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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Questões Técnicas & Nomenclatura: Fecharia do Mosquete



Dado o considerável interesse despertado pelos meus últimos textos, respeitantes a questões técnicas relacionadas com a recriação histórica, decidi avançar com uma nova série de textos (apelidada de "Questões Técnicas & Nomenclatura) relacionados com o sentido, utilidade e alcance das várias peças de equipamento que habitualmente utilizamos na nossa actividade.

Deste modo, todos os soldados irão ter oportunidade de estudar e aprender o modo de funcionamento de certos mecanismos e o nome de vários componentes, de molde a evitar, por exemplo, apelidar o cão do mosquete de "coiso que sobe e desce" ou chamar "buraquinho" ao ouvido da arma, ou coisas piores...

A fecharia do mosquete encontra-se devidamente ilustrada e dissecada na imagem supra colocada, da autoria do Presidente da Associação Napoleónica Portuguesa, Eng. Faria e Silva.

Como todos os que utilizam o mosquete percebem, existem peças importantes do mesmo cuja manutenção e compreensão do funcionamento são essenciais para uma utilização correcta e com segurança.

É designadamente o caso do cão, cujos lábio superior e inferior devem estar sempre devidamente apertados para suportarem correctamente a pedra de sílex, que deve estar sempre envolvida em folha de chumbo, de molde a que sempre que esta embata no fuzil/chapa da caçoleta produza a necessária faísca. É importante a conferência, após dois ou três tiros, se se mantém a pressão adequada dos lábios do cão sobre a pedra.

É absolutamente proibido utilizar outro material que não a folha de chumbo para ajustar a pedra de sílex aos lábios do cão do mosquete, por razões de segurança de vária ordem.
A limpeza e remoção regular de resíduos de pólvora do pára-fogo, da caçoleta e do ouvido da arma são essenciais para evitar as falhas de tiro.

Entre recriações, é importante que cada soldado faça a necessária manutenção da fecharia da arma, desmontando esta peça, removendo cuidadosamente os resíduos de pólvora do mecanismo interno e, no final, oleando devidamente esse mesmo mecanismo, de molde a garantir o seu correcto funcionamento e a durabilidade do equipamento.

Agora é só uma questão de estudar o esquema apresentado e decorar o nome de todas as peças indicadas.

Pedro Casimiro

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