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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Cerco de Ciudad Rodrigo e Batalha de Fuentes de Oñoro - Reportagem fotográfica (1)


Caríssimos(as),

No passado final de semana teve lugar, conforme previsto, a realização da recriação histórica evocativa do Cerco de Ciudad Rodrigo e da Batalha de Fuentes de Oñoro, que contou com a presença de um considerável destacamento português, civil e histórico-militar.



E, como é habitual, uma das primeiras tarefas que mais agrada aos recriadores históricos, aquando da chegada ao local do evento, está relacionada com a montagem do acampamento histórico!

É de facto um prazer chegar de viagem e passar de imediato a carregar aos ombros as tendas, paus, panelas, mesas e os mais diversos (e numerosos...) acessórios que são necessários à vida dos soldados em acampamento histórico, ainda que por efémeros dias.

E esse prazer é acréscido quando é necessário executar tais tarefas sob temperaturas de 35º a 40º graus centígrados, como sucedeu em Ciudad Rodrigo!

 

O que vale é que depois de um tão ligeiro e pouco exigente trabalho, os nossos soldados tinham à sua espera suculentos e abundantes banquetes de época, cozinhados à fogueira pelas elegantes fadas do nosso departamento civil, como aquele que podemos ver na imagem supra.

Só foi pena que tão principescas refeições tivesse de ser saboreadas sob uma verdadeira canícula, pois pelos vistos alguém se esqueceu de levar os chapéus de sol para este evento...


 

Mas os prazeres dos nossos soldados não se ficaram por aqui!

Outro prazer que todos eles tiveram o gosto especial de saborear, por múltiplas vezes, foi o de fazerem formaturas e inspeções, com o equipamento completo e, uma vez mais e como não podia deixar de ser, sob um sol ameno e suave de cerca 40º graus centígrados.

Mas nem só de formaturas é constituída a vida do soldado, mas também de marchas!

E cá está uma das marchas que foi necessário fazer no decurso deste evento, que se destinou principalmente a permitir o aquecimento dos músculos das pernas dos nossos soldados, em preparação para a previsível escalada das muralhas de Ciudad Rodrigo.


Como é habitual, todas estas tarefas foram sendo desempenhadas pelos nossos soldados histórico-militares sob olhar atento e benevolente dos seus oficiais e sargentos, que tudo faziam para amenizar e minimizar o esforço despendido pelas tropas.


O sono do Alves, a sonhar com as piscinas de Tenerife...


O sono do Mário, a sonhar com os bolsos secretos da sua farda nova...


O sono do António, a ter pesadelos com os acabamentos da peça de artilharia...


O sono do soldado Zé Manel, com sonhos restaurados...

Por motivos que ainda não consegui compreender ou explicar, à primeira oportunidade que dispunham para o efeito, a maioria dos nossos soldados dedicavam-se a fechar os olhos e a cabecear de sono, em pé ou sentados.

Deve existir uma explicação muito simples para este facto, que talvez tenha a ver com o facto de a água distribuída e utilizada durante este evento ser detentora de um elevado teor alcalino.

Autoria das imagens: Paulinha e outros hábeis fotógrafos.


Brevemente haverá mais imagens!



Pedro Casimiro






1 comentário:

  1. O que aconteceu ao último dos dorminhocos? Derreteu com o calor???��

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