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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Fardamento do Soldado Caçador

(Caçadores com farda do modelo 1811)

As fardas dos Caçadores eram confeccionadas com um robusto tecido castanho, na altura denominado “saragoça”, hoje denominado “sorrobeco”.
Na sua criação, em 1808, as casacas eram debruadas a tecido verde e no peito tinham alamares em cordão amarelo, com 24 botões amarelos, em três fileiras de oito botões, sendo que somente a fileira do meio abotoava, as barretinas eram do modelo português de 1806, tendo o numero do batalhão aberto numa chapa de latão acima da pala, como a tropa de linha, e por cima desta uma corneta em latão, símbolo dos caçadores, o penacho, usado lateralmente, por cima do laço nacional, era verde para os fuzileiros e preto para os atiradores, os cordões das barretinas assim como as respectivas borlas eram verdes. A companhia de atiradores usava, no bordo das platinas, franja em lã verde.
No Inverno as calças eram de tecido igual à da casaca e no Verão podiam usar calça em linho branco de palha (ou cor marfim).
Entre 1809 e 1810, as fardas sofreram algumas alterações.
Continuou-se a utilizar o mesmo tecido na confecção das fardas, no entanto passaram a ser debruadas a tecido preto, os alamares passaram a ser em cordão preto assim como os botões passaram a ser pretos, no entanto o número de botões e alamares manteve-se.
A barretina foi substituída pelo modelo inglês “stovepipe”, que deixou de utilizar a chapa identificativa do batalhão, semelhante à da tropa de linha, para ter somente corneta em latão encimada pelo número do batalhão do mesmo metal. Deixaram de existir, na barretina, os cordões e borlas, o penacho passou a ser usado na parte superior frontal da barretina, assim como o laço nacional, as cores do referido penacho mantiveram-se para distinguir os fuzileiros dos atiradores, passando estes últimos a utilizar franja de lã preta no bordo das platinas. 


Faria e Silva

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