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terça-feira, 15 de março de 2016

Escola do Soldado (Almeida, dias 12 e 13 de março) - reportagem fotográfica



Caríssimos(as),

No passado fim de semana realizou-se, na formosa Vila de Almeida, mais uma edição da Escola do Soldado, que contou com a participação de representantes de grupos e associações culturais portugueses que se dedicam à promoção da História de Portugal, através da recriação histórica das chamadas Invasões Francesas ou Guerra Peninsular, alusivas ao início do século XIX.

Contamos também com a presença e participação de estimados amigos provenientes de Espanha (representando as Reais Guardas Espanholas, os Tiradores de Castilla e as associações de Arroyomolinos), muitos deles fazendo viagens de automóvel de 6 a 7 horas de duração, a fim de partilharem connosco este evento. 

Fica desde já aqui um agradecimento especial pela presença e colaboração de todos vós, que ajudaram a fazer um sucesso desta edição da Escola do Soldado.



Este evento começou com uma deslocação de todos os recriadores históricos presentes ao cemitério de Almeida, com vista à realização de uma cerimónia evocativa, alusiva à memória dos nossos queridos camaradas que já partiram do nosso convívio: Paulo Amorim, Hugo Ribeiro e Orlando Borges.


A cerimónia consistiu na deposição de uma coroa de flores na sepultura do nosso camarada Paulo Amorim, que é o único que se encontra sepultado em Almeida e na realização de um tiro de salva.


Esta cerimónia acabou por ser um momento muito emotivo, através do qual o GRHMA teve a oportunidade de reforçar publicamente a sua promessa e o seu compromisso, no sentido de estimar e preservar a memória dos seus amigos e camaradas já falecidos.



A parte restante dia de sábado foi dedicada à realização de diversas evoluções em campo, envolvendo manobras de infantaria ligeira, de infantaria de linha e de artilharia.


Foi feito um trabalho importante de articulação e de coordenação entre os grupos portugueses e os grupos espanhóis, em termos de evoluções no "campo de batalha", que foi do agrado de todos os presentes e que poderá servir de base para uma evolução futura, em termos articulação entre diversos grupos distintos e em termos de produção de um maior impacto visual, em futuras recriações históricas a realizar na Península Ibérica.


Aqui temos uma perspetiva do trabalho realizado, que consistiu essencialmente na formação de uma unidade de infantaria (de linha e ligeira) composta por quatro esquadras, com duas peças de artilharia ligeira, para acompanhamento e proteção dos flancos.


Aqui temos a esquadra de infantaria ligeira presente no evento, composta por elementos do Batalhão de Caçadores nº 6 e por soldados de infantaria ligeira "ingleses", originários de Arroyomolinos.


Outra parte importante da instrução dos soldados teve a ver com a explicação das regras e procedimentos de segurança associados ao manuseamento de armas e pólvora. 

Também nesta vertente foi feito um trabalho intensivo, particularmente dirigido aos recrutas.


Mas a "recruta" não foi dirigida apenas aos militares!


Os elementos civis presentes também tiveram a sua dose de "ordem unida", graças à colaboração do nosso amigo Paulo, do Magote de Santo Antão.

Mas, apesar da "dureza" destes trabalhos, parece que ainda houve tempo para algumas selfies...


O sábado à noite ficou marcado por uma "maratona" de assembleias-gerais, que começou com a assembleia-geral do GRHMA, iniciada às 21.30h de sábado e se prolongou com a assembleia-geral da ANP, que terminou por volta da 01.30h, de domingo. 

Aqui podemos ver o nosso tesoureiro Augusto, a explicar as diversas verbas componentes do relatório e contas referente ao ano de 2015, relativamente ao GRHMA.

Foram por isso 4 horas seguidas de reuniões, para quem esteve presente em ambas as assembleias-gerais. Estes são os "benefícios" decorrentes do facto de os vários intervenientes nesta atividade serem provenientes de diversos e distantes pontos geográficos do nosso país... 


E, claro está, "maratonas" deste género são propícias a acidentes!

Aqui podemos ver o nosso amigo Armindo que, de assinatura em assinatura, acabou por se lesionar gravemente no seu dedo polegar direito.


E agora é que vai ser um problema, quando o Armindo precisar de esticar o dedo polegar e pedir uma boleia, para se deslocar às recriações históricas...


No dia de domingo, todas as tropas presentes deslocaram-se para a simpática aldeia raiana de Freineda, onde tivemos a oportunidade de rever bons amigos e onde fomos uma vez mais muito bem recebidos.


As peças de artilharia do GRHMA circularam pelas típicas ruas da aldeia e fizeram um fogo sustentado (mas cauteloso...), em apoio dos soldados de infantaria.

Ainda não foi desta vez que o nosso amigo Dr. António Miguel Bernardo, Presidente da Junta de Freguesia de Freineda, teve de ouvir reclamações e queixas dos seus constituintes, por causa de vidros partidos devido aos tiros de artilharia...


Os "combates" de rua possuem uma função importante ao nível do treino e exercício das nossas tropas, permitindo designadamente aos recrutas familiarizarem-se com táticas e procedimentos de ordem unida.


E, claro está, os nossos(as) bravos(as) civis andavam sempre "à espreita" pela aldeia, aguardando uma oportunidade para surpreender os soldados adversários...


E aqui temos o recentemente eleito Comandante do GRHMA, sempre cheio de azáfamas e de preocupações, que lá conseguiu ir fazendo os seus "trabalhos", apesar de andar semi-hirto...

Comandantes como este já não se fazem... 


Por falar em trabalhos: outro homem que não sabe o significado da palavra "descanso" é o nosso sargento Joaquim Guedes, que até manda fazer baldes em madeira à moda do "antigamente", só para transportar, com rigor histórico, água para as suas peças de artilharia.




Aqui podemos ver o nosso amigo Faria e Silva, a repreender as tropas mais distraídas, ordenado-lhes que ocupassem, com a devida postura, os seus lugares na formatura. 

Ele há soldados que aproveitam a mínima distração dos seus oficiais para se dedicarem logo à boa vida...


O nosso estimado amigo Miguel Bonmatí fez-nos mais uma vez o especial favor de vir da distante cidade de Valência, Espanha, fazendo uma viagem de cerca de 7 horas em automóvel e sem receber absolutamente nenhuma contrapartida, a fim de passar alguns momentos connosco e de colaborar no aperfeiçoamento de táticas e de procedimentos de infantaria, de que é profundo conhecedor.

É sempre um prazer especial contar com a tua presença Miguel!


Aqui podemos ver a Drª Paula Sousa a explicar ao nosso amigo Salvador, do RI nº 19, alguns factos históricos, relacionados com a vila de Almeida...


E cá estão os elementos do contingente civil do GRHMA (e não só...) que, se tudo correr bem, irão fazer um (especial e consideravelmente exigente...) curso de formação no uso da lança, à moda de 1809.

Mal posso esperar pelo dia em que irá ser feita esta formação... 


Este foi o destacamento de infantaria ligeira presente no evento, composto por elementos portugueses (Batalhão de Caçadores nº 6) e de Arroyomolinos.


E cá está o destacamento dos nossos camaradas da Associação para a Memória da Batalha do Vimeiro, composto por elementos do RI nº 19 e do BC nº 6.


Estes são os nossos estimados amigos espanhóis presentes neste evento (Tiradores de Castilla e Arroyomolinos).



E, como já devem ter adivinhado, esta imagem refere-se ao destacamento do GRHMA, composto por elementos do RI nº 23, RA nº 4 e BC nº 6. 


As imagens acima referidas foram tiradas junto à casa que originalmente serviu de quartel-general ao general Arthur Wellesley (depois, 1º Duque de Wellington), na campanha de inverno de 1811 e 1812 e entre os meses de novembro de 1812 e maio de 1813, que foi quem liderou o exército luso-inglês na Península Ibérica, no decurso das Invasões Francesas.

Junto a essa casa foi erigido recentemente (2008) um monumento a este importante personagem histórico, a quem a nossa Pátria possui uma dívida de gratidão, demonstrando que o povo português não esquece a sua História nem os seus heróis, sejam eles nacionais ou estrangeiros.


E depois de um trabalho estenuante realizado em Freineda, felizmente que as nossas tropas tinham à sua espera um repasto digno de um Rei!



E cá está ele: o bucho da beira alta, à moda de Freineda!

Depois de um soldado comer uma travessa deste manjar, regada por um bom vinho tinto e complementada por uma boa travessa de arroz doce, fica pronto para enfrentar qualquer adversidade!

Ou isso, ou fica pronto para dormir uma boa sesta...

Como puderam constatar todos os participantes, este evento foi um perfeito sucesso, não só porque foi possível executar os treinos e os exercícios histórico-militares planeados, como também porque tudo correu na perfeição (ressalvada uma pitada de sal em excesso...), em termos organizativos, graças uma vez mais ao relevante trabalho de uma equipa dedicada e esforçada, que faz todos os possíveis para prevenir e salvaguardar todas as condições logísticas necessárias à atividade dos recriadores históricos.

Bem haja a todos(as)!

É também devido um agradecimento aos fotógrafos "oficiais" deste evento: Urze Pires, Paulinha, Fernando Rodrigues e a página do facebook da AMBV (se faltar alguém, p.f. avisem...).


Por outro lado, nunca é demais recordar que esta e outras iniciativas do GRHMA nunca seriam possíveis sem a colaboração, sempre muito próxima e presente, do Município de Almeida e do seu Executivo Camarário.


Alma até Almeida!

Pedro Casimiro




3 comentários:

  1. Quero aqui manisfestar os meus parabéns por todo o trabalho exibido pelo HRHMA durante a Escola do Soldado em Almeida e Freineda e agradecer a receção aos vistantes que como eu acompanhamos o desenrolar do evento.
    Carlos Marques

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  2. Obrigado pelas suas palavras. O Carlos é e será sempre bem-vindo nos eventos organizados pelo GRHMA!
    Pedro Casimiro

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  3. Além de que por vezes precisamos de saquear as fotos 5 estrelas do amigo Carlos Marques :)

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