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quinta-feira, 31 de março de 2011

Bicentenário do Combate do Sabugal, dia 3 de Abril de 2011

(Sabugal ao tempo das invasões francesas)

Caríssimos,
No próximo dia 3 de Abril de 2011 os bravos soldados do GRHMA/ANP irão estar presentes nas celebrações do Bicentenário do Combate do Sabugal, ocorrido em 3 de Abril de 1811, que se irão realizar naquela lindíssima localidade, promovidas pelo respectivo Município.

O combate do Sabugal realizou-se no contexto da chamada 3ª Invasão Francesa de Portugal, liderada pelo Marechal André Massena, numa altura em que o exército francês já se encontrava em retirada do nosso país depois de ter constatado a impossibilidade de ultrapassar o complexo defensivo formado pelas Linhas de Torres, defendido pelo exército luso-britânico.

Uma ousada travessia do rio Côa por parte do exército comandando pelo General Wellington obrigou o exército francês a reiniciar, de uma forma precipitada, o seu movimento de retirada (alguns diriam, de fuga) em direcção à fronteira espanhola.


(mapa do combate de Sabugal)

A nossa presença neste evento permitirá, a todos quantos o desejarem, visualizar não só alguns dos uniformes e armas utilizadas na época, como também assistir a uma pequena demonstração de técnicas de combate de infantaria e artilharia. 

Aqui fica um bem haja ao Município do Sabugal pela promoção de um evento que dignifica não só a preservação do nosso património histórico-cultural colectivo, como a memória dos nossos antepassados e ao qual teremos muito prazer em estar associados.

O programa do evento está disponível para consulta aqui:
http://agendamunicipal.cm-sabugal.pt/images/stories/Agendas_imgs/Agenda10/Cartaz_gravato.pdf

Pedro Casimiro

quinta-feira, 24 de março de 2011

Escola do Soldado - Março de 2011 (3)


Aqui temos uma imagem muito bem conseguida, que capta o momento exacto do disparo de um mosquete do séc. XIX.
Esta imagem permite, aos leigos, perceber melhor as preocupações que normalmente temos com a criação e manutenção das margens de segurança por altura das recriações históricas.


 Esta imagem ilustra uma esquadra de infantaria em ordem dispersa, que progride no terreno com o apoio das duas peças de artilharia.


Nesta edição da Escola do Soldado procuramos dar ênfase ao treino de algumas tácticas de infantaria ligeira, em combate urbano.


Esta foi uma altura em que tivemos à nossa disposição uma aldeia inteira, onde estivemos completamente à vontade e onde os habitantes tiveram gosto em nos receber (a prova disso foram os abundantes licores e similares que os habitantes ofereceram às nossas tropas)


Aqui temos dois soldados que fazem um exercício de fogo numa esquina.


Quando as circunstâncias assim o exigiam, as tropas portuguesas formavam em linha, o que resultavam num aumento imediato quer do poder de fogo, quer da capacidade de choque.


E aqui temos os soldados franceses (nossos camaradas e amigos) que fizeram o favor de servir de alvo para o fogo das nossas tropas.

Pedro Casimiro

quarta-feira, 23 de março de 2011

Escola do Soldado - Março de 2011 (2)


No dia de sábado pela manhã todas as tropas presentes deslocaram-se ao largo principal da aldeia de Freineda a fim de participarem numa pequena cerimónia evocativa


O objectivo desta cerimónia foi o de evocar e recordar uma vez mais os graves acontecimentos que afectaram o nosso país no início do século XIX e que implicaram, além do mais, o desenraizamento de comunidades inteiras, com a inerente perda dos meios de subsistência mais elementares.
Tais acontecimentos poderiam servir para ajudar a ver com outra perspectiva o momento presente que, apesar de delicado, empalidece quando comparado com outras agruras que o nosso povo suportou e superou.


O edíficio que é possível visualizar na rectaguarda serviu de quartel-general ao General Wellington (comandante do exército luso-britânico no decurso da Guerra Peninsular) entre o final do ano de 1812 e o princípio do ano de 1813.


Depois de uma breve alocução realizada pelo soldado sapador Sérgio Veludo, as forças presentes prepararam-se para fazer um tiro de salva.


Fogo!

Pedro Casimiro

terça-feira, 22 de março de 2011

Escola do Soldado - Março de 2011 (1)


Conforme anunciado, no passado fim-de-semana o grosso dos recriadores históricos nacionais deslocou-se,   em marchas forçadas e ao longo de centenas de quilómetros, à simpática e acolhedora aldeia de Freineda, situada no concelho de Almeida.


Contamos também com alguns camaradas vindos de Espanha, que com a sua presença e envergando uniformes franceses (3éme de Ligne), contribuiram para o sucesso desta iniciativa.
Nesta imagem é também possivel visualizar os nossos camaradas da ANP envergando uniformes franceses (66éme de Ligne), que fizeram o favor de servir de alvo móvel para as tropas portuguesas...


O Regimento de Artilharia nº 4 foi a primeira unidade a posicionar-se no centro da aldeia, para com o fogo certeiro das suas peças de artilharia impedir a tomada da aldeia de surpresa e proteger as pobres e indefesas aldeãs das violências que poderiam ser praticadas pelas tropas francesas.


E enquanto as tropas se iam posicionando no terreno a fim de se preparem para os violentos combates que se avizinhavam, alguns elementos dedicaram-se a fazer indispensáveis operações de manutenção e preservação do património edificado.

Numa próxima oportunidade relatarei outros factos, totalmente verídicos, que sucederam no decurso deste evento.

Pedro Casimiro