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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

XII Recriação Histórica do Cerco de Almeida - Reportagem video-fotográfica(3): Soldados à Messe e Baile Oitocentista


Caríssimos(as),

Aqui estamos nós mais uma vez, para satisfazer a verdadeira fome de imagens alusivas ao Cerco de Almeida, sentida pela multidão de seguidores deste excelente blogue do GRHMA!

E vamos começar por algumas imagens alusivas às atividades realizadas no passado dia 26 de agosto, que tradicionalmente constitui o dia da receção e da instalação das centenas de recriadores históricos que nos visitam anualmente, muitos deles depois de fazerem longas viagens, de alguns milhares de quilómetros.


E, como todos sabemos, aquilo que todos nós apreciamos depois de uma longa viagem é uma boa refeição, com a presença de bons amigos!

É para esse efeito que, pelo segundo ano consecutivo, organizamos a nossa Messe do Soldado, em pleno acampamento histórico, onde todos os recriadores históricos participantes tiveram a oportunidade de saborear uma excelente refeição portuguesa, em ambiente de época e em animado convívio.



E cá estão alguns dos nossos soldados, que ocuparam uma extremidade de uma das mesas da Messe, a fim de discutirem, mais recatadamente, os planos das batalhas que se aproximavam.


O nosso sargento Joaquim Guedes também fez uma pausa nos seus afazeres, para participar nas conversas relativas ao planeamento das batalhas, aproveitando também a oportunidade para exibir uma vez mais o seu fardamento de alferes do Regimento de Milícias da Feira (ele há malta que não consegue esconder a vaidade...eu não sou nada deste género...).



Sendo que, qualquer conversa relativa ao planeamento de batalhas corre sempre muito melhor quando é regada com um bom vinho tinto nacional, bebido em copo (ou caneca...) de barro.


Obviamente que as senhoras do nosso departamento civil e esposas dos nossos soldados também marcaram presença na nossa Messe, embora não fossem propriamente "soldados". Foi uma prudente concessão que fizemos, a bem da harmonia familiar nas casas dos nossos militares...


Até porque estava em causa uma questão de prova de verdadeiras iguarias tradicionais portuguesas!  


E aqui podemos ver duas perspetivas gerais da nossa Messe do Soldado, já recheada com a presença de algumas centenas de recriadores históricos.


A Messe do Soldado traduziu-se, uma vez mais, num retumbante sucesso, graças também ao esforço e dedicação de todos os elementos ligados à respetiva organização.


O lusco-fusco, que antecedeu a chegada da noite à zona do acampamento histórico, também propiciou alguns contrastes interessantes de luz e sombra, como sucedeu na imagem supra, envolvendo o nosso camarada Vitó, aqui com a sua vestimenta de aguerrido guerrilheiro.


Depois de retemperadas as energias e as forças, chegou a hora do Baile Oitocentista!

Demonstrando, uma vez mais, o cuidado que temos com as elegantíssimas senhoras do nosso departamento civil, foram feitas apuradas diligências no sentido de garantir que as mesmas não se cansassem na deslocação para o local do baile, motivo pelo qual foi angariada uma carruagem de época, para assegurar o respetivo transporte.
 

E, à chegada da carruagem, estavam presentes alguns soldados atenciosos, para garantir que nenhuma senhora sofresse qualquer inconveniente, ao descer da carruagem.

Mais uma vez se prova que os nossos soldados são todos verdadeiros cavalheiros!


No entanto, a ansiedade dos nossos soldados também era visível, pois era chegado o momento de demonstrar a sua perícia e dotes de dançarinos, após várias semanas de treinos intensos a praticar passos de danças usados nos bailes do início do séc. XIX.


E o nosso cabo de artilharia Mário Alverca deu logo o exemplo, mostrando, juntamente com a sua esposa, elevadas qualidades como bailarino. Quem sabe se não se abriu uma nova perspetiva profissional na área da dança, para o nosso amigo Mário...


Por seu lado, o nosso cabo de infantaria António Coelho (que ainda não colocou as insígnias de cabo no uniforme...) também procurou dar o exemplo aos demais soldados, sobre como se dança. 

Infelizmente, este nosso camarada sofreu um inesperado acidente no decurso desta atividade, de que resultaram alguns incómodos, mas que esperamos e desejamos resultem numa recuperação com a maior brevidade possível.


Aqui podemos ver (à direita) a nossa professora de dança, que se dedicou de alma e coração a ensinar aos nossos elementos as danças e volteios típicos desta época e cujo trabalho deu excelentes frutos! 

Bem haja pelo seu esforço e dedicação!



Claro está que, um evento deste calibre não podia dispensar uma orquestra e música ao vivo, obviamente tocado árias típicas do início do séc. XIX.


Os recriadores históricos estrangeiros também aderiram, com a sua presença, a esta atividade. 

Talvez no próximo ano também já seja possível participarem!
 


O nosso amigo Faria e Silva também marcou presença no Baile Oitocentista, tendo conseguido resistir aos insistentes pedidos feitos pela Manuela para também participar nas danças, com o argumento de que o fardamento de oficial de marinha, que estava a usar, não era próprio para dançar...


A profusão de público interessado em assistir e acompanhar esta atividade revelou-se também uma verdadeira surpresa!

Aliás, este interesse do público voltou a repetir-se no dia seguinte (sábado), aquando da organização de uma demonstração deste tipo de danças, que contou com a presença de muitas centenas de pessoas, interessadas em aprender as mesmas.



E aqui podemos ver uma perspetiva geral dos excelentes bailarinos e bailarinas do GRHMA, a quem se ficou em grande parte a dever o retumbante sucesso da recriação histórica deste Baile Oitocentista, realizado este ano pela primeira vez!

Autores das imagens: Paulinha e Carlos Marques.

Pedro Casimiro




5 comentários:

  1. Este blog está cada vez mais interessante. Está a decorrer um concurso de blogs, salvo erro feito pela marktest, e definitivamente este blog devia concorrer. Fica a sugestão caro comandante.

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  2. Afinal é pela Media Capital, so sorry pelo lapso.

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  3. Concordo que este blog está excelente na qualidade das imagens e dos textos. Mas, pelo que vejo de reportagens sobre o "Cerco" ... bem que podiam incluir maior quantidade de imagens. Por exemplo, tem poucos, ou não tem mesmo, soldados em acção, e a participação da Guerrilha Montagraço está também omissa.

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    1. Amiga Inês
      Mais reportagens se seguirão, é só aguardar!

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