizou-se o transporte deste navio através de comportas, do local de construção até ao rio Charente, situado na região onde está sediada a Garde Chavin.



O tabuleiro de uma das pontes do rio Charente teve de ser elevado, para permitir a passagem deste navio.


Aqui podemos ver um tiro de canhão feito por esta fantástica Fragata, no percurso que decorreu no rio.


A entrada triunfal no mar!



Através destas imagens é possível visualizar o considerável interesse que este evento despertou entre os amantes do mar!


A construção deste navio teve o seu início no ano de 1997 e a sua viagem inaugural apenas ocorreu este ano. Como devem imaginar, tratou-se de um trabalho que envolveu, além do mais, um esforço financeiro considerável, foi uma aventura (que certamente começou como um sonho...) inspirada pela Associação Hermione-La Fayette, sediada em Rochefort, na França e que, depois de cerca de 17 anos, viram o seu projeto concretizado.

Parabéns a todos estes sonhadores!


Pedro Casimiro