sexta-feira, 7 de abril de 2017

10ª Edição da Escola do Soldado: Almeida, dias 17, 18 e 19 de março de 2017 - Reportagem fotográfica (12ª Parte: Freineda-final)


Caríssimos(as),

Infelizmente, chega uma altura em que até os treinos e os combates histórico-militares têm de terminar!

 

Após termo dos combates histórico-militares realizados nas típicas ruas da aldeia de Freineda (termo esse provocado pelo esgotamento do stock de pólvora...), todos os recriadores históricos presentes neste evento concentraram-se no largo da Igreja, a fim de procederem à realização de algumas demonstrações junto do público que naquele local estava concentrado, em especial os nossos amigos e participantes do famoso 8º Raid do Bucho e Outros Sabores.


Houve também oportunidade para as habituais "fotos de família", que neste caso incluiu os elementos militares do GRHMA, de infantaria e de artilharia.


No entanto, os(as) artilheiros(as), pelos vistos, também pediram ao nosso amigo Carlos Marques uma foto individual, para marcar a estreia das nossas amigas Fátima e Armada, com as suas novas fardas de soldado de artilharia (é só vaidade...).

Como não podia deixar de ser, os aguerridos elementos do nosso Departamento Civil também posaram para a "foto de família", com armas na mão e tudo...


E aqui temos a "foto de família" dos nossos camaradas da Associação para a Memória da Batalha do Vimeiro, que são nossos companheiros inseparáveis de todos os campos de batalha histórico-culturais.



O encerramento deste evento ficou ainda marcado por uma singela, mas muito significativa, cerimónia de oferta de uma placa evocativa, por parte do nosso camarada e amigo Mário Cardoso, em representação da Associação Açoriana de Colecionadores de Armas e Munições (AACAM), à Associação Napoleónica Portuguesa (ANP), que neste ato foi representada pelo respetivo Vice-presidente e Secretária, bem como pelo representante da Associação para a Memória da Batalha do Vimeiro (AMBV).


Esta amável oferta por parte dos nossos amigos da AACAM, que foi exibida a todos os recriadores históricos participantes, é um símbolo da parceira e colaboração que decorreu entre a AACAM e a ANP no decurso do ano de 2016 e que permitiu resolver algumas questões surgidas no início desse ano, que tinham o potencial de poder comprometer, ou no mínimo pôr em risco a atividade desenvolvida pela ANP e suas associadas.

É devido, por isso, um agradecimento muito especial à Direção e a todos os associados da AACAM, por todo o apoio e colaboração dispensados nesta matéria, principalmente porque foi dispensado a título gracioso e sem exigir qualquer contrapartida, num verdadeiro espírito de colaboração e de partilha, típico do mais puro espírito associativo.

Existe, por isso, uma dívida de gratidão nesta matéria que, pelo menos da parte do GRHMA, não será esquecida.


E depois de tamanhos trabalhos e de tantas duras provas, restava apenas aos recriadores históricos saborear o banquete que os esperava!

E tudo começou com umas apetitosas entradas, à sombrinha, onde foram saboreados alguns deliciosos produtos regionais à base de queijos e de enchidos, para além de um saboroso e fresquinho vinho branco leve.



Ás entradas seguiu-se o esperado (e desejado...) Bucho, acompanhado por abudantes batatas e grelos da aldeia!

Na imagem supra podemos ver o nosso amigo Carlos Marques a olhar para o corredor, aparentemente ansioso que não chegasse até si tão afamado pitéu para acalmar a fome, tal era o apetite por Bucho que o rodeava.

Circularam, segundo dizem, rumores no sentido de que os grelos que foram oferecidos às tropas eram bons, mas que havia melhores, como seriam aqueles que eram cultivados lá para as bandas de Mortágua. Bem, ficamos todos com água na boca e à espera de um convite, para saborear tão afamados grelos...



A título de balanço, pode dizer-se que a edição deste ano da Escola do Soldado foi um perfeito sucesso, que se traduziu em mais um passo na afirmação deste evento como complemento indispensável ao mais conhecido evento anual realizado no mês de agosto, o Cerco de Almeida.

Este sucesso não é, como devem imaginar, fruto do acaso, mas deve-se, em primeira linha, à colaboração que existe entre o Município de Almeida e o GRHMA e à parceria criada no âmbito da promoção e divulgação do património histórico-cultural de Portugal e de Almeida. 

É também fruto da colaboração e do trabalho do conjunto de recriadores históricos, nacionais e estrangeiros, que se dedicam a fazer centenas e, em alguns casos, até milhares de quilómetros, a fim de partilharem connosco esta atividade. 

É, designadamente, também fruto da colaboração e participação, direta e indireta, de múltiplas entidades, entre as quais avulta a Polícia de Segurança Pública e a respetiva Direção Nacional, que estão sempre disponíveis para colaborar na resolução das mais diversas questões que surgem, relacionadas com este tipo de eventos e sem as quais estes certamente não teriam a mesma projeção.

Por último, mas não em último, é devido um agradecimento e um Bem Haja muito especial aos habitantes de Freineda e também em especial ao nosso caríssimo amigo Dr. Miguel Bernardo, Presidente da Junta de Freguesia, pelo acolhimento e pelo carinho com que sempre recebem os recriadores históricos.

Foi igualmente notória uma evolução, em termos qualitativos, quer ao nível da organização do evento em Freineda, quer em termos de participação e presença de público nesta aldeia, o que deixa antever excelentes perspetivas, em termos de evolução e de projeção futura deste evento, na magnífica aldeia de Freineda!

Autoria das imagens: Carlos Marques, Fernando Peneiras e Paulinha (fotos do repasto...).

ALMA ATÉ ALMEIDA!


Pedro Casimiro



quinta-feira, 6 de abril de 2017

10ª Edição da Escola do Soldado: Almeida, dias 17, 18 e 19 de março de 2017 - Reportagem fotográfica (11ª Parte: Freineda-continuação)

 

Caríssimos(as),

Cabe agora trazer uma nota relativa aos acesos e animados combates histórico-militares, que durante toda a manhã de domingo, dia 19 de março, animaram as ruas da aldeia de Freineda!

 

Os soldados do Regimento de Artilharia nº 4 foram dos primeiros a chegar ao "campo" de batalha, depois de terem saído de madrugada da fortaleza de Almeida e trazido as suas peças de artilharia, através de montes e vales até Freineda.


Claro que nesta tarefa foram auxiliados por soldados de artilharia que são naturais da zona e por isso conhecedores de todos os atalhos até Freineda, como é o caso do Fonseca e do Correia.

 

 E, claro está que, uma vez chegados ao local, dedicaram-se de imediato a fazer sucessivos disparos através das ruas da aldeia!

O que vale é que, prevendo precisamente esta eventualidade, os habitantes da aldeia reforçaram os muros e as paredes das suas casas, nos dias que antecederam este evento...


Os nossos soldados Paulo e Carlos, do RI 23, mal chegaram a Freineda também puseram logo a "trabalhar" os seus mosquetes Brown Bess.


Os nossos amigos do RI 19 não deixaram os seus créditos por mãos alheias e ocuparam vários locais estratégicos da aldeia.



E bem preciso foi, porquanto de imediato começaram a surgir disparos e lutas corpo-a-corpo por toda a aldeia!



Sendo que, parece que até os animados elementos do nosso Departamento Civil não resistiram a participar nesses perigosos combates de rua, isto apesar de alguém ter tentado protegê-los dos eventuais riscos associados aos mesmos e sugerido que seria melhor não o fazerem.

Foi o tipo de conversa que, como se costuma dizer, "entrou por um ouvido e saiu pelo outro", pois que quando as mulheres da Beira Alta sentem o cheiro da pólvora, nada as consegue fazer parar!



Autoria das imagens: Fernando Peneiras e Carlos Marques.


Pedro Casimiro





quarta-feira, 5 de abril de 2017

Evento: "O Soldado da Paz" - Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro, dias 6 e 12 de abril de 2017


Caríssimos(as),

Impõe-se um aproveitamento do período de férias escolares, para despertar e desenvolver, designadamente nos mais jovens, o prazer de conhecer e de saber mais sobre a História de Portugal!

Terá sido este, sem dúvida, um dos motivos pelos quais o nosso já conhecido CIBV avançou com a realização desta interessante iniciativa, denominada "O Soldado da Paz", prevista para os próximos dias 6 e 12 de abril e destinada aos jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos.

Para inscrições ou obtenção de mais informações a respeito deste evento, podem ser usados os seguintes contatos: (telefone) 261988471 ou (email) cibatalhavimeiro@cm-lourinha.pt, ou aceder à pagina do facebook do CIBV.


Pedro Casimiro




Evento: "O Monstro tem Fome" - Castelo Mendo, dias 7 e 8 de abril de 2017


Caríssimos(as),

Venho deixar aqui uma nota relativa a um interessante evento histórico-cultural, que irá ter lugar na belíssima localidade de Castelo Mendo, concelho de Almeida, nos próximos dias 7 e 8 de abril.

Este evento destina-se a recriar uma das mais caraterísticas lendas e tradições da típica aldeia de Castelo Mendo (que está integrada da rede de Aldeias Históricas), a qual (lenda), segundo dizem, reza o seguinte:

"Há muitos anos, tantos que já se perdeu a memoria, o povo de Castelo de Mendo vivia aterrorizado, porque sempre que chegava a Primavera, desaparecia alguém sem deixar rasto. O primeiro a desaparecer foi o rapaz mais bonito da terra. Muito se disse, muito se pensou e especulou sobre o assunto, mas o certo é que do rapaz nem sinal. Durante todo o ano se tentou, em vão, saber do paradeiro do rapaz e para pasmo geral na Primavera seguinte o caso repetiu-se e voltou a repetir-se nas Primaveras que se lhe seguiram. Sempre que chegava a Primavera, desaparecia um rapaz. De modo que em vez de se alegrarem com a chegada do bom tempo, os habitantes da aldeia viviam em pânico. Quem seria o próximo? E apesar de todas as precauções, nada parecia conseguir evitar aqueles estranhos desaparecimentos. Já em desespero, resolveram, consultar um ermitão que vivia a muitas léguas dali. Talvez ele com toda a sua sabedoria soubesse o que fazer. Demoraram alguns dias ate o encontrarem e quando finalmente o avistaram, parecia que o homem sabia da sua vinda porque lhes dirigiu estas palavras:

Nestas terras por azar
Anda um monstro traiçoeiro
Ai de quem ele avistar
Que o engole logo inteiro

Para este mal acabar
Oiçam-me bem esta rima
Dezoito moços hão-de andar
Nus da cintura para cima

Dado o recado os três homens agradeceram e voltaram para a aldeia. Uma vez lá chegados o povo recebeu com alegria as boas noticias e alguém respondeu falando mais alto que os demais:
 
 Mandar moços seminus
À Senhora do Sacaparte
Se essa é a solução
Pois lá irão!

E foram. Nesse ano e nos que se seguiram durante séculos e séculos. Do monstro nunca mais se ouviu falar mas também nunca ninguém duvidou do ermitão. E a tradição ainda hoje se cumpriria não fosse a ordem de um bispo que não achou graça a esta pratica e a proibiu!" (texto retirado daqui).


Trata-se por isso de um evento a não perder e que ainda por cima possui uma garantia, em termos de fidelidade e de qualidade, porquanto na respetiva organização está envolvida a nossa conhecida equipa do Município de Almeida.


Pedro Casimiro




10ª Edição da Escola do Soldado: Almeida, dias 17, 18 e 19 de março de 2017 - Reportagem fotográfica (10ª Parte: Freineda-continuação)



Caríssimos(as),

Pois é, pinturas e quadros de época, alusivos ao início do séc. XIX ainda vai havendo alguns, mas como os nossos existem muito poucos!

Conforme foi referido no último post, este ano Freineda foi invadida por diversos artistas da imagem e de um tal calibre que, em poucas horas de permanência, conseguiram a proeza de produzir verdadeiras pérolas artísticas.


Temos, desde logo, o exemplo da nossa artista, por assim dizer, residente, que é a mais assídua e regular fornecedora de imagens para este vosso blogue, a Paulinha, que mostrou uma vez mais as suas qualidades artisticas, conseguindo pintar um fiel auto-retrato, em apenas alguns segundos.


Uma prova adicional da destreza manual da Paulinha está refletida na imagem supra, que se traduz numa pintura (provavelmente a óleo...) feita da Bia e do Rafael, numa altura em que cada um deles empunhava a sua arma favorita (varapau e mosquete).


Este quadro também foi pintado pela Paulinha, mas mais tarde e apenas recorrendo à memória.


Já o mesmo não sucedeu a este belíssimo quadro, que retrata os nossos amigos Mário Cardoso e Palanca, no ato de darem um abraço fraternal, que foi esboçado e pintado pela Paulinha, em brevíssimos momentos.


A abundância que se registou em Freinede de soldados formosos e bem parecidos, serviu para inspirar (repetidamente) estes nossos artistas, como foi o caso do nosso soldado de artilharia José Correia, que inspirou o nosso amigo Fernando Peneiras no sentido da execução deste belo retrato.


Esta conferência inter regimental realizada em Freineda, entre os sargentos Eduardo (do RI 19) e Augusto (do RI 23), foi também captada para a posteridade, em tela, e irá provavelmente servir para inspirar a realização de futuras e ainda mais proveitosas conferências, em outras paragens!

Continue ligado(a), pois Freineda irá brevemente voltar a uma tela perto de si...

Autoria das imagens: Paulinha e Fernando Peneiras.


Pedro Casimiro



terça-feira, 4 de abril de 2017

10ª Edição da Escola do Soldado: Almeida, dias 17, 18 e 19 de março de 2017 - Reportagem fotográfica (9ª Parte: Freineda)


Caríssimos(as),

Os combates histórico-militares voltaram uma vez mais à aldeia de Freineda!

Como vem sendo hábito, a fase final da Escola do Soldado ocorreu na aldeia raiana de Freineda, altura em que costumamos pôr em prática alguns dos ensinamentos e dos procedimentos realizados no dia precedente, designadamente em matéria de técnicas histórico-militares de combate urbano.

Porém, este ano não foram apenas os combatentes que deambularam pelas ruas e ruelas da típica e vistosa aldeia de Freineda, porquanto verificou-se desta vez uma afluência e presença significativa de público, que não quis perder os tiros de mosquetes dos soldados de infantaria e os disparos das nossas possantes peças de artilharia!


Como irão ter a oportunidade de constatar nos próximos dias, houve uma outra classe de público que também marcou uma presença significativa em Freineda: os fotógrafos!


E que fotógrafos!

É de facto um prazer poder visualizar a qualidade do trabalho desenvolvido por um conjunto cada vez mais alargado de inspirados técnicos da imagem que, com engenho e arte, retratam as deambulações histórico-culturais dos nossos(as) recriadores(as) históricos(as), pelos mais diversos cenários.
 

E um dos principais cenários que é possível visualizar em Freineda é precisamente o edifício (visível ao fundo, da imagem supra) onde esteve temporariamente instalado o quartel-general do General Wellington (designadamente em períodos dos anos de 1811 e 1812), que constitui um dos ex-libris desta simpática aldeia.


 As peças de artilharia exercem sempre uma atração irresistível para qualquer fotógrafo...


Tal como sucede com o nosso amigo Armindo, que tem um encanto natural que nenhum fotógrafo consegue resistir a retratar, repetidamente...



Encanto irresistível este que é semelhante àquele que anima as animadas e formosas senhoras do nosso Departamento Civil, que os fotógrafos também não conseguem resistir a retratar, nas mais diversas atividades.

Existem mais imagens de Freineda em linha de espera!

Autoria das imagens: Fernando Peneiras.


Pedro Casimiro



segunda-feira, 3 de abril de 2017

10ª Edição da Escola do Soldado: Almeida, dias 17, 18 e 19 de março de 2017 - Reportagem fotográfica (8ª Parte: Tertúlia "A vivência das mulheres dos finais do séc. XVIII, inícios do séc. XIX")



Caríssimos(as),

Mas será que existe alguém que tem a ilusão que um recriador histórico do início do séc. XIX só pensa em combates e em bailes (oitocentistas...)?

Duvido que assim seja, mas se por acaso for, venho agora desenganar esse eventual engano e dar nota de mais uma interessante atividade que teve lugar no decurso da nossa Escola do Soldado, que foi a Tertúlia que correu sob o título "A vivência das mulheres dos finais do séc. XVIII, inícios do séc. XIX".


Para este efeito tivemos o grato prazer de contar com a presença e com a colaboração da Professora Doutora Maria Antónia Lopes, que, para além de ser Doutora e Agregada em História Moderna e Contemporânea pela Universidade de Coimbra, possui uma extensa experiência em matéria de investigação histórica e que nos deu o prazer de partilhar os seus extensos conhecimentos com os participantes da nossa Escola do Soldado.



As apresentações iniciais estiveram a cargo da nossa amiga Paula Sousa e o evento propriamente dito teve lugar num cenário apropriado, como são quase todos os cenários existentes na formosa vila de Almeida, que foi o das Portas de Santo António.


 

Após a realização da Tertúlia e do alimento que da mesma resultou para o nosso espírito, os presentes tiveram ainda a oportunidade de partilhar um copioso e saboroso lanche de época, que serviu para retemperar as forças e fornecer o necessário alimento para o nosso corpo.

É de facto importante o equilíbrio e a interligação que o GRHMA continua a procurar e que é necessário manter, entre a recriação histórica e a investigação histórica, num esforço permanente de busca da maior fidelidade histórica possível, com vista a credibilizar e a continuar a promover o projeto histórico-cultural que tem vindo a ser desenvolvido no concelho de Almeida, que conta com a colaboração e a participação de múltiplas pessoas e entidades, públicas e privadas.


Autoria das imagens: Paulinha e Carlos Marques.

Pedro Casimiro




sexta-feira, 31 de março de 2017

10ª Edição da Escola do Soldado: Almeida, dias 17, 18 e 19 de março de 2017 - Reportagem fotográfica (7ª Parte: Oficina de baile oitocentista)

 

Caríssimos(as),

E para provar que nem só de combates vive um soldado, aqui ficam algumas imagens relativas ao baile oitocentista, que se realizou na nossa Escola do Soldado! 


Tendo em conta que a banda musical que tinha sido contratada para tocar neste nosso baile foi capturada por soldados franceses (com instrumentos e tudo...), antes de chegar à fortaleza de Almeida, tivemos de recorrer à tecnologia do séc. XXI, a fim de poder reproduzir com fidelidade as músicas de época.


Esta foi uma oportunidade para introduzir vários dos nossos elementos aos passos e volteios típicos das danças do início do séc. XIX e o Comandante do GRHMA deu o exemplo nesse sentido, mostrando a sua habilidade e agilidade, nesta difícil matéria!
 

Os nossos amigos Rui Monteiro e Paula Sousa, como dançarinos experientes que são, deslizaram com leveza e agilidade através do salão de dança.


Veja lá que até o soldado Zé Maria, do R.I  nº 19 (Vimeiro), foi convencido pelo nosso amigo Palanca a dar uns passinhos de dança!



Aliás, o nosso amigo Palanca deu "provas provadas" das suas qualidades e leveza como dançarino, tanto mais que quase nenhuma das senhoras presentes neste baile conseguiu recusar o convite para uma dança por ele formulado, como foi o caso das nossas amigas Paulinha e Bia.


E que me dizem do Coelho?

Penso que é possível afirmar que o nosso amigo Coelho ultrapassou finalmente o trauma provocado pela sua participação no último baile oitocentista, uma vez que, mal começou a música a tocar, ele de imediato avançou para o meio do salão e só parou de dançar quando a madrugada já ia alta!
 

As danças em voga no início do séc. XIX são fáceis de aprender e constituem uma oportunidade muito interessante de recriação dos momentos de convívio típicos desta época histórica.


E aqui podemos ver o nosso sargento Guto, que reforçou a sua reputação de bailarino ágil e experiente, fazendo deslizar as senhoras pelo salão de dança.


O cabo de esquadra Mário Alverca também não deixou os seus créditos por mãos alheias e, juntamente com a Sandra, mostrou que está habilitado a entrar em qualquer concurso de dança do início do séc. XIX, que venha a aparecer lá pela Beira Alta.


E para prova deste facto, o nosso amigo Mário até conseguiu convencer a Eugénia a dar uns passinhos de dança e, em pouco tempo, transformou-a também numa experiente bailarina!


O sucesso desta iniciativa foi de tal ordem que até os nossos amigos do Regimento de Infantaria nº 19, do Vimeiro, não conseguiram resistir à alegria contagiante despertada por este baile!

Esta iniciativa foi de facto um sucesso, graças uma vez mais à diligência dos elementos do nosso Departamento Civil e creio que será de ponderar a questão da realização de um baile de época em todos os eventos de recriação histórica que o GRHMA vier a participar.


Autoria das imagens: Paulinha e Carlos Marques.


Pedro Casimiro