Caríssimos(as),
Apesar das limitações existentes e respeitando todas as condicionantes sanitárias, no passado mês de agosto foi possível cumprir a tradição evocativa do Cerco de Almeida de 1810, embora numa dimensão adaptada às circunstâncias, tendo sido privilegiada a divulgação online do evento, através das redes socias.
Este ano, a parada histórico-militar que tradicionalmente se realiza em frente aos Paços do Concelho não contou com as habituais centenas de recriadores históricos, provenientes de toda a Europa, mas não deixou de se realizar!
E apesar de este ano não ter sido possível realizar a já famosa "Rota do Canhão", a nossa fantástica réplica de uma peça de artilharia inglesa de 6 libras não deixou de "sair à rua" e impressionar todos(as) com a sua imponência, guarnecida claro está pelos dedicados soldados do GRHMA.
Conforme já foi neste espaço referido, este evento marcou a estreia operacional do nosso fantástico destacamento do Regimento de Cavalaria 11, que na imagem supra podemos ver pátio do igualmente fantástico Picadeiro d'El Rey, em Almeida.
De modo a aproveitarmos e tempo e as sinergias disponíveis, tendo principalmente em conta as múlticas condicionantes e incertezas a nível sanitário, foram neste evento também realizadas várias filmagens, quer para o vídeo promocional desenvolvido em parceria com a Comunidade Intermunicipal de Coimbra, quer para o documentário desenvolvido pelos nossos amigos do Cine Club Bairrada.
E correu tudo na maior prefeição, graças ao trabalho e à dedicação de todos os participantes!
Este evento mostrou mais uma vez, a versatilidade e adaptabilidade do Município de Almeida e do GRHMA, ao nível do desenvolvimento do projeto histórico-cultural que há mais de uma década vem sendo executado em Almeida, tornando possível a realização de um evento e de múltiplos quadros históricos com uma (com toda a modéstia...) inigualável qualidade didática e pedagógica, que a experiência demonstra ser dificil de replicar por outros quadrantes.
Veja-se, a título de exemplo, a farmacopeia e acervo cirúrgico de época, criados pelo nosso amigo Joaquim Guedes, que ilustram as incipientes e arriscadas (quando comparadas com a modernidade) práticas clinicas a que estavam sujeitos os soldados do início do séc. XIX.
A nossa amiga Eugénia Guedes tem um rigor e uma dedicação em matéria de investigação histórica, que se encontram refletidos nos excelentes trabalhos e réplicas que criou ao longo dos anos, quer de artefactos, quer de peças de vestuário de época.
E por falar em mestres, aqui podemos ver o nosso Cabo Coelho, que criou do "zero" um quadro histórico demonstrativo e ilustrativo das múltiplas ferramentas e materiais usados pelo soldado de infantaria do início do séc. XIX, quer em campanha, quer no quartel.
E muitos outros exemplos seria possível aqui trazer, demonstrativos do perfeito sucesso que foi este evento, que além do mais ficou marcado, como é usual, pela boa disposição e salutar convívio entre todos os participantes, que muita falta fazia, depois de sucessivos confinamentos sociais, sempre com observância das regras e regulamentos sanitários em vigor.
Autoria das imagens: Armando Rui, Carlos Marques, Rui Campos.
Pedro Casimiro
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